Autor: Amanda Silva

De volta à Netflix: o filme de ação que se tornou um dos maiores fenômenos de bilheteria da história do cinema

De volta à Netflix: o filme de ação que se tornou um dos maiores fenômenos de bilheteria da história do cinema

Lançado em 2015, este capítulo da franquia encontra clareza rara no cinema de ação. James Wan dirige com foco em espaço, tempo e corpo; a câmera orienta, o corte mantém a linha do movimento, a geografia do perigo permanece legível. O roteiro posiciona o antagonista como ameaça constante e dá ao agente de bastidor a função de articulador. A fotografia diferencia cidades sem dissolver contornos; a música sustenta ritmo e memória. O desfecho homenageia Paul Walker com sobriedade, unindo espetáculo, coesão de grupo e respeito ao público, em cada plano.

Filme de ação que virou vício global e ficou 300 dias no Top 10 retorna à Netflix Divulgação / Upi

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Entre dois capítulos numerados da franquia, um desvio se inscreve com liberdade rara. O terreno, antes dominado por solenidade e melodrama, abre espaço para a ironia e para o embate verbal. O que se vê é a tentativa de reinventar um espetáculo consolidado há décadas, tensionando sua própria fórmula sem abandonar os elementos que o transformaram em fenômeno global.

Um dos filmes mais belos da história do cinema acaba de voltar ao catálogo da Netflix Divulgação / Miramax Pictures

Um dos filmes mais belos da história do cinema acaba de voltar ao catálogo da Netflix

Há histórias que se instalam como cicatrizes na memória coletiva: não pela grandiloquência de seus gestos, mas pelo silêncio com que revelam o abismo entre talento e dor. “Gênio Indomável”, de Gus Van Sant, é um desses relatos que atravessam décadas, atravessam gerações, devolvendo ao espectador uma pergunta que nunca cessa de pulsar: o que significa ser capaz e, ainda assim, sentir-se acorrentado ao chão? O filme não oferece respostas simples; apresenta rostos, gestos, súbitas erupções de raiva e ternura, um emaranhado de matemática e fragilidade humana.

Christian Bale e Margot Robbie chegam à Netflix com um dos filmes mais injustiçados do cinema mundial nos últimos anos Divulgação / 20th Century Fox

Christian Bale e Margot Robbie chegam à Netflix com um dos filmes mais injustiçados do cinema mundial nos últimos anos

Em Nova York, 1933, um trio formado por um cirurgião veterano, um advogado e uma artista tropeça num homicídio e descobre bastidores onde capital, retórica e ambição testam os limites da democracia. A narrativa volta a 1918 para registrar a trégua luminosa da cidade holandesa e medir a distância entre promessa e realidade. Com humor controlado, ritmo nervoso e elenco afiado, o diretor constrói um thriller social que examina a infiltração autoritária e defende a amizade como antídoto possível.

28 prêmios: o melhor filme de Viola Davis estreia na Netflix Divulgação / Sony Pictures Releasing

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Antes do ruído do ferro, há a terra. O filme nasce desse chão quente, mistura poeira a suor e devolve ao espectador a fisionomia antiga de uma comunidade cercada de inimigos e, ainda assim, inteira. A câmera encontra rostos, não alegorias; encontra pele, cicatriz, dentes cerrados. A música escolhe pulso e não decoração. Fala-se de guerra e de algo anterior à guerra: a ideia de casa. “A Mulher Rei” recusa a pergunta gasta sobre filmes “de” mulheres e prefere uma hipótese simples, antiga e difícil: poder compartilhado. Escreve essa hipótese com corpos e silêncio. O resto é consequência.