Autor: Giancarlo Galdino

Sem pausa pra respirar: a ação visceral com Aaron Pierre elogiada pela crítica — na Netflix Divulgação / Netflix

Sem pausa pra respirar: a ação visceral com Aaron Pierre elogiada pela crítica — na Netflix

A crítica destaca como “Rebel Ridge” assume a falta de sutileza como força: a história de Terry Richmond, humilhado pela polícia e privado do dinheiro que salvaria o primo, vira uma saga quase kafkiana. Jeremy Saulnier adiciona originalidade à premissa e toca em engrenagens legais já discutidas em “A 13ª Emenda”, sem perder o ritmo. Com Aaron Pierre e a parceria com uma estagiária idealista, o filme enfrenta o xerife local e chega a um final surpreendente.

Suspense com Bradley Cooper e Robert De Niro, que não dá respiro, está escondido na Netflix Divulgação / Paramount Pictures

Suspense com Bradley Cooper e Robert De Niro, que não dá respiro, está escondido na Netflix

A crítica acompanha a metamorfose de Eddie Morra, um aspirante a romancista bloqueado, que em “Sem Limites” encontra uma superdroga capaz de iluminar o cérebro e virar jogo. O reencontro com o ex-cunhado Vernon abre caminho para dons inesperados, apostas certeiras e o interesse predatório de Carl Van Loon. Neil Burger e o roteiro de Leslie Dixon insinuam ecos de “Flores para Algernon”, mas é a dupla Bradley Cooper e Robert De Niro que sustenta o brilho entre o óbvio e o genial.

Com Ethan Hawke, este mistério na Netflix parece capítulo perdido de Agatha Christie Divulgação / Universal Pictures

Com Ethan Hawke, este mistério na Netflix parece capítulo perdido de Agatha Christie

O texto parte da ideia de que o destino subordina-se ao que fazemos no agora e pergunta o que ocorre quando as provações se tornam inescapáveis. Em “O Predestinado”, essa reflexão ganha forma num agente temporal que cruza épocas para salvar a humanidade, sem conseguir salvar a si mesmo. A caça ao Terrorista Sussurrador, com a ajuda de Jane, reforça o tema da inadequação num mundo em colapso. Sarah Snook e Ethan Hawke sustentam um filme sem grande novidade, mas impactante ao fim de 97 minutos.

O melhor filme de ação de janeiro na Netflix: 100 minutos de adrenalina sem pausa Divulgação / Lionsgate

O melhor filme de ação de janeiro na Netflix: 100 minutos de adrenalina sem pausa

Partindo da onipresença do tráfico — um mercado de cerca de 900 bilhões de dólares anuais —, a crítica mostra como “Sicário: Dia do Soldado” transforma a guerra às drogas em thriller militar. Stefano Sollima retoma o universo de “Sicário: Terra de Ninguém”, aproxima tiroteios da fronteira EUA-México e adiciona terrorismo ao roteiro de Taylor Sheridan. No centro, Alejandro caça Carlos Reyes, mas a relação com Isabel desloca o filme para um conto niilista de honra, sustentado por Benicio Del Toro.

O filme mais bonito da Netflix — e o mais difícil de esquecer Divulgação / Charades

O filme mais bonito da Netflix — e o mais difícil de esquecer

A crítica acompanha como a aparente calma de “Aftersun” revela, aos poucos, a melancolia de Calum diante da filha Sophie, em férias modestas na Turquia. Charlotte Wells, que perdeu o pai aos dezesseis, mistura dor e esperança para narrar gente comum com poesia e técnica. Entre hotel, parque aquático e fliperama, Paul Mescal e Frankie Corio alternam ternura e mágoa. A fotografia de Gregory Oke reforça a aura onírica e a memória adulta que insiste em voltar duas décadas no tempo.