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O escritor de “Perdido em Marte” está por trás de outra aventura espacial movida pela ciência. Em “Devoradores de Estrelas”, no Prime Video, Ryan Gosling encontra humor, vulnerabilidade e uma amizade improvável numa missão cujo resultado interessa a toda a humanidade.

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Devoradores de Estrelas (2026)

Ryland Grace desperta numa nave, longe da Terra, sem lembrar quem é ou por que está ali. Aos poucos, o professor de ciências reconstrói a dimensão do problema: uma substância ameaça o Sol, e sua viagem integra uma tentativa de evitar a extinção. Não basta recuperar a memória. Ele precisa observar, formular hipóteses e testar soluções com os recursos disponíveis. Um encontro inesperado altera tanto suas possibilidades de sobrevivência quanto sua compreensão da missão.

Phil Lord e Christopher Miller encontram uma boa escala para a aventura: o destino de um planeta passa por problemas que um corpo precisa resolver num espaço limitado. A investigação científica ganha movimento porque cada descoberta produz uma tarefa e cada erro tem consequências. O prazer de acompanhar o raciocínio faz parte do espetáculo. Não é necessário dominar física para reconhecer a tensão de uma experiência que talvez não funcione.

Gosling oferece um protagonista capaz de hesitar e brincar sem dissolver o perigo. Sua comicidade ajuda a aproximar o espectador de explicações e procedimentos que poderiam se tornar impessoais. Mais importante, a relação construída durante a viagem desloca o centro emocional da narrativa. A competência individual continua necessária, mas aprender a compreender outro ser passa a ter tanto valor quanto encontrar uma resposta técnica.

É nessa combinação de curiosidade e cooperação que a indicação se sustenta. A ameaça é imensa, porém o filme encontra interesse na disposição de escutar, experimentar e corrigir uma ideia. O tom alterna tensão e leveza, com espaço para emoção declarada. Quem procura ficção científica interessada no encontro, e não apenas no confronto, tem aqui uma aventura generosa. Convém reservar suas duas horas e meia para acompanhar o caminho das descobertas, sem antecipar suas soluções.

A ciência como aventuraDrew Goddard adapta o romance publicado por Andy Weir em 2021. O mesmo escritor criou o livro que originou “Perdido em Marte”, filmado por Ridley Scott com Matt Damon.Leia a crítica completa

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