Autor: Marcelo Costa

Os 7 livros mais chatos da literatura brasileira contemporânea — segundo leitores sinceros

Os 7 livros mais chatos da literatura brasileira contemporânea — segundo leitores sinceros

A literatura brasileira contemporânea já produziu obras sublimes, mas também parágrafos torturantes, personagens insones e tramas que não saem do lugar. Há livros que o leitor termina por teimosia, não por prazer. Alguns resistem até a resumos. Esta é uma homenagem — honesta e sem ressentimento — às leituras que exigiram mais paciência do que entrega. Porque nem todo clássico é uma joia, e nem todo silêncio numa página é um gesto poético. Às vezes, é só tédio mesmo. E tudo bem. Alguém precisava dizer isso em voz alta.

5 livros tão curtos quanto um episódio de série — mas que ficam na sua cabeça por dias

5 livros tão curtos quanto um episódio de série — mas que ficam na sua cabeça por dias

Eles não passam de uma hora de leitura, mas não terminam quando você fecha o livro. Esses títulos curtos — tão breves quanto um episódio de série — parecem feitos de outra densidade. São pequenos dispositivos narrativos que mexem com a memória, o afeto, o medo e até com aquele silêncio que a gente carrega sem nome. Há quem chame de literatura condensada. Há quem apenas não consiga esquecê-los. São cinco. Poucos, sim. Mas com palavras suficientes para durar por muito tempo depois.

Se Tropa de Elite ou Cidade de Deus fossem lançados hoje, seriam cancelados? Sim, seriam Divulgação / Lumière Brasil

Se Tropa de Elite ou Cidade de Deus fossem lançados hoje, seriam cancelados? Sim, seriam

Entre a brutalidade da câmera e a coreografia da violência, “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus” marcaram gerações com sua representação crua — e por vezes estetizada — da periferia, da polícia e do crime no Brasil. Mas, em um tempo onde a sensibilidade coletiva tornou-se arma política e a arte vive sob o cerco das trincheiras morais, esses dois marcos cinematográficos sobreviveriam ao tribunal de 2025? Esta crítica investiga com intensidade lírica e implicação crítica o que significa lançar hoje obras forjadas em um país onde o caos era apenas pano de fundo — não bandeira.

O romance francês que previu o culto aos bebês reborn — e ninguém percebeu

O romance francês que previu o culto aos bebês reborn — e ninguém percebeu

Adeline Dieudonné escreveu um romance tão impregnado de presságios que talvez nem ela soubesse o quanto acertaria. “A Vida Real”, lançado em 2018, parece ter saído de um laboratório onde o trauma, a infância, a violência e a fantasia foram destilados gota a gota até se transformarem em matéria literária pura. No centro da narrativa, uma menina tenta reverter uma tragédia doméstica criando uma teoria do tempo. Ao redor dela, um mundo tão brutal quanto asséptico, onde o amor é substituído por simulacros. Um romance de formação que sangra e prediz — como só os grandes livros fazem.

O casal mais carismático das telas em reencontro que amamos! George Clooney e Julia Roberts em romance irresistível na Netflix Divulgação / Universal Pictures

O casal mais carismático das telas em reencontro que amamos! George Clooney e Julia Roberts em romance irresistível na Netflix

“Ingresso para o Paraíso” pertence a uma categoria de filmes de entretenimento que se oferece sem promessas ambiciosas, mas aposta alto no carisma de seus protagonistas para manter o interesse. A presença magnética de George Clooney e Julia Roberts, ambos em perfeita sintonia cômica, é menos um atrativo promocional e mais a espinha dorsal de uma narrativa que prefere o conforto da familiaridade à inquietação da ousadia.