Autor: Edison Veiga

Se os Mamonas Assassinas virassem mamoneiras…

Se os Mamonas Assassinas virassem mamoneiras…

Não é possível existir outro ecossistema sociocultural no planeta capaz de produzir algo como foram os Mamonas Assassinas, fenômeno intenso e fugaz que acometeu a cena pop brasileira nos anos 1990. Em maior ou menor grau, besteiróis existiram e existem em outras praças, mas não consigo entender nem explicar nada que seja tão escrachado, engraçado, explícito — e ao mesmo tempo sofisticado — como foi a produção desses jovens guarulhenses que tiveram fim trágico há exatos 30 anos.

Medalha alpina para um país tropical

Medalha alpina para um país tropical

Assim como a grande maioria dos brasileiros, acho engraçado um esporte como o curling, não vejo nexo na mistureba com arma que deu no biatlo, desconheço as regras de qualquer tipo de esqui e não consigo ver a diferença entre luge, bobsleigh e skeleton — nem sabia desses nomes, para mim era tudo brincadeirinha de trenó.

O telúrico e a biblioteca ao redor

O telúrico e a biblioteca ao redor

O que me fazia telúrico era a água, não o solo. Mais especificamente, os trezentos litros do aquário de quina que enfeitava meu apartamento em São Paulo. Como transportar aquário e peixes era tarefa hercúlea, para não dizer fora de cogitação, apegava-me a ele para comprometer-me a voltar para o bairro de Pinheiros, para São Paulo, para o Brasil, depois de qualquer extravagância de férias.

Sangue e cárcere na memória recente

Sangue e cárcere na memória recente

O tempo faz com que consigamos olhar para a situação com a amplitude da história, não somente o momento da época. O Brasil, uma verdadeira potência dentre os países tropicais, sempre teve tradição em vacinação, com uma estrutura que permitia (e permite) campanhas capilarizadas e eficientes em todo o território. Na corrida que houve pelo desenvolvimento científico de algo que resolvesse de vez a pandemia que marcou nossa geração, era um prato cheio para as grandes farmacêuticas.