Autor: Fernando Pacéli Siqueira

Minha participação na pré-abertura da temporada OSESP 2024 Foto / OSESP

Minha participação na pré-abertura da temporada OSESP 2024

Sempre apreciei música clássica como o leigo que sou; neste âmbito, contudo, a consumo há muito tempo e faço-o com um prazer infindável, sempre buscando aprender aquilo que não pude enquanto criança. Elegi como meu compositor favorito o magistral Johann Sebastian Bach e, desde minha adolescência, ouço frequentemente o oratório Paixão Segundo Mateus, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus, com libreto de Picander. Com uma duração de mais de duas horas e meia, é a obra mais extensa do compositor. É também a que mais me emociona.

O trem da alegria ainda não parou na central

O trem da alegria ainda não parou na central

Gonzaguinha, talvez por transformar as dificuldades de sua vida em uma aguçada consciência política e social, fez delas o insumo principal para o desenvolvimento de sua carreira, que foi breve, mas marcante e muito importante dentro do cancioneiro popular brasileiro. E por que não dizer que, por isso, ele está inserido em nosso contexto cultural? Pode parecer brincadeira, mas é um fato que me aconteceu. Por obra do acaso, ouvi, com ouvidos de outrora, melancólicos e saudosistas, a música “A felicidade bate à sua porta” (Trem da alegria), de sua autoria, e algo me despertou para analisá-la de maneira mais atenta.

Lamartine Babo: o telegrafista que se tornou rei do carnaval

Lamartine Babo: o telegrafista que se tornou rei do carnaval

A Era de Ouro da MPB remonta a quase um século, período no qual participaram grandes figuras que deixaram marcas indeléveis no nosso cancioneiro popular. Entre todos esses, destacou-se um por ser um compositor profícuo, o qual, não por acaso, criou hinos de clubes de futebol que disputavam o campeonato estadual do Rio de Janeiro, além de se tornar um dos autores mais lembrados no contexto das marchinhas de carnaval desde 1930.

O legado eterno de Gonzaguinha na música e na alma brasileira

O legado eterno de Gonzaguinha na música e na alma brasileira

Na década de 1970, no Rio de Janeiro, emergiu o Movimento de Arte Universitário, liderado por talentos como Gonzaguinha, Ivan Lins e Aldir Blanc. Gonzaguinha, nascido em 1945, cresceu no morro do São Carlos, enfrentando desafios, incluindo a perda parcial da visão, mas encontrou na música um meio de expressão para suas experiências e críticas sociais. Sua participação em 1973 no programa “Flávio Cavalcanti” com a música “Comportamento Geral” marcou sua carreira, destacando-se por seu ativismo contra a ditadura e por letras que falavam de amor, esperança e resistência. Sua obra, repleta de otimismo e paixão, continua a inspirar e a refletir a realidade brasileira, mantendo viva sua memória e legado na música brasileira.