O riso envergonhado (ou: xenofobia estrutural, parte 2)
Quando criança, eu ria de piadas de português. Ria também das de argentino. Não porque fossem boas (nunca foram, sejamos honestos), mas porque parecia natural. Estavam ali, nos programas de humor da televisão, nos papos dos adultos e até mesmo nas brincadeiras entre os amigos da escola. Cresci achando normal rir de alguém por ser de outro lugar.