Autor: Giancarlo Galdino

Um dos filmes mais angustiantes e brutais do cinema argentino está no Prime Video Divulgação / Tiger House

Um dos filmes mais angustiantes e brutais do cinema argentino está no Prime Video

Ao seguir Hermógenes Saldívar, rebatizado como Santiago, o texto observa como ambição e miséria se chocam num açougue que vende carne adulterada e impõe servidão cotidiana. A narrativa conecta liberalismo, mercado e o expediente da fraude a um retrato de regionalismo, racismo, corrupção e um direito que, na prática, amplia o fosso social. Entre humilhações, trabalho degradante e violência, o filme de Sebastián Schindel alterna flashbacks e tribunal, até um desfecho melancólico.

Prime Video tem uma “comédia romântica” com Dakota Johnson para quem já não acredita mais no amor Divulgação / Neon

Prime Video tem uma “comédia romântica” com Dakota Johnson para quem já não acredita mais no amor

Dakota Johnson vem merecendo o epíteto de “a mocinha mais cativante de Hollywood”. Seu desempenho em “Amores Materialistas” (2025), o filme pipoca-cabeça dirigido por Celine Song, ou “Papai” (2023), drama experimental (e surpreendente) levado à tela por Christy Hall, ratificam a proposição, e “Amores à Parte” também certifica essa temporada de sucessos plurais, escolhidos a dedo, mas que deixam a reconfortante sensação de um acaso despretensioso.

Tarantino chamou de “o melhor faroeste em 100 anos” — e a HBO Max tem a versão definitiva do diretor Divulgação / Warner Bros.

Tarantino chamou de “o melhor faroeste em 100 anos” — e a HBO Max tem a versão definitiva do diretor

O filme de 1969 observa a fronteira sem muralhas e, mesmo sem grandes novidades, confirma o vigor de Sam Peckinpah ao conduzir reviravoltas e caos de uma terra sem lei. Um plano-sequência com crianças e um escorpião anuncia o desconforto e a barbárie, enquanto a história transforma o dinheiro em instrumento de escravidão e desperta simpatia pelos vilões. No centro, Pike Bishop planeja vender armas ao general Mapache, e William Holden sustenta a ambiguidade que marca o faroeste.

Se “Clube da Luta” te pegou pelo incômodo, a Netflix tem um primo mais sujo e debochado Divulgação / Sony Pictures Home Entertainment

Se “Clube da Luta” te pegou pelo incômodo, a Netflix tem um primo mais sujo e debochado

Guy Ritchie arma uma sátira engenhosa sobre gente suja, expedientes abjetos e representantes corrompidos, costurando lutas clandestinas e o afano de uma relíquia. O filme ecoa “Clube da Luta” e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, provoca o politicamente correto e faz do caos de Londres um idioma de desencontros. Mickey O’Neil domina a cena, enquanto Franky Quatro-Dedos arrasta todos para a caça ao diamante. O excesso de personagens pode pesar, mas a anarquia autoral cobra seu preço e vira assinatura.

No Prime Video: uma cidade costeira, um romance antigo e um criminoso poderoso de volta — suspense que vicia Divulgação / Elite Filmes

No Prime Video: uma cidade costeira, um romance antigo e um criminoso poderoso de volta — suspense que vicia

A tragédia insinuada no primoroso “O Código do Silêncio” fala de gente esquecida, que não morre, mas não vive, apenas espera por um salvador mágico. Desde “Dark Harbor” (2019), Joe Raffa tem demonstrado vocação para domar paisagens agrestes, como se precisasse delas para explicar nosso isolamento e nossa maldição. Raffa e o corroteirista Greg Finley iluminam a sordidez de uma região turística em que os moradores trabalham duro. E o crime viceja.