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Há 25 anos o mundo conhecia um dos maiores fenômenos cinematográficos do século: na HBO Max Divulgação / Warner Bros.

Há 25 anos o mundo conhecia um dos maiores fenômenos cinematográficos do século: na HBO Max

Algumas histórias começam quando alguém finalmente encontra o lugar onde sempre deveria ter estado. É exatamente esse sentimento que move “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, o filme de 2001 dirigido por Chris Columbus, que acompanha a descoberta de um garoto aparentemente comum de que sua vida inteira estava apenas esperando para começar.

Harry Potter, interpretado por Daniel Radcliffe, é apresentado como um menino de dez anos que vive praticamente invisível dentro da casa dos tios. Válter Dursley, vivido por Richard Griffiths, faz questão de manter o garoto sob controle, enquanto o trata como um incômodo doméstico que precisa ser tolerado. A rotina de Harry é cinza, previsível e cheia de pequenas humilhações. Tudo muda quando cartas misteriosas começam a chegar para ele. O tio tenta impedir que o garoto leia qualquer uma delas, bloqueia a correspondência e até foge de casa para evitar o contato, mas o plano desmorona quando um visitante inesperado aparece para resolver a situação pessoalmente.

Esse visitante é Hagrid, interpretado por Robbie Coltrane, um sujeito enorme, meio desajeitado e incrivelmente gentil que chega trazendo uma revelação capaz de virar a vida de Harry do avesso. Ele explica que o garoto não é apenas um órfão esquecido pelos parentes: Harry é um bruxo e foi aceito em Hogwarts, uma escola dedicada a formar jovens que possuem habilidades mágicas. A notícia abre uma porta que Harry nunca imaginou existir. De repente, aquele menino que parecia não pertencer a lugar nenhum descobre que existe um mundo inteiro esperando por ele.

A jornada até Hogwarts já mostra o quanto tudo é novo para Harry. Ao embarcar no trem que leva os estudantes para a escola, ele conhece Rony Weasley, personagem de Rupert Grint, um garoto simpático, meio atrapalhado e extremamente leal que rapidamente se torna seu primeiro amigo naquele universo. Pouco depois surge Hermione Granger, vivida por Emma Watson, uma aluna brilhante, organizada e curiosa que parece saber mais sobre magia do que qualquer pessoa da idade deles. O encontro dos três acontece de maneira quase casual, mas logo fica claro que essa amizade será essencial para enfrentar tudo que Hogwarts guarda.

Quando Harry finalmente chega ao castelo da escola, o filme abraça de vez o encanto da fantasia. Corredores intermináveis, escadas que mudam de lugar, professores excêntricos e criaturas mágicas fazem parte da rotina daquele lugar. Mas o que realmente funciona em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” não é apenas o espetáculo visual. O que prende a atenção é a forma como acompanhamos Harry descobrindo, passo a passo, quem ele é naquele novo mundo. Ele aprende regras, comete erros, tenta entender as rivalidades entre alunos e começa a perceber que Hogwarts esconde alguns segredos que adultos preferem não explicar.

Entre aulas, jogos e pequenas confusões típicas da vida escolar, Harry, Rony e Hermione acabam percebendo que algo muito importante está sendo protegido dentro do castelo. Professores vigiam certas áreas com cuidado e deixam claro que alguns lugares simplesmente não devem ser explorados. Naturalmente, essa proibição só aumenta a curiosidade do trio. Aos poucos, eles começam a juntar pistas, observar comportamentos estranhos e suspeitar que existe um motivo muito sério por trás de toda aquela segurança.

O interessante é que o filme nunca trata essa investigação como algo grandioso demais. Na verdade, ela nasce de pequenas decisões impulsivas, típicas de três crianças que ainda estão tentando entender o mundo ao redor. Harry quer provar que pode fazer parte daquele lugar, Rony quer mostrar que consegue acompanhar os amigos e Hermione tenta transformar cada descoberta em uma explicação lógica. Essa mistura de curiosidade, coragem e ingenuidade dá ao filme uma energia leve, quase contagiante.

“Harry Potter e a Pedra Filosofal” funciona muito bem justamente por respeitar esse olhar infantil diante de um universo gigantesco. Chris Columbus conduz a história com ritmo acessível e deixa espaço para que os personagens cresçam naturalmente diante do público. Daniel Radcliffe entrega um Harry curioso e sincero, Rupert Grint traz humor e espontaneidade para Rony, e Emma Watson já mostra desde cedo a inteligência firme de Hermione.

O grande charme do filme está nessa sensação constante de descoberta. Cada corredor de Hogwarts parece esconder algo novo, cada aula revela um pedaço diferente daquele universo e cada amizade construída ali torna a jornada de Harry um pouco mais segura. A aventura que começa com uma simples carta acaba abrindo um caminho enorme, e a impressão que fica é que aquela história ainda tem muitos capítulos esperando para acontecer.

Filme: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Diretor: Chris Columbus
Ano: 2001
Gênero: Aventura/Fantasia
Avaliação: 9/10 1 1
★★★★★★★★★