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Disponível na Netflix, “Nosferatu” reúne Bill Skarsgård, Lily-Rose Depp e Nicholas Hoult na releitura de Robert Eggers para o clássico do vampirismo. O cuidado com a atmosfera chegou ao set: segundo o diretor, a produção utilizou 2 mil ratos reais nas filmagens.

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Nosferatu (2024)

Thomas Hutter viaja à Transilvânia para negociar uma propriedade com o conde Orlok. Sua mulher, Ellen, permanece em casa, atormentada por visões que tornam a partida ainda mais difícil. O encontro de negócios aproxima o jovem de uma presença ameaçadora, enquanto a distância entre o casal deixa de representar qualquer segurança. O perigo atravessa fronteiras e se instala na intimidade.

Robert Eggers retoma o filme de 1922 com uma encenação que investe na densidade dos ambientes. Quartos, ruas e corredores parecem oferecer poucos caminhos de fuga. O terror se alimenta da espera e da dificuldade de compreender o que está chegando. A indicação interessa especialmente a quem aprecia histórias em que arquitetura, figurino e som ajudam a estabelecer a ameaça.

Lily-Rose Depp ocupa o centro emocional da narrativa como uma mulher obrigada a conviver com algo que as pessoas ao redor não sabem explicar. Nicholas Hoult dá ao percurso de Thomas a vulnerabilidade de quem aceita uma tarefa sem conhecer seu alcance. Bill Skarsgård, por sua vez, compõe Orlok por meio de uma caracterização que faz do corpo e da voz instrumentos de inquietação.

O trabalho com elementos físicos ajuda a entender o bastidor dos ratos. A presença dos animais foi combinada com recursos cenográficos e efeitos digitais, compondo uma invasão de escala maior do que o material filmado. Essa atenção à realização oferece um caminho para assistir ao longa: perceber como cada espaço se transforma à medida que o medo avança. No mês do Halloween, é uma opção para mergulhar no horror gótico e acompanhar uma história em que desejo, ameaça e vulnerabilidade permanecem próximos.

O número corrigido pelo diretorEm entrevista à i-D, Robert Eggers esclareceu que foram usados 2 mil ratos reais. Ele próprio havia mencionado 5 mil em outra entrevista, número que se espalhou. O diretor explicou também a combinação dos animais com peças cenográficas e ratos criados digitalmente.Leia a crítica completa

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