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Aaron Eckhart e Nina Dobrev estrelam thriller de ação na Netflix: 110 minutos de pura adrenalina Divulgação / Millenium Media

Aaron Eckhart e Nina Dobrev estrelam thriller de ação na Netflix: 110 minutos de pura adrenalina

“Agente X: A Última Missão” acompanha um ex-agente interpretado por Aaron Eckhart, chamado de volta quando uma chantagem coloca a agência sob ataque direto. Dirigido por Renny Harlin e estrelado também por Nina Dobrev e Clifton Collins Jr., o filme parte de um conflito simples e funcional: aceitar um retorno cheio de limites para conter o problema ou se manter fora e assistir à crise crescer sem controle.

O personagem de Eckhart retorna sem glamour. Ele não volta com cargo, autoridade plena ou liberdade de ação. O acesso é parcial, os prazos são curtos e a confiança é claramente provisória. Cada pedido de informação passa por filtros, e cada passo depende de alguém autorizar. O obstáculo não é só a ameaça externa, mas a burocracia que insiste em lembrar que ele já não manda ali. O efeito imediato é a perda de autonomia, que obriga o personagem a negociar o tempo todo.

Volta forçada ao jogo

A personagem de Nina Dobrev surge como ponte entre o passado e o presente da agência. Ela facilita acessos, mas também impõe limites, sempre consciente do risco institucional. Não há confiança cega, apenas acordos temporários. O filme acerta ao mostrar essas interações como trocas práticas, sem discursos longos. Cada conversa termina com algo ganho ou perdido, geralmente tempo. O resultado é uma investigação que avança, mas sempre mancando.

A chantagem que move a história funciona mais como pressão constante do que como mistério elaborado. O personagem de Clifton Collins Jr. representa esse fator de instabilidade, alguém que testa até onde a agência consegue ir sem se expor demais. As exigências criam dilemas claros: ceder e preservar a imagem ou resistir e correr o risco de perder controle. O efeito é uma tensão contínua, sustentada mais por prazo do que por surpresa.

Ameaça em tempo real

O filme entende bem o gênero ao tratar o relógio como inimigo. Cada atraso pesa, cada erro reduz a margem de negociação. O personagem de Eckhart toma decisões rápidas, muitas vezes sem todas as garantias, porque esperar deixou de ser opção. Ele não diz, mas fica claro que operar sem respaldo total cobra um preço alto, ou melhor, cobra agora, não depois. O efeito é uma sucessão de escolhas defensivas, feitas para manter a situação administrável.

Há espaço para humor seco, quase burocrático, quando procedimentos atrapalham o óbvio. São momentos breves, que humanizam os personagens e aliviam a tensão sem quebrar o ritmo. Logo em seguida, a pressão volta, e o filme não perde tempo explicando demais. Cada cena existe para empurrar a história um pouco adiante.

Decisões sob vigilância

Renny Harlin conduz a ação de forma funcional, sem exageros visuais desnecessários. A encenação privilegia deslocamentos, reuniões rápidas e trocas de informação, sempre ligadas a consequências práticas. Quando algo é mostrado, é porque altera o acesso, o risco ou a posição de alguém dentro da agência. Isso dá ao filme um ritmo constante, mesmo quando a ação física não está em primeiro plano.

“Agente X: A Última Missão” funciona melhor quando assume seu tamanho real: um thriller direto, apoiado em personagens que sabem exatamente o que podem perder. O personagem de Aaron Eckhart não busca redenção nem heroísmo tardio, apenas tenta conter o estrago possível. A consequência final é concreta e imediata: o problema não desaparece, mas é mantido sob controle suficiente para que o relógio, ao menos por enquanto, pare de correr.

Filme: Agente X: A Última Missão
Diretor: Renny Harlin
Ano: 2023
Gênero: Ação/Suspense
Avaliação: 8/10 1 1
★★★★★★★★★★
Fernando Machado

Fernando Machado é jornalista e cinéfilo, com atuação voltada para conteúdo otimizado, Google Discover, SEO técnico e performance editorial. Na Cantuária Sites, integra a frente de projetos que cruzam linguagem de alta qualidade com alcance orgânico real.