Autor: Natália Walendolf

Com mais de 13 milhões de exemplares vendidos, um dos romances mais amados da década virou filme — e acaba de estrear no Prime Video Divulgação / Hallmark Channel

Com mais de 13 milhões de exemplares vendidos, um dos romances mais amados da década virou filme — e acaba de estrear no Prime Video

Quando uma publicitária em colapso retorna à cidade natal após anos de afastamento da mãe, depara-se com silêncios antigos, afetos corroídos pelo tempo e uma última chance de consertar o que parecia perdido. A desova das tartarugas, presente como metáfora, acompanha a maré emocional que conduz mãe e filha por entre mágoas, reconciliações e despedidas, traçando um ciclo comovente de retorno, renascimento e aceitação do inevitável.

“O Talentoso Ripley” moderno: o filme com Rosamund Pike e Jacob Elordi que deveria ser emoldurado e exposto em museu, no Prime Video Divulgação / Amazon Prime Video

“O Talentoso Ripley” moderno: o filme com Rosamund Pike e Jacob Elordi que deveria ser emoldurado e exposto em museu, no Prime Video

A Universidade de Oxford, com sua atmosfera aristocrática e tradições arraigadas, dificilmente parece um ambiente propício para Oliver Quick, um estudante bolsista que oscila entre a introspecção e o anseio por pertencimento. Sua presença, inicialmente marcada por um deslocamento silencioso, sofre uma guinada ao estabelecer contato com Felix Catton, jovem herdeiro cujo magnetismo e estilo de vida opulento operam como um convite ao desconhecido.

Drew Barrymore e Hugh Grant no tipo de comédia romântica que cura qualquer bad. Tá na Max Divulgação / Warner Bros.

Drew Barrymore e Hugh Grant no tipo de comédia romântica que cura qualquer bad. Tá na Max

Reunindo um popstar fora de época e uma escritora acidental, esta comédia romântica dribla o lugar-comum ao transformar a nostalgia em terreno fértil para a autocrítica e o afeto. Sem fingir originalidade onde ela não existe, o filme explora com inteligência as rachaduras da fama e o improviso do amor, compondo, entre ganchos melódicos e silêncios constrangedores, algo mais sincero que o esperado.

A Netflix esconde um filme que transforma 85 minutos na experiência mais angustiante que você vai encarar esta semana Divulgação / Synapse Distribution

A Netflix esconde um filme que transforma 85 minutos na experiência mais angustiante que você vai encarar esta semana

Sem buscar prestígio nem se comparar a Spielberg, James Nunn encontra em “Tubarão: Mar de Sangue” uma brecha para tensionar o previsível. O terror não mora no susto, mas na espera, na alienação dos corpos entregues ao excesso. O mar é só o cenário; o monstro, só um detalhe. O ruído maior está no silêncio que vem depois, onde sobreviver é mais escuta do que reação — e a lembrança, uma ardência que só a água salgada revela por completo.

O filme mais assistido do planeta atualmente é influenciado por uma autora que previu o futuro décadas atrás: Octavia Butler — na Netflix Divulgação / Paramount Pictures

O filme mais assistido do planeta atualmente é influenciado por uma autora que previu o futuro décadas atrás: Octavia Butler — na Netflix

Desta vez, o silêncio não é apenas uma condição — é um veredicto. Ao retroceder ao instante em que tudo começou, o filme nos arremessa para o olho do furacão emocional, onde o medo não vem do que se vê, mas do que já não se consegue entender. Em vez de explicar a ameaça, opta por desconstruir as certezas, revelando um mundo em colapso e uma humanidade exposta ao que há de mais cru: a necessidade de seguir mesmo sem direção.