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Amanda Seyfried interpreta uma líder dos Shakers em “O Testamento de Ann Lee”, disponível no Disney+. Dirigido por Mona Fastvold, com roteiro escrito ao lado de Brady Corbet, o musical histórico aproxima fé, perseguição e o desejo de construir uma comunidade.

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O Testamento de Ann Lee (2025)

Na Inglaterra do século 18, Ann Lee reúne seguidores em torno de uma experiência religiosa marcada pelo canto, pela dança e pela defesa de uma vida comunitária. A hostilidade que enfrenta acompanha sua decisão de atravessar o Atlântico e buscar um lugar para viver segundo essas crenças. A viagem leva o grupo à América, onde a promessa de um recomeço precisa enfrentar dificuldades concretas e a resistência de quem vê aquela comunidade como uma ameaça.

Mona Fastvold escolhe a forma do musical para contar essa trajetória. A decisão tem relação direta com as práticas dos Shakers, para quem o movimento do corpo e a música participavam da devoção. Nesse contexto, as canções ajudam a representar uma experiência coletiva: o vínculo entre a líder e as pessoas que reconhecem autoridade em sua palavra passa também por aquilo que fazem e cantam juntas.

Amanda Seyfried ocupa o papel central ao lado de Thomasin McKenzie, Lewis Pullman e Christopher Abbott. Conhecida por trabalhos musicais como “Mamma Mia!”, a atriz encontra aqui um contexto histórico e religioso diferente, ligado à convicção de uma mulher e à formação de um grupo ao redor dela. O roteiro de Fastvold e Brady Corbet acompanha essa busca de pertencimento em meio a deslocamento e perseguição.

A indicação interessa a quem procura uma cinebiografia com uma escolha formal definida, em que música e coreografia participam da construção dos personagens. Também oferece uma porta de entrada para conhecer os Shakers e suas propostas de igualdade. Trata-se de uma dramatização histórica, e as crenças da protagonista são apresentadas como parte de sua experiência e da visão de seus seguidores.

Hinos e novas composiçõesDaniel Blumberg assina a música, com canções originais e releituras de hinos tradicionais dos Shakers. A coreografia é de Celia Rowlson-Hall. O trabalho dos dois faz do canto e do movimento uma parte central dessa história de fé e vida em comunidade.

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