Autor: Revista Bula

A comédia que vai te fazer gargalhar esta semana na Netflix Divulgação / Warner Bros Entertainment

A comédia que vai te fazer gargalhar esta semana na Netflix

Em “Se Beber, não Case! Parte II”, Todd Phillips aplica a mesma estrutura de “Se Beber, não Case!” a um cenário hostil. O trio Phil, Stu e Alan acorda em Bangkok sem memória da véspera e precisa localizar Teddy para que o casamento de Stu ocorra. A direção foca procedimento, ritmo e clareza. A fotografia de Lawrence Sher e montagem de Debra Neil-Fisher e Mike Sale organizam a progressão das pistas. A trilha de Christophe Beck sustenta a urgência. O resultado é eficiente, previsível e discutível na representação da cidade.

A poeta que o Brasil deixou morrer em silêncio: prêmios não pagaram o aluguel, sopa fria e a palavra como único salário

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Entre o quarto da Casa do Estudante e as salas da USP, Orides Fontela fez do rigor sua sobrevivência. Nascida em 1940, em São João da Boa Vista, atravessou censura, inflação e prêmios que não pagavam aluguel. Em 1996, diante das câmeras do SBT, preferiu pausas a anedotas. Em 1998, morreu em Campos do Jordão, reconhecida no último instante por um médico atento. Só depois, o país aprendeu o alcance de sua voz. Esta reportagem reconstrói a vida áspera que lapidou uma poesia de precisão e coragem, sem pedir piedade.

Nova na Netflix, uma história de amor para relaxar sem culpa e pensar melhor Divulgação / Hallmark Channel

Nova na Netflix, uma história de amor para relaxar sem culpa e pensar melhor

“Amor em Grande Estilo”, de Michael Robison, é uma produção que se oferece como comédia romântica televisiva e assume, com discrição calculada, a tarefa de tensionar um mercado que transforma estética em norma. Não levanta cartazes, não vende revoluções, e justamente por isso merece atenção: desloca o eixo do glamour e observa o trabalho, a engrenagem, a regra que padroniza. A história acompanha uma estilista que recusa a lógica dos centímetros e um editor que descobre a própria miopia. O romance existe, mas o motor do filme está em outro lugar: no atrito entre criação, corpo e negócio.

Rimbaud latino-americano: o menino que reinventou a música brasileira, reescreveu a poesia e morreu aos 28 anos

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Nasceu longe do centro e aprendeu cedo que a língua podia ser faca e festa. Adolescente, migrou em busca de cidades maiores, trouxe o ouvido alerta, a pressa nas veias. Descobriu que a canção também pensa, que a rua tem melodia, que a crítica pode dançar. Dividiu noites entre estúdios e redações, amigos e filmes, rascunhos e ensaios. Amou o país e o feriu com ternura, como quem limpa o vidro para ver melhor. Viveu rápido, escreveu intenso. Aos vinte e oito, inventou um fim; a obra continuou respirando ali.

Na Netflix: a comédia romântica com Adam Sandler e Drew Barrymore que acerta riso e afeto em 117 minutos David Bloomer / Warner Bros.

Na Netflix: a comédia romântica com Adam Sandler e Drew Barrymore que acerta riso e afeto em 117 minutos

Adam Sandler e Drew Barrymore reativam a parceria em uma comédia de família que escolhe método em vez de gritaria. Sob direção de Frank Coraci, a dupla atravessa um resort sul-africano em microprovas de convivência, com humor que não humilha e música dentro da cena. O roteiro de Ivan Menchell e Clare Sera aposta em ações concretas, recusa coincidências convenientes e confia no silêncio. Fotografia clara e montagem discreta protegem o tom; o riso nasce da proximidade.