O filme mais esperado do último ano acaba de estrear na Netflix e é um espetáculo cinematográfico
As primeiras imagens convocam mais do que horizonte e vento; convocam uma geografia moral. A areia não apenas cobre, ela julga, arrasta, conserva. Em Arrakis, tudo é custo: a luz que ofusca, as especiarias que seduzem, a fé que toma corpo. O filme prefere o intervalo ao discurso, a sugestão ao sermão. E, no entanto, o rumor de guerra cresce sob a superfície como vibração teimosa. Um jovem avança entre presságios e brechas, aprende a respirar no deserto, negocia com a própria crença.