Antes de chegar à Netflix, o romance de estreia de Søren Sveistrup já havia sido publicado em 50 países, segundo a plataforma. “O Homem das Castanhas” leva esse universo a uma investigação dinamarquesa cuja primeira temporada concentra o mistério em seis episódios.
O Homem das Castanhas (2021)
Uma mulher é encontrada assassinada, e um pequeno boneco feito de castanhas aparece na cena do crime. Naia Thulin e Mark Hess assumem a investigação, que se aproxima do desaparecimento da filha de uma ministra. O objeto infantil funciona como uma presença inquietante: parece simples, quase doméstico, mas obriga os policiais a perguntar por que alguém o escolheu e o que deseja comunicar.
Danica Curcic e Mikkel Boe Følsgaard interpretam a dupla de investigadores, enquanto Iben Dorner vive Rosa Hartung. A proximidade entre o caso policial e uma família exposta à vida pública amplia a pressão. Uma ministra volta ao trabalho carregando uma perda; a polícia precisa examinar indícios que podem atingir certezas consolidadas. A investigação avança num terreno em que a necessidade de respostas convive com o receio de encontrá-las.
O ponto de partida oferece aquilo que costuma atrair leitores de romances policiais: um detalhe material que parece pequeno demais para sustentar tamanha inquietação. A recomendação é observar como os acontecimentos alteram o significado desse detalhe, sem procurar antecipadamente explicações sobre o criminoso. O trabalho dos investigadores, as relações familiares e a exposição política oferecem perspectivas diferentes sobre a mesma cadeia de acontecimentos.
Os seis episódios da primeira temporada duram entre 52 e 59 minutos. É por esse primeiro caso que vale começar, acompanhando a aproximação entre Thulin e Hess e a história dos Hartung. A série já tem duas temporadas no catálogo, portanto a indicação de seis capítulos se refere ao início. Para quem procura suspense nórdico, é uma entrada concentrada num universo de investigação, luto e desconfiança.
No anúncio de 2021, a Netflix informou que o romance havia sido traduzido para 28 idiomas e publicado em 50 países. Seu autor, Søren Sveistrup, também criou “The Killing”. Esses números descrevem a circulação do livro naquele momento, não a audiência da série.

