Autor: Helena Oliveira

História real escancara interferência da família sobre autonomia do idoso, na Netflix Joe Ekonen / Netflix

História real escancara interferência da família sobre autonomia do idoso, na Netflix

“27 Noites” não pede licença para tocar numa ferida social antiga: o desconforto coletivo diante da velhice que se recusa a pedir desculpas por existir. Desde os primeiros minutos, o filme deixa claro que a história não gira em torno de um suposto colapso mental, mas de um conflito moral. A protagonista, interpretada por Graciela Borges, tem 83 anos, dinheiro próprio, amigos excêntricos e um apetite intacto pela vida.

Filme mais subestimado de Steven Spielberg, com Christian Bale ainda criança, está na HBO Max Divulgação / Warner Bros.

Filme mais subestimado de Steven Spielberg, com Christian Bale ainda criança, está na HBO Max

“Império do Sol” não começa com bombas, mas com porcelanas, jardins bem cuidados e uma infância blindada pela lógica colonial britânica em Xangai. Jim Graham, vivido por um Christian Bale ainda criança, circula por esse microcosmo com a naturalidade de quem nunca precisou formular perguntas incômodas. Spielberg constrói esse início como um falso equilíbrio: tudo parece sólido, mas depende de forças políticas que Jim sequer sabe nomear.

Shazam!: filme na Netflix para divertir, mas esquecer 20 minutos depois Divulgação / Warner Bros.

Shazam!: filme na Netflix para divertir, mas esquecer 20 minutos depois

A primeira impressão de “Shazam” não é a de um fracasso, tampouco a de uma revelação. O filme se coloca num território confortável, quase preguiçoso, onde o risco é sempre evitado em favor de uma simpatia calculada. A história acompanha Billy Batson, vivido por Asher Angel, um adolescente marcado pela obsessão em reencontrar a mãe que o abandonou ainda criança.

Um dos melhores filmes já feitos: e provocou uma revolução no cinema — na Netflix Divulgação / Warner Bros.

Um dos melhores filmes já feitos: e provocou uma revolução no cinema — na Netflix

“Matrix” chegou aos cinemas em 1999 com a tranquilidade de quem sabe que não seria entendido de imediato. A história começa acompanhando Thomas Anderson, vivido por Keanu Reeves, um programador que divide seus dias entre códigos corporativos e uma inquietação difusa, como se algo estivesse fora do lugar. À noite, sob o codinome Neo, ele trafega por fóruns clandestinos até ser localizado por Trinity, interpretada por Carrie-Anne Moss, e conduzido até Morpheus, personagem de Laurence Fishburne.

Vencedor de 7 Oscars que levou 200 milhões de pessoas aos cinemas está prestes a deixar a Netflix Divulgação / Universal Pictures

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“Oppenheimer” começa já contaminado por uma sensação de urgência que não pede permissão ao espectador. A narrativa se desloca entre momentos distintos da vida de J. Robert Oppenheimer com uma agilidade quase agressiva, exigindo atenção contínua e recusando qualquer leitura preguiçosa. Acompanhamos o jovem físico brilhante, ainda em formação, até o homem convocado pelo governo dos Estados Unidos para liderar o Projeto Manhattan.