Autor: Edison Veiga

Manual prático da xenofobia estrutural

Manual prático da xenofobia estrutural

E o mais fascinante é que essa estrutura é coletiva. Não é só aquele tio reacionário que resmunga contra imigrantes durante a ceia de Natal. É o sistema, as piadinhas no happy hour da firma, a surpresa mal disfarçada do vizinho, a burocracia que pede dez vezes mais documentos quando seu passaporte é de “país periférico”. Xenofobia estrutural é como wi-fi: invisível, onipresente e inevitável — com todo mundo conectado.

Saindo do armário

Saindo do armário

Há uma tradição local para as comemorações de aniversários redondos e, na releitura de meu vilarejo, os vizinhos organizam uma festa surpresa temática para homenagear aquele que muda a dezena da idade. Em meu caso, trouxeram roupas tradicionais que eu deveria vestir. Um casal igualmente trajado desse modo festivo dançou polca e depois me ensinou a arriscar alguns passos. Foi uma noite de polcas e boas, evidentemente.

O ovo vem da Ásia

O ovo vem da Ásia

Segundo estudo alemão publicado no ano passado, há evidências arqueológicas de que as galinhas modernas surgiram — por evolução dessa domesticação — por volta do século 4 a.C., na região mais central da Ásia. Com a chamada Rota da Seda, a rede asiática de trajetos comerciais que facilitou a interação entre Oriente e Ocidente, galinhas e ovos começaram a chegar ao solo europeu. Em tempos de intensa mercantilização, todos buscavam os ovos de ouro, afinal. Mas isso só a partir do século 2 a.C.