5 poemas para quem carrega o pai no coração
Há datas que pedem silêncio antes do primeiro cumprimento. O Dia dos Pais é uma delas. Não por falta de palavras, mas por excesso de matéria invisível: mãos que ensinaram o peso das coisas, vozes que ainda vibram na louça, passos que o piso guardou. A poesia entra como quem abre a janela de lado; não invade, desloca o ar. Entre a sobrevivência dos objetos e a delicadeza das lembranças, o leitor encontra uma medida de presença. Não é consolo. É precisão. Um contorno nítido que o tempo, sozinho, não daria.