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Lugares literários exercem sobre leitores um fascínio meio besta, do qual não me excluo. A casa onde um escritor morou, a mesa em que escreveu, a cama em que passou os últimos anos, o café que frequentava. Está tudo ali, materialmente preservado, e ao mesmo tempo não está nada. A mesa de Borges não escreve Borges, a cortiça de Proust continua sendo cortiça e ninguém vai ter uma ideia melhor sobre o eterno retorno porque encostou a bunda na pedra de Nietzsche. Ainda assim, eu iria. E provavelmente ficaria olhando.

Há uma razão menos idiota para isso. Livros, depois de publicados, ganham uma existência abstrata que acaba apagando a bagunça concreta de que nasceram. “Cem Anos de Solidão” é hoje um daqueles títulos que parecem ter existido desde sempre, como “Hamlet” ou “Dom Quixote”. Só que houve um tempo em que era um sujeito de 38 anos sentado diante de uma máquina de escrever na Cidade do México enquanto faltava dinheiro em casa. “Ficções” já foi um punhado de textos escritos por um funcionário público argentino nas horas que conseguia roubar do expediente. E “On the Road”, de Kerouac, já foi uma sucessão de viagens, cadernos e tentativas antes de ganhar sua primeira versão completa num apartamento de Manhattan, em 1951. O que segue é uma pequena geografia desse tipo de coisa. Cinco lugares. Nenhum deles explica a obra, felizmente.

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Friedrich Nietzsche e a pedra de Surlej

Surlej · Engadina · Suíça · 1881
Pedra de Surlej, às margens do lago Silvaplana, na Suíça
Livro Assim Falou Zaratustra Friedrich Nietzsche · iniciado em 1883

A história de Nietzsche é a única desta lista em que o local de trabalho é uma pedra. No verão de 1881, ele estava mais uma vez na Engadina suíça, região de montanhas, lagos e pequenas localidades onde passaria algumas de suas temporadas mais produtivas. Aos 36 anos, já havia abandonado a cadeira de filologia na Universidade da Basileia por causa da saúde, rompido com Wagner e começado aquela vida meio nômade que o faria circular durante anos por pensões da Suíça, Itália e sul da França atrás de um clima que não piorasse suas dores de cabeça, problemas digestivos, insônia e sabe-se lá quantos outros tormentos físicos. Nietzsche, em resumo, não estava bem. O que nunca o impediu de trabalhar.

Em Sils-Maria caminhava muito. Horas. Não se tratava apenas de conselho médico ou gosto pela paisagem alpina. Andar fazia parte do trabalho intelectual de Nietzsche, que mais tarde escreveria, com sua habitual disposição para transformar hábitos pessoais em princípios universais, que só os pensamentos surgidos enquanto se caminha têm valor. Foi numa dessas caminhadas, perto da pequena Surlej, às margens do lago Silvaplana, que lhe ocorreu a ideia do eterno retorno. Há no lugar um enorme bloco de pedra, ligeiramente piramidal, ao qual o episódio ficou ligado. A pedra continua lá e, claro, hoje se chama Pedra de Nietzsche. Seria frustrante para o turismo se tivesse mantido um nome menos informativo.

A ideia anotada por Nietzsche naquele período era simples de explicar e um inferno de desenvolver. E se tudo o que vivemos tivesse que voltar, exatamente igual, um número infinito de vezes? Não uma nova chance, espécie de videogame metafísico em que você reinicia a partida já sabendo onde estão os erros. A mesma vida. A mesma infância, as mesmas pessoas, as mesmas doenças, as mesmas escolhas ruins, aquela tarde maravilhosa, aquela noite que você daria tudo para apagar e também todas as manhãs em que absolutamente nada aconteceu. A anotação traz a indicação “6 mil pés além do homem e do tempo”. Nietzsche tinha inúmeras qualidades, mas nunca parece ter visto vantagem especial na modéstia.

O eterno retorno apareceria pouco depois em “A Gaia Ciência” e ocuparia um lugar decisivo em “Assim Falou Zaratustra”, iniciado em 1883. É aqui que convém não estragar uma história verdadeira para produzir uma lenda melhor: Nietzsche não escreveu “Zaratustra” diante daquela pedra. Nem precisava. O que ocorreu ali foi uma coisa talvez mais rara, o momento em que uma ideia deixou de ser uma possibilidade difusa e adquiriu forma suficiente para ser anotada.

Nietzsche voltou sete vezes a Sils-Maria entre 1881 e 1888, seus últimos anos intelectualmente produtivos antes do colapso mental de 1889. Trabalhou ali ou durante aquelas temporadas em livros como “Além do Bem e do Mal”, “Genealogia da Moral”, “Crepúsculo dos Ídolos” e “O Anticristo”. A pequena casa em que alugava um quarto também virou museu, destino natural de casas ocupadas por gênios mortos. Mas gosto mais da pedra. Não tem manuscrito, cadeira, pena, objeto pessoal, nada.

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Marcel Proust e o quarto de cortiça

102, boulevard Haussmann · Paris · França · 1906
Quarto ligado a Marcel Proust no boulevard Haussmann, em Paris
Livro Em Busca do Tempo Perdido Marcel Proust · sete volumes · 1913–1927

Marcel Proust teve a infelicidade póstuma de virar um kit de referências culturais. Há a madeleine, há a memória, há as frases imensas e há o quarto forrado de cortiça. O sujeito que escreveu alguns milhares de páginas e criou dezenas de personagens corre assim o risco de acabar resumido a um bolinho e um problema acústico. O problema acústico, pelo menos, existiu.

Quando se mudou em 1906 para o número 102 do boulevard Haussmann, em Paris, Proust já estava bastante doente e tinha acabado de sofrer a perda mais importante de sua vida, a morte da mãe. A asma vinha desde a infância. Poeira, pólen, fumaça, cheiro, mudança de temperatura e ruído podiam desencadear crises. O último item se tornou uma obsessão crescente num prédio que, como qualquer prédio, continha a inconveniência dos outros.

Mandou então revestir as paredes do quarto com placas de cortiça. Fechava janelas, reclamava de reformas e tentou organizar o mundo ao redor de modo que produzisse o mínimo possível de som. Dormia durante o dia, trabalhava à noite. Passou a fazer quase tudo na cama, inclusive escrever “Em Busca do Tempo Perdido”.

A cena costuma ser representada com uma placidez que os manuscritos desmentem. Proust não ficava ali em estado contemplativo aguardando que uma lembrança da infância pingasse delicadamente no papel. Trabalhava, corrigia, acrescentava, voltava atrás, recortava, colava. As famosas paperoles, longas tiras de papel anexadas aos originais para acrescentar texto, transformavam certas páginas em objetos meio monstruosos. Uma prova tipográfica devolvida a Proust para pequenas correções podia voltar ao editor cheia de parágrafos novos. O livro crescia pelos lados.

Antes disso, porém, havia existido outro Proust, e sem ele o quarto seria só um quarto de doente rico. Durante anos o escritor frequentara obsessivamente os salões parisienses da aristocracia e da alta burguesia. Conhecia os códigos daquele mundo, suas fofocas, crueldades, hierarquias, adultérios, pequenas humilhações, mudanças de moda e aquela atividade fundamental da vida social que consiste em fingir não perceber aquilo que todo mundo percebe. Era um observador espantoso de seres humanos. Talvez nem todos os seus amigos soubessem o risco que corriam. Quando se trancou, portanto, já tinha bastante coisa consigo.

“No Caminho de Swann”, primeiro volume de “Em Busca do Tempo Perdido”, saiu em 1913 pela Grasset, depois de recusas de editoras e com parte dos custos assumida pelo próprio autor. “À Sombra das Moças em Flor”, o segundo, levou o prêmio Goncourt em 1919. Proust morreu em 1922, aos 51 anos, deixando três dos sete volumes ainda inéditos.

É curioso como uma obra daquele tamanho encolhe quando resumida. Um menino espera o beijo da mãe antes de dormir. Swann se apaixona pela mulher errada. Um rapaz quer ser aceito pela aristocracia, ama Albertine, sente ciúmes, perde pessoas, envelhece. Famílias sobem socialmente, outras caem. No fim, depois de milhares de páginas, o narrador percebe que deve escrever um livro. Tudo isso poderia caber numa novela vagabunda. Não cabe.

O quarto de cortiça virou um daqueles objetos que parecem explicar alguma coisa. Acho que explica pouco. Proust tentou apenas diminuir o barulho em torno de um trabalho que já era descomunal. Paris continuou lá fora, fazendo o que cidades fazem. O século 20 começou, houve guerra, gente morreu, modas passaram. Dentro daquele quarto um sujeito tentava terminar uma frase.

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Jorge Luis Borges e a Biblioteca Miguel Cané

Boedo · Buenos Aires · Argentina · 1938
Biblioteca Miguel Cané, em Buenos Aires, onde Jorge Luis Borges trabalhou
Livro Ficções Jorge Luis Borges · 1944

Em janeiro de 1938, Jorge Luis Borges conseguiu emprego numa biblioteca municipal de Buenos Aires. Para o futuro autor de “A Biblioteca de Babel”, a coincidência parece encomendada por um biógrafo sem muita imaginação. Não foi um período feliz.

Borges tinha 38 anos, já publicara poemas, ensaios, resenhas e ficções, traduzia literatura desde muito jovem e, no entanto, precisava de salário. Acabou como auxiliar na Biblioteca Municipal Miguel Cané, no bairro de Boedo, encarregado de tarefas de catalogação. O emprego lhe parecia medíocre, os colegas não exatamente brilhantes e o salário também não ajudava. Foi um dos períodos profissionais que mais tarde recordaria com amargura. Até descobrir sua principal qualidade: sobrava tempo.

Borges conseguia fazer em duas ou três horas aquilo que se esperava dele durante o dia inteiro. Também não demorou a perceber que entregar trabalho cedo demais numa repartição é uma forma de pedir mais trabalho, e tratou de corrigir o erro. Cumpria o serviço na velocidade socialmente recomendável e usava o resto do expediente para ler, traduzir e escrever. Não produziu exatamente porcaria nessas horas.

“Pierre Menard, Autor do Quixote”, “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”, “As Ruínas Circulares”, “A Biblioteca de Babel” e outros textos fundamentais surgiram durante os anos da Miguel Cané e acabariam reunidos, com outros, em “Ficções”. Borges nunca escreveu um romance. Com poucas dezenas de páginas, no entanto, inventou uma biblioteca infinita, uma enciclopédia capaz de contaminar a realidade, um sujeito condenado à memória absoluta e outro empenhado na tarefa insana de escrever “Dom Quixote” outra vez, palavra por palavra, sem copiá-lo. Tudo isso enquanto batia ponto.

Há relatos de que “As Ruínas Circulares” teria sido escrito numa parte mais isolada do prédio, perto do terraço. É possível. Em assuntos borgianos convém sempre reservar um pequeno espaço para a dúvida, inclusive porque Borges tinha plena consciência de que a memória é uma ficcionista sem escrúpulos e não parecia especialmente disposto a combater o problema com espírito de tabelião.

O episódio mais conhecido dessa fase veio no fim. Em 1946, com Perón no poder, Borges foi retirado da biblioteca e transferido para uma função ligada à inspeção de aves e coelhos nos mercados municipais. A história tem variações documentais, mas a humilhação política existiu e Borges pediu demissão. Passaria a ganhar dinheiro dando palestras, atividade para a qual o destino ainda lhe acrescentaria uma dificuldade particularmente borgiana: pouco depois começou a ficar cego.

Hoje a Miguel Cané preserva o espaço em que ele trabalhou. Não sei se existe placa indicando exatamente onde ficava a mesa. Espero que sim. Seria uma bela homenagem ao serviço público argentino registrar o lugar onde um funcionário municipal escreveu “A Biblioteca de Babel” quando deveria estar fazendo outra coisa.

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Gabriel García Márquez, Mercedes e Cem Anos de Solidão

San Ángel Inn · Cidade do México · 1965
Escritório ligado a Gabriel García Márquez na Cidade do México
Livro Cem Anos de Solidão Gabriel García Márquez · publicado em 1967

Se é verdade que Gabriel García Márquez descobriu durante uma viagem de carro para Acapulco o tom de “Cem Anos de Solidão”, como contaria depois, a revelação foi a parte fácil.

Ele tinha 38 anos, morava na Cidade do México com Mercedes Barcha e os dois filhos e já era um escritor de respeito entre escritores, o que não significa muito quando chega a hora de pagar uma conta. Havia publicado “A Revoada”, “Ninguém Escreve ao Coronel”, “A Má Hora” e “Os Funerais da Mamãe Grande”, trabalhado como jornalista, correspondente, roteirista e publicitário. Macondo também não lhe caiu na cabeça na estrada para Acapulco. Vinha sendo construído havia anos a partir de Aracataca, a cidade colombiana em que fora criado pelos avós, das histórias militares do coronel Nicolás Márquez e do mundo de assombrações narrado com perfeita naturalidade pela avó Tranquilina.

García Márquez chegou a tentar muito antes um romance chamado “La Casa”. Não deu. Ter o material não basta.

O escritor dizia que a solução apareceu quando percebeu que precisava contar aquela história com a mesma naturalidade usada pela avó para falar de mortos, presságios e acontecimentos impossíveis. Voltou para casa e se fechou no pequeno escritório da Calle de la Loma, em San Ángel Inn, que chamava de La Cueva de la Mafia. O nome faz pensar num salão cheio de capangas armados. Era um cubículo com mesa, estante, sofá e máquina de escrever. Calculou seis meses. Deu dezoito.

À medida que o romance crescia, a situação financeira da família piorava. García Márquez praticamente abandonou os trabalhos remunerados e Mercedes assumiu a administração de um desastre doméstico que seria muito menos charmoso se o livro tivesse fracassado. O carro foi empenhado, outros objetos seguiram o mesmo caminho, as contas se acumularam. Mercedes negociava com senhorio, açougueiro, padeiro. García Márquez escrevia.

A posteridade gosta dessas histórias, sobretudo quando sabe que acabam bem. Uma dívida antiga de um Nobel tem graça; a nossa, vencendo amanhã, nem tanto. O episódio também costuma ser contado como demonstração da confiança absoluta de Mercedes no marido, o que talvez seja verdade, mas reduz demais o trabalho concreto que ela fez. Havia dois meninos, uma casa, comida, aluguel e um escritor que demorou três vezes mais do que previra para terminar o livro.

Vale dizer uma obviedade que nem sempre parece óbvia. “Cem Anos de Solidão” não é grande porque García Márquez estava sem dinheiro. Não há estética da conta atrasada. Se o sujeito tivesse uma herança milionária, José Arcadio Buendía continuaria descobrindo o gelo e Remédios, a Bela, poderia muito bem subir aos céus sem prejuízo literário.

Quando terminou o manuscrito, faltou dinheiro até para remetê-lo inteiro à Editorial Sudamericana, em Buenos Aires. García Márquez e Mercedes enviaram uma parte e precisaram levantar mais algum para despachar o restante. A história dos valores varia conforme quem conta — e exigir precisão contábil de García Márquez seria uma forma um pouco infantil de ler García Márquez —, mas o aperto existiu. O livro saiu em 1967. O sucesso foi rápido e depois se tornou gigantesco. As contas foram pagas.

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Jack Kerouac e a casa onde a estrada virou papel

454 West 20th Street · Chelsea · Nova York · 1951
454 West 20th Street, em Manhattan, endereço ligado à escrita de On the Road
Livro On the Road Jack Kerouac · versão em rolo concluída em 1951 · publicado em 1957

A lenda diz que Jack Kerouac escreveu “On the Road” em três semanas. Como quase toda lenda literária que sobreviveu tempo suficiente para virar informação de orelha de livro, ela é ao mesmo tempo verdadeira e enganosa.

Em abril de 1951, Kerouac morava com a segunda mulher, Joan Haverty, no número 454 da West 20th Street, em Chelsea, Manhattan. Tinha 29 anos, um romance publicado com vendas medíocres, muita estrada acumulada na cabeça e anos de anotações, versões, cadernos e tentativas de encontrar uma forma para aquilo. Quando finalmente começou a datilografar a versão que se tornaria célebre, não estava inventando tudo ali. Estava despejando no papel uma história que vinha preparando havia bastante tempo.

Fez isso depressa. Muito depressa. Para evitar a interrupção causada pela troca de folhas na máquina, cortou tiras de papel de desenho, colou umas às outras e formou um rolo contínuo de cerca de 36 metros. Datilografou praticamente sem margens e sem divisões convencionais de parágrafo, alimentado por café, cigarros e uma quantidade de energia que depois ajudaria bastante na construção do personagem Kerouac.

O rolo existe até hoje e talvez nenhum manuscrito do século 20 combine tão bem com a obra que contém. “On the Road” é movimento, improvisação, Neal Cassady disparando através dos Estados Unidos, carros, postos de gasolina, jazz, conversa, álcool, euforia e cansaço. O manuscrito parece querer correr também. Naturalmente, isso não significa que tenha descido do céu sem revisão. Kerouac reescreveria o material durante anos antes da publicação pela Viking, em 1957. A espontaneidade tinha bastante trabalho anterior escondido debaixo do capô.

A casa de tijolos da West 20th Street é quase decepcionantemente comportada diante da mitologia que saiu dali. Fica em Chelsea, numa rua de sobrados do século 19, longe de qualquer aparência de oficina beat, templo da velocidade ou sede clandestina da revolução cultural. Kerouac estava simplesmente morando ali quando terminou uma das versões mais famosas de um livro que passaria a vida mandando leitores embora de casa.

Talvez seja apropriado. “On the Road” nunca foi escrito na estrada. A estrada precisava primeiro acabar em algum lugar para que Kerouac pudesse sentar diante da máquina e contá-la.

Web Stuff

Web Stuff é o coletivo de curadoria cultural e experimentação editorial da Revista Bula, formado por Fernando Santos, Tainá Corrêa, Bruno Cantuária, Carlos Willian Leite, Ademir Luiz, Solemar Oliveira e Luiz Augusto. Reúne diferentes olhares sobre literatura, livros, cinema, artes e cultura e integra um projeto de pesquisa em jornalismo cultural digital, com experimentações em novos formatos de publicação e Progressive Web Apps (PWAs).

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