Chamado de louco. Internado em hospícios. Morreu aos 41 anos. Sua obra ensinou o Brasil a dar nome à dor
Afonso Henriques de Lima Barreto aprendeu o Rio no trem suburbano e viveu do salário de amanuense. Negro, atravessou o pós-Abolição entre repartições do centro e ruas de Todos os Santos, fazendo da cidade matéria de vida. Sofreu internações no sistema manicomial, resistiu ao cerco de salões e morreu cedo, aos 41, em novembro de 1922. Ignorado em vida, volta como referência: sua voz periférica, direta e irônica ajuda a ler o Brasil urbano, suas exclusões.