Autor: Helena Oliveira

Shazam!: filme na Netflix para divertir, mas esquecer 20 minutos depois Divulgação / Warner Bros.

Shazam!: filme na Netflix para divertir, mas esquecer 20 minutos depois

A primeira impressão de “Shazam” não é a de um fracasso, tampouco a de uma revelação. O filme se coloca num território confortável, quase preguiçoso, onde o risco é sempre evitado em favor de uma simpatia calculada. A história acompanha Billy Batson, vivido por Asher Angel, um adolescente marcado pela obsessão em reencontrar a mãe que o abandonou ainda criança.

Um dos melhores filmes já feitos: e provocou uma revolução no cinema — na Netflix Divulgação / Warner Bros.

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“Matrix” chegou aos cinemas em 1999 com a tranquilidade de quem sabe que não seria entendido de imediato. A história começa acompanhando Thomas Anderson, vivido por Keanu Reeves, um programador que divide seus dias entre códigos corporativos e uma inquietação difusa, como se algo estivesse fora do lugar. À noite, sob o codinome Neo, ele trafega por fóruns clandestinos até ser localizado por Trinity, interpretada por Carrie-Anne Moss, e conduzido até Morpheus, personagem de Laurence Fishburne.

Vencedor de 7 Oscars que levou 200 milhões de pessoas aos cinemas está prestes a deixar a Netflix Divulgação / Universal Pictures

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“Oppenheimer” começa já contaminado por uma sensação de urgência que não pede permissão ao espectador. A narrativa se desloca entre momentos distintos da vida de J. Robert Oppenheimer com uma agilidade quase agressiva, exigindo atenção contínua e recusando qualquer leitura preguiçosa. Acompanhamos o jovem físico brilhante, ainda em formação, até o homem convocado pelo governo dos Estados Unidos para liderar o Projeto Manhattan.

Jogador Número 1: o cruzamento entre cultura pop e ambição cult no cinema de Steven Spielberg, na Netflix

Jogador Número 1: o cruzamento entre cultura pop e ambição cult no cinema de Steven Spielberg, na Netflix

A trama de “Jogador Número 1“ parte de um futuro em colapso social, onde Wade Watts, vivido por Tye Sheridan, encontra no OASIS mais do que entretenimento: ali está a chance de escapar da precariedade cotidiana e, quem sabe, reescrever o próprio destino. Criado por James Halliday, personagem de Mark Rylance, o universo virtual se transforma em herança disputada após sua morte, com desafios que exigem não força física, mas intimidade quase obsessiva com a cultura pop do criador.

Inspirado em clássico de Wim Wenders, um dos romances mais tristes e lindos dos anos 90 está no Telecine Divulgação / New Regency Productions

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“Cidade dos Anjos” nunca teve pudor em apostar alto no sentimentalismo, e talvez por isso continue sendo tratado com certo desdém crítico. Ainda assim, há algo de curioso na maneira como o filme insiste em falar de desejo, perda e fé num espaço improvável como Los Angeles, cidade onde o sagrado costuma disputar atenção com o concreto quente e a pressa.