Autor: Fernando Machado

Um filme da Netflix que prova, cena após cena, que o amor ainda é capaz de mudar tudo Divulgação / Paris Filmes

Um filme da Netflix que prova, cena após cena, que o amor ainda é capaz de mudar tudo

Em uma comunidade invisível aos olhos do mundo, um casal sem recursos decide desafiar o ciclo da negligência com um gesto de coragem incalculável: adotar não apenas filhos, mas traumas, silêncios e feridas. “Som da Esperança: A História de Possum Trot” reconstrói uma trajetória real com crueza e ternura, apostando na potência do afeto como resposta política e ética ao abandono — um lembrete de que a empatia, quando ativa, pode reconfigurar destinos.

Thriller de ação explosivo, com Jason Statham, que vai deixar seus olhos grudados na tela, no Prime Video Divulgação / Miramax

Thriller de ação explosivo, com Jason Statham, que vai deixar seus olhos grudados na tela, no Prime Video

Há filmes que não pedem licença para existir — simplesmente arrombam a porta, explodem as paredes e convidam o espectador a embarcar em uma maratona de excessos onde qualquer tentativa de lógica vira obstáculo descartável. “Beekeeper”, dirigido por David Ayer e protagonizado por Jason Statham, é exemplar nesse quesito. Não trata de uma narrativa que deseja ser levada a sério, mas de uma experiência que celebra a implosão da verossimilhança como ato de fé. Aqui, o nonsense é método, e o delírio calculado substitui qualquer compromisso com coerência dramática.

Nem Albert Einstein, nem Stephen Hawking: a mente que desafiou a ciência no século 20 é outra, com Jeremy Irons e Dev Patel, no Prime Video Divulgação / Animus Films

Nem Albert Einstein, nem Stephen Hawking: a mente que desafiou a ciência no século 20 é outra, com Jeremy Irons e Dev Patel, no Prime Video

Srinivasa Ramanujan não apenas desestabilizou o universo da matemática com suas fórmulas enigmáticas: ele também desafiou, silenciosamente, toda a arquitetura de poder que sustenta o conhecimento legitimado pelo Ocidente. Sua história, trazida à ficção em “O Homem que Viu o Infinito”, não se limita ao percurso improvável de um autodidata indiano em Cambridge, mas revela com precisão desconcertante o incômodo institucional diante de tudo que escapa ao modelo eurocêntrico de racionalidade.

Ele venceu o Oscar, emocionou o mundo — e agora está no Prime Video: o melhor filme de 2025 chegou Divulgação / A24

Ele venceu o Oscar, emocionou o mundo — e agora está no Prime Video: o melhor filme de 2025 chegou

Mais do que narrar a jornada de um arquiteto em exílio, “O Brutalista” ergue uma reflexão implacável sobre pertencimento, estética e desintegração. Brady Corbet dilata o tempo e as formas para compor um épico austero, onde a rigidez do concreto revela fraturas íntimas. A experiência é desconfortável, densa e desafiadora — como o mundo que insiste em ser erguido sobre ruínas.

Saramago escreveu a dúvida. Dostoiévski, a culpa. Esse filme junta os dois — e o resultado vai te desmontar Divulgação / A24

Saramago escreveu a dúvida. Dostoiévski, a culpa. Esse filme junta os dois — e o resultado vai te desmontar

Jake Gyllenhaal mergulha em um thriller psicológico enigmático, onde a realidade se distorce ao espelhar-se no duplo. Com direção precisa de Denis Villeneuve e uma estética opressiva, “O Homem Duplicado” ultrapassa o suspense tradicional para tocar nas fissuras da identidade. Adaptado do romance de José Saramago, o filme perturba ao insinuar que o eu pode ser apenas um pacto frágil com o desconhecido.