Autor: Web Stuff

Ele disse: “ninguém abandona um homem como eu”. Ela pegou os filhos e saiu. A artista que recusou ser só mulher de Picasso Foto / Endre Rozsda

Ele disse: “ninguém abandona um homem como eu”. Ela pegou os filhos e saiu. A artista que recusou ser só mulher de Picasso

No fim da tarde, o apartamento em Nova York parece suspenso dentro de um aquário silencioso. As telas encostadas nas paredes guardam azuis ásperos, verdes que lembram campos dos arredores de Paris, rostos sem biografia de celebridade. Com mais de cem anos, Françoise Gilot se inclina sobre uma aquarela recente; a mão continua firme, disciplinada por décadas de teimosia. Ainda ecoa, entre livros e tintas, a frase antiga e intacta: ninguém abandona um homem como eu.

O tesouro invisível da internet brasileira: por dentro da Biblioteca Nacional Digital

O tesouro invisível da internet brasileira: por dentro da Biblioteca Nacional Digital

Disponível desde 2006, o portal da Fundação Biblioteca Nacional reúne milhões de páginas de livros, jornais, mapas, fotos e manuscritos em domínio público, acessíveis sem cadastro e de qualquer dispositivo. Com novos recursos da Finep para modernizar sistemas e ampliar a digitalização, a plataforma consolida-se como principal porta de entrada para a memória escrita e visual do país, aproximando pesquisadores, estudantes, jornalistas e leitores curiosos de documentos antes restritos ao prédio no Rio e aos processos atuais de preservação digital.

O dia em que Mark Twain quis desenterrar Jane Austen (com o próprio fêmur)

O dia em que Mark Twain quis desenterrar Jane Austen (com o próprio fêmur)

Mais de um século depois, a frase escrita por Mark Twain em carta a Joseph Twichell em 1898 tornou-se peça central dessa história de antipatia literária: um clássico atacando outro clássico. Reproduzida em edições de cartas, biografias e coletâneas de insultos, ela mostra um autor consagrado tentando expulsar Jane Austen da biblioteca ideal e acabou virando emblema de uma disputa que envolve gosto, gênero, cânone e a forma como lemos autores consagrados, em ensaios, debates acadêmicos e discussões de leitores.

A história secreta do filme que arruinou carreiras e virou maldição em Hollywood Divulgação / United Artists

A história secreta do filme que arruinou carreiras e virou maldição em Hollywood

Em 1980, um western épico de quase quatro horas, orçado em dezenas de milhões de dólares, arrastou o diretor Michael Cimino, abalou o estúdio “United Artists” e virou sinônimo de desastre industrial. A história oficial fala em megalomania, abuso de animais e crítica impiedosa. A história secreta é mais incômoda: “O Portal do Paraíso” concentrou ansiedades sobre autorismo, dinheiro e controle criativo que ainda ecoam quando executivos brasileiros citam o título como ameaça velada em reuniões de projetos ambiciosos demais.

Áudio raro de 1909 traz Tolstói lendo a obra espiritual proibida pelos soviéticos

Áudio raro de 1909 traz Tolstói lendo a obra espiritual proibida pelos soviéticos

Gravadas em 31 de outubro de 1909, na propriedade de Iasnaia Poliana, as leituras de Liev Tolstói registram o autor já idoso recitando trechos de Pensamentos Sábios para Cada Dia em inglês, alemão, francês e russo. Elas condensam sua virada tardia, quando o romancista célebre passa a priorizar a orientação moral cotidiana, organizada como calendário espiritual para pessoas comuns, e ressurgem hoje em arquivos digitais e plataformas de áudio, conectando camadas distintas de religiosidade, literatura e tecnologia pelo mundo todo.