Autor: Enio Vieira

Depois da pandemia, silêncios e gozos

Depois da pandemia, silêncios e gozos

A experiência da Covid-19 vem estimulando a produção de livros de ficção. Duas obras chamam a atenção: “O Silêncio”, do norte-americano Don Delillo, e “O Último Gozo do Mundo”, do brasileiro Bernardo Carvalho. O tom é de distopia para mostrar a catástrofe, porém surge também a necessidade de pensar o futuro.

Quando Chico Buarque invadiu o quintal dos escritores

Quando Chico Buarque invadiu o quintal dos escritores

Um jornalista na Europa perguntou certa vez a Chico Buarque se era verdade que ele também compunha músicas, além do livro que divulgava na entrevista coletiva. A questão inusitada, meio absurda para quem conhece o cantor, surgiu durante o lançamento no exterior de um dos romances do autor. Mas fazia sentido e mostrava a distância entre o Brasil e os centros globais de cultura.

Ficção brasileira investe nas distopias

Ficção brasileira investe nas distopias

A ficção produzida no Brasil já estava atenta, mesmo antes da pandemia, aos movimentos em direção ao futuro sombrio. Tomemos apenas os casos de escritores e escritoras atuais no país, o que dá uma amostra de uma percepção negativa do mundo e do quanto essa perspectiva pode render obras de qualidade.

Por que ainda lemos os russos do século 19

Por que ainda lemos os russos do século 19

Viver em país dito pouco civilizado já foi motivo de vergonha. Esse sentimento de mal-estar sempre esteve presente, principalmente, entre os artistas. Que o digam os escritores e os pensadores da Alemanha e da Rússia na virada do século 18 para o 19. Isso mesmo: alemães e russos tiveram o gosto de se sentirem longe dos modernos ingleses e franceses. Achavam-se atrasados, o que os envergonhava. Estavam na periferia europeia. Avançados eram aqueles que nasciam e viviam nos lugares das grandes revoluções, tanto as políticas como as econômicas e sociais.