Autor: Fernando Machado

O único filme que você precisa ver neste feriado (confie em mim)

O único filme que você precisa ver neste feriado (confie em mim)

“Warfare” desarma qualquer expectativa de nobreza bélica ao instaurar, desde seu primeiro frame, um estado de tensão que não dá trégua. Não há espaço para discursos heroicos nem para bandeiras tremulando ao vento. O que acontece aqui é o pavor encarnado, o colapso do controle, a orquestra do caos. Dirigido por Alex Garland em parceria com Ray Mendoza, ex-militar cuja vivência real se infiltra no filme como sangue em tecido, o longa reconstitui o desespero de uma operação militar em Ramadi, em 2006, com uma urgência que dispensa qualquer contextualização narrativa.

6 livros que todo mundo ama e eu odiei com todas as minhas forças

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Sabe aquela sensação de estar na contramão de uma multidão apaixonada, como quem vai a um show e, no exato refrão que faz todo mundo chorar, sente apenas vontade de ir embora? Foi exatamente isso que vivi lendo cada um desses livros. Enquanto a internet declarava amor eterno, eu me via implorando por um enredo que me despertasse algo além do bocejo. Claro, o problema podia estar em mim, talvez meu coração esteja endurecido ou minha paciência com personagens intensos demais, introspectivos demais ou apenas prolixos demais tenha simplesmente se esgotado.

7 distopias que fazem 1984 parecer jardim de infância

7 distopias que fazem 1984 parecer jardim de infância

“1984” nos ensinou a temer a vigilância e os olhos do poder. Mas há obras que ultrapassam esse medo inicial — que penetram mais fundo, ali onde o totalitarismo não é mais uma ameaça externa, e sim uma fissura íntima, moral, impossível de delimitar. Neste mergulho curatorial, selecionamos sete distopias que não apenas confrontam o legado de Orwell, mas o ampliam, o torcem, o subvertem. São histórias onde a opressão é menos uma engrenagem e mais uma vertigem — mais dilacerante, mais humana, mais real.

7 livros que viraram hit em clubes do livro e sumiram um mês depois

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Alguns livros têm o carisma de um estranho bonito no metrô: capturam o olhar, inspiram conversa, fazem o coração acelerar — e depois desaparecem, deixando só a lembrança confusa de algo que parecia grandioso. Nesta seleção, revisitamos sete títulos que incendiaram clubes de leitura, rodas de conversa e algoritmos literários por um breve instante, antes de evaporarem como se nunca tivessem existido. É uma viagem entre o hype e o esquecimento, entre a promessa de profundidade e o eco raso do que não durou.

O que as pessoas mais cultas que conheço estão lendo em 2025

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As pessoas cultas são um mistério. Elas sabem exatamente onde fica o Sudão do Sul, têm opiniões firmes sobre a vírgula de Oxford, e conseguem sair de uma livraria com apenas um livro na mão, o que, francamente, deveria ser reconhecido como superpoder. Algumas vivem em bibliotecas pessoais onde as estantes fazem mais curvas que a vida amorosa do protagonista de um romance russo. Outras têm o hábito de sublinhar trechos com lápis e escrever observações nas margens com letra miúda e irretocável, como se fossem editores fantasmas do próprio Tolstói.