Autor: Fernando Pacéli Siqueira

Intimidade, virtuosismo e silêncio: o ritual musical de Mônica Salmaso dedicado a Tom Jobim

Intimidade, virtuosismo e silêncio: o ritual musical de Mônica Salmaso dedicado a Tom Jobim

No intimista Porão da Casa de Francisca, em pleno centro de São Paulo, Mônica Salmaso apresentou um espetáculo dedicado à obra monumental de Tom Jobim. Acompanhada por Teco Cardoso e João Camarero, a cantora revelou uma interpretação de rara delicadeza, precisão técnica e profundidade emocional. Em arranjos minimalistas, mas de grande elegância, o trio transformou o espaço em uma espécie de sala de estar sonora, permitindo que cada nuance das canções emergisse com clareza e beleza arrebatadoras.

Salmo de um pagão, de número 69 — dr. Alonso Monteiro da Silva

Salmo de um pagão, de número 69 — dr. Alonso Monteiro da Silva

Um médico boêmio, um jardineiro tardio, um humanista convicto. Alonso Monteiro da Silva viveu como poucos ousam: entre a leveza das madrugadas e a gravidade da Medicina, sem jamais perder a integridade. Descobriu lesões que salvaram vidas, fundou instituições, acolheu pacientes com afeto e colegas com riso. Preferia estar presente a ser lembrado — e, mesmo assim, é inesquecível. Viveu 69 anos, mas carregava séculos nos olhos. Esta é uma homenagem a quem transformou a existência em arte imperfeita e inteira.

Não existe bolero sem Ravel

Não existe bolero sem Ravel

Há melodias que transcendem o tempo e capturam algo profundamente humano, ecoando em cada nota uma mistura de emoção e tensão crescentes. Algumas composições desafiam o ouvinte a uma imersão completa, onde o tema central se repete com variações sutis, criando uma atmosfera hipnótica que se intensifica a cada instante. Essas obras-primas desafiam a linearidade e nos fazem refletir sobre o poder de uma construção musical que é, ao mesmo tempo, simples e grandiosa. O gênio por trás dessas composições captura nuances que parecem se enraizar na alma, deixando uma impressão que não se apaga.

A Vila que Noel Rosa imortalizou

A Vila que Noel Rosa imortalizou

Noel Rosa, com seu violão e sua verve única, eternizou a Vila Isabel como o berço de sambas que traduzem o Brasil. Entre o humor e a melancolia, a boemia e as críticas à sociedade, suas letras ecoam até hoje, carregadas de lirismo e rebeldia. Marcado pela vida breve e intensa, o Poeta da Vila transformou seu próprio destino em música. Do romantismo a disputas, ele desenhou em versos o cotidiano carioca. Este texto revisita a vida e a obra de Noel, um gênio que fez do samba sua voz e do amor à sua cidade, seu estandarte.

A OSESP está na terceira idade com fôlego de jovem

A OSESP está na terceira idade com fôlego de jovem

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), aos 70 anos, continua sua trajetória de sucesso com o entusiasmo de uma jovem promissora. Internacionalmente aclamada, a orquestra tem levado a riqueza da música clássica brasileira aos palcos mais prestigiados da Europa, destacando-se em festivais renomados e enchendo de orgulho todos os brasileiros que valorizam a cultura.