Autor: Fernando Pacéli Siqueira

O trem da alegria ainda não parou na central

O trem da alegria ainda não parou na central

Gonzaguinha, talvez por transformar as dificuldades de sua vida em uma aguçada consciência política e social, fez delas o insumo principal para o desenvolvimento de sua carreira, que foi breve, mas marcante e muito importante dentro do cancioneiro popular brasileiro. E por que não dizer que, por isso, ele está inserido em nosso contexto cultural? Pode parecer brincadeira, mas é um fato que me aconteceu. Por obra do acaso, ouvi, com ouvidos de outrora, melancólicos e saudosistas, a música “A felicidade bate à sua porta” (Trem da alegria), de sua autoria, e algo me despertou para analisá-la de maneira mais atenta.

Lamartine Babo: o telegrafista que se tornou rei do carnaval

Lamartine Babo: o telegrafista que se tornou rei do carnaval

A Era de Ouro da MPB remonta a quase um século, período no qual participaram grandes figuras que deixaram marcas indeléveis no nosso cancioneiro popular. Entre todos esses, destacou-se um por ser um compositor profícuo, o qual, não por acaso, criou hinos de clubes de futebol que disputavam o campeonato estadual do Rio de Janeiro, além de se tornar um dos autores mais lembrados no contexto das marchinhas de carnaval desde 1930.

O legado eterno de Gonzaguinha na música e na alma brasileira

O legado eterno de Gonzaguinha na música e na alma brasileira

Na década de 1970, no Rio de Janeiro, emergiu o Movimento de Arte Universitário, liderado por talentos como Gonzaguinha, Ivan Lins e Aldir Blanc. Gonzaguinha, nascido em 1945, cresceu no morro do São Carlos, enfrentando desafios, incluindo a perda parcial da visão, mas encontrou na música um meio de expressão para suas experiências e críticas sociais. Sua participação em 1973 no programa “Flávio Cavalcanti” com a música “Comportamento Geral” marcou sua carreira, destacando-se por seu ativismo contra a ditadura e por letras que falavam de amor, esperança e resistência. Sua obra, repleta de otimismo e paixão, continua a inspirar e a refletir a realidade brasileira, mantendo viva sua memória e legado na música brasileira.

Gemma Bovery: obra-prima do cinema europeu está no Prime Video e você possivelmente não assistiu Jérôme Prébois / Albertine Productions

Gemma Bovery: obra-prima do cinema europeu está no Prime Video e você possivelmente não assistiu

No deslumbrante cenário do interior da Normandia, é apresentado “Gemma Bovery”, dirigido pela cineasta luxemburguesa Anne Fontaine. O filme é protagonizado por duas figuras de distintas origens: de um lado, temos o observador atento e com vasta bagagem literária, interpretado magistralmente por Fabrice Luchini, ator francês que honra a arte dos Lumière; do outro, a atriz inglesa Gemma Arterton, que, apesar de seu desempenho por vezes burocrático, destaca-se nas cenas sensuais, nas quais exibe todo seu conhecimento pessoal. Ela se destaca da maioria dos atores ingleses que, frequentemente, possuem uma sólida formação teatral.

Zizi Possi: um dos mais belos shows de 2023

Zizi Possi: um dos mais belos shows de 2023

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche proclamou certa vez: “Sem a música, a vida seria um erro”. A cada dia que passa, percebo a profundidade dessa verdade. Nesta semana, tive a oportunidade de assistir, no icônico Blue Note em São Paulo, a uma performance memorável da cantora Maria Izildinha Possi, mais conhecida pelo público como Zizi Possi. Aos 67 anos, Zizi mantém uma qualidade vocal que a distingue notavelmente em meio àqueles que se proclamam cantores. A maestria com que emprega seu alcance vocal, particularmente como soprano, combina-se perfeitamente com sua habilidade única de equilibrar a técnica vocal e a interpretação emocional.