“Roma” ocupa o primeiro lugar, “O Irlandês” vem logo atrás e “História de um Casamento” fecha o pódio, três filmes em que a grandiosidade nasce menos do espetáculo que da observação paciente de gente tentando sobreviver à família, ao poder, ao dinheiro ou à própria lembrança. A Netflix ergueu boa parte de seu prestígio cinematográfico sobre personagens assim, embora o caminho até o topo também passe por soldados afundados na lama, crianças perdidas em guerras, mulheres sitiadas dentro de casa, assassinos metódicos, criaturas de madeira, monstros marinhos e um polvo que fez um homem voltar a prestar atenção na vida.
A variedade chega a produzir vizinhanças improváveis. David Fincher aparece com a obsessão de “Mank” e a frieza de “O Assassino”; Guillermo del Toro aproxima “Frankenstein” de seu “Pinóquio”; Rian Johnson transforma homicídios em jogos de salão; documentários como “A 13ª Emenda”, “Strong Island” e “Crip Camp” dividem espaço com animações de largo apelo, a exemplo de “Nimona”, “Klaus” e “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”. O catálogo cresce justamente nessas colisões, às vezes fecundas, outras nem tanto, entre cinema de autor, entretenimento caro, denúncia social e histórias feitas para incendiar uma noite de sexta-feira.
Chegar ao primeiro colocado exige atravessar equívocos, boas surpresas, filmes que envelheceram depressa e outros que parecem ter encontrado seu lugar desde a estreia. A contagem começa numa casa cheia de dinheiro, com policiais acuados e a confiança prestes a se tornar a mercadoria mais barata do recinto.
100º — Dinheiro Suspeito (2026), de Joe Carnahan
Uma equipe de policiais de Miami encontra milhões de dólares escondidos numa casa usada pelo tráfico. Enquanto cumprem o demorado protocolo de contagem, ameaças externas cercam o imóvel e a confiança entre os agentes começa a ruir. A fortuna transforma antigos companheiros em possíveis traidores.
99º — Bagagem de Risco (2024), de Jaume Collet-Serra
Na véspera de Natal, um agente de segurança aeroportuária é chantageado por um desconhecido e obrigado a liberar uma mala perigosa. Preso entre a proteção da namorada, o dever profissional e uma ameaça invisível, ele tenta sabotar o plano sem despertar a atenção dos criminosos.
98º — Paddleton (2019), de Alex Lehmann
Dois vizinhos solitários constroem uma amizade feita de jogos, filmes ruins e uma brincadeira inventada. Quando um deles recebe um diagnóstico terminal e decide escolher a hora da própria morte, o companheiro aceita ajudá-lo numa viagem marcada por humor melancólico, medo e despedida.
97º — The Fundamentals of Caring (2016), de Rob Burnett
Um escritor afastado do trabalho torna-se cuidador de um adolescente sarcástico com distrofia muscular. Os dois partem numa viagem por atrações excêntricas dos Estados Unidos, recolhem uma jovem fugitiva pelo caminho e descobrem que dependência, culpa e amizade podem assumir formas inesperadas.
96º — Plano Imperfeito (2018), de Claire Scanlon
Dois assistentes exaustos trabalham para chefes autoritários no mesmo edifício e concluem que só recuperarão a própria vida caso os superiores se apaixonem. O plano de aproximação funciona bem demais, enquanto os jovens percebem que manipular romances alheios pode revelar sentimentos que preferiam esconder.
95º — El Camino: A Breaking Bad Movie (2019), de Vince Gilligan
Depois de escapar do cativeiro, Jesse Pinkman atravessa Albuquerque tentando desaparecer antes que a polícia o encontre. Para comprar uma nova identidade, ele precisa recuperar dinheiro escondido, enfrentar figuras de seu passado e suportar lembranças de violência, culpa e submissão que ainda ameaçam aprisioná-lo.
94º — Para Todos os Garotos que Já Amei (2018), de Susan Johnson
Lara Jean escreve cartas secretas para cada garoto por quem já se apaixonou, sem intenção de enviá-las. Quando as mensagens chegam misteriosamente aos destinatários, ela aceita fingir um namoro com Peter para controlar os estragos, apenas para descobrir que sentimentos encenados podem se tornar verdadeiros.
93º — Arremessando Alto (2022), de Jeremiah Zagar
Um olheiro de basquete desgastado pelas viagens encontra na Espanha um jogador de rua de talento extraordinário. Sem o apoio de seu clube, leva o rapaz aos Estados Unidos e aposta a carreira em prepará-lo para a NBA, enfrentando interesses empresariais, inseguranças e antigos fracassos.
92º — Você Nem Imagina (2020), de Alice Wu
Uma adolescente tímida aceita escrever mensagens amorosas para um jogador de futebol interessado na garota mais popular da escola. A tarefa aproxima os três e complica o que parecia um negócio simples, pois a autora das cartas também se apaixona pela destinatária e começa a questionar seus próprios desejos.
91º — A Perfeição (2018), de Richard Shepard
Uma violoncelista que abandonou a carreira reencontra os antigos professores e conhece a jovem que ocupou seu lugar na prestigiada academia. Admiração, ciúme e sedução conduzem as duas por uma trama de mutilações, segredos e vingança, na qual cada revelação modifica o sentido do que veio antes.
90º — Apóstolo (2018), de Gareth Evans
Um homem viaja até uma ilha isolada para resgatar a irmã sequestrada por uma comunidade religiosa. Infiltrado entre os seguidores de um líder carismático, ele descobre rituais cruéis, colheitas fracassadas e uma força antiga mantida em cativeiro, da qual depende a sobrevivência do culto.
89º — O Ritual (2017), de David Bruckner
Quatro amigos percorrem uma floresta sueca em homenagem a um companheiro morto. Um atalho transforma a caminhada numa sucessão de pesadelos, símbolos pagãos e aparições perturbadoras. Perdidos e divididos por antigas culpas, eles percebem que alguma criatura os observa e escolhe suas vítimas.
88º — Calibre (2018), de Matt Palmer
Durante uma caçada numa região rural da Escócia, dois amigos provocam uma tragédia e tentam ocultar as provas. Os moradores da pequena comunidade logo percebem que algo aconteceu. Cercados e incapazes de fugir, os visitantes precisam escolher até onde irão para proteger a própria liberdade.
87º — Cam (2018), de Daniel Goldhaber
Uma jovem ganha dinheiro realizando transmissões eróticas e luta para subir no ranking da plataforma. Ao tentar acessar sua conta, descobre que foi substituída por uma cópia idêntica, capaz de agir sem limites. Sua busca pela impostora ameaça destruir a identidade que construiu dentro e fora da internet.
86º — Jogo Perigoso (2017), de Mike Flanagan
Durante uma tentativa de reacender o casamento numa casa isolada, Jessie é algemada à cama pouco antes de o marido morrer subitamente. Sem ajuda e à beira da desidratação, ela enfrenta alucinações, lembranças traumáticas e uma presença noturna que talvez não seja apenas produto de sua mente.
85º — A Noite nos Persegue (2018), de Timo Tjahjanto
Um executor da máfia decide poupar uma menina durante o massacre de uma aldeia e passa a ser caçado pela própria organização. Em Jacarta, antigos aliados, assassinos e policiais corruptos convergem para uma guerra sangrenta, na qual a tentativa de redenção exige uma sucessão brutal de sacrifícios.
84º — The Old Guard (2020), de Gina Prince-Bythewood
Um grupo secreto de mercenários imortais atravessa os séculos combatendo guerras e salvando desconhecidos. Quando uma nova integrante surge e uma empresa farmacêutica descobre sua existência, os guerreiros precisam impedir que seus corpos sejam usados em experimentos destinados a comercializar a vida eterna.
83º — Resgate 2 (2023), de Sam Hargrave
Após sobreviver aos acontecimentos da primeira missão, Tyler Rake recebe a tarefa de libertar uma mulher e seus filhos de uma prisão controlada pelo marido criminoso. A operação desencadeia perseguições, confrontos em trens e uma guerra particular contra uma poderosa família do submundo georgiano.
82º — Vingança & Castigo (2021), de Jeymes Samuel
Ao descobrir que o homem responsável pela morte de seus pais foi libertado, o fora da lei Nat Love reúne sua antiga quadrilha. O duelo entre bandos rivais atravessa cidades do Velho Oeste habitadas por figuras históricas negras, embalado por música, humor e uma estilizada sede de vingança.
81º — Clonaram Tyrone! (2023), de Juel Taylor
Um traficante, uma profissional do sexo e um cafetão descobrem uma instalação subterrânea onde cientistas controlam moradores negros por meio de drogas, música e clonagem. O trio improvável decide enfrentar a conspiração, expondo um projeto governamental que transforma uma comunidade inteira em laboratório humano.
80º — Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo (2017), de Macon Blair
Depois de ter a casa roubada e ser ignorada pela polícia, uma auxiliar de enfermagem decide localizar os criminosos por conta própria. Com a ajuda de um vizinho excêntrico e apaixonado por artes marciais, ela entra num submundo muito mais violento do que esperava encontrar.
79º — O Poço (2019), de Galder Gaztelu-Urrutia
Prisioneiros vivem em celas empilhadas verticalmente, alimentados por uma plataforma que desce repleta de comida. Os primeiros comem em excesso e deixam restos aos ocupantes inferiores. Ao mudar de andar todos os meses, um homem compreende a crueldade do sistema e tenta forçar uma distribuição justa.
78º — Oxigênio (2021), de Alexandre Aja
Uma mulher desperta presa numa cápsula criogênica, sem recordar seu nome ou como chegou ali. Enquanto o oxigênio se esgota, ela conversa com uma inteligência artificial e vasculha fragmentos da memória. Cada descoberta amplia o mistério sobre sua identidade, seu corpo e o lugar onde realmente está.
77º — O Pálido Olho Azul (2022), de Scott Cooper
Em 1830, um detetive investiga a morte de um cadete numa academia militar. Diante do silêncio dos oficiais, ele recebe a ajuda de um jovem Edgar Allan Poe. Os dois encontram símbolos ocultistas, rivalidades familiares e novos cadáveres numa investigação cercada por neve, melancolia e vingança.
76º — A Escavação (2021), de Simon Stone
Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, uma viúva contrata um arqueólogo autodidata para investigar os montes de sua propriedade inglesa. A descoberta de uma embarcação funerária transforma o local num campo de disputas acadêmicas, enquanto os envolvidos enfrentam doenças, amores frustrados e a iminência do conflito.
75º — Estrada Sem Lei (2019), de John Lee Hancock
Com Bonnie Parker e Clyde Barrow espalhando mortes pelo país, dois antigos patrulheiros do Texas são convocados para encerrar a caçada. Envelhecidos e desconfortáveis diante das novas técnicas policiais, eles percorrem estradas e pequenas cidades tentando antecipar os movimentos do casal mais procurado dos Estados Unidos.
74º — O Rei (2019), de David Michôd
O príncipe Hal evita a corte e rejeita o comportamento belicoso do pai. Quando herda a coroa inglesa, precisa abandonar a juventude boêmia e enfrentar conspirações, disputas territoriais e uma guerra contra a França. Cercado por conselheiros ambiciosos, ele começa a desconfiar das razões que o levaram ao combate.
73º — Não Olhe para Cima (2021), de Adam McKay
Dois astrônomos descobrem um cometa capaz de destruir a Terra e tentam alertar o governo e a imprensa. A notícia é transformada em disputa eleitoral, entretenimento televisivo e oportunidade empresarial. Enquanto a colisão se aproxima, políticos, celebridades e bilionários preferem administrar a repercussão pública da catástrofe.
72º — Emilia Pérez (2024), de Jacques Audiard
Uma advogada explorada pelo escritório recebe uma proposta de um poderoso chefe do narcotráfico mexicano, decidido a abandonar o crime e iniciar uma nova vida como mulher. Anos depois, as duas voltam a se encontrar, e o passado violento ameaça uma família construída sobre desaparecimentos e mentiras.
71º — Assassino por Acaso (2024), de Richard Linklater
Um professor de psicologia colabora com a polícia fingindo ser matador profissional para incriminar possíveis clientes. Talentoso em assumir identidades, ele se envolve com uma mulher que deseja eliminar o marido. A atração entre os dois transforma a operação numa perigosa mistura de romance, farsa e crime.
70º — Rebel Ridge (2024), de Jeremy Saulnier
Um ex-fuzileiro chega a uma pequena cidade para pagar a fiança do primo, mas policiais confiscam seu dinheiro sem acusação formal. Ao tentar recuperá-lo, ele descobre um esquema de corrupção protegido por autoridades locais e emprega treinamento militar, inteligência e autocontrole contra uma força policial inteira.
69º — A Lição de Piano (2024), de Malcolm Washington
Dois irmãos entram em conflito sobre o destino de um piano herdado, entalhado com imagens da família escravizada. Ele deseja vender o instrumento para comprar terras; ela considera o objeto uma memória sagrada. A disputa desperta traumas, ressentimentos e fantasmas mantidos dentro da casa.
68º — A Garota da Vez (2024), de Anna Kendrick
Uma aspirante a atriz participa de um programa televisivo de encontros e escolhe entre três pretendentes. Um deles é um assassino em série que circula livremente sob a aparência de fotógrafo charmoso. A trama acompanha suas vítimas e expõe como a confiança social protege homens violentos.
67º — As Três Filhas (2024), de Azazel Jacobs
Três irmãs afastadas reúnem-se num pequeno apartamento de Nova York para acompanhar os últimos dias do pai. Presas no mesmo espaço, elas retomam conflitos antigos, questionam escolhas pessoais e descobrem formas diferentes de sofrer, cuidar e aguardar uma morte que nenhuma delas consegue controlar.
66º — Nyad (2023), de Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin
Aos sessenta anos, Diana Nyad decide retomar o sonho de atravessar a nado o trecho entre Cuba e a Flórida, sem uma jaula de proteção contra tubarões. Com a ajuda da amiga Bonnie e de uma equipe especializada, ela desafia correntes marítimas, águas-vivas e os limites do próprio corpo.
65º — Rustin (2023), de George C. Wolfe
Bayard Rustin, ativista negro e homossexual, recebe a missão de organizar a Marcha sobre Washington de 1963. Trabalhando nos bastidores do movimento pelos direitos civis, ele enfrenta racismo, homofobia, disputas políticas e antigos ataques ligados a sua vida pessoal enquanto mobiliza uma manifestação histórica.
64º — Maestro (2023), de Bradley Cooper
A trajetória do compositor e regente Leonard Bernstein é observada principalmente por meio de seu casamento com a atriz Felicia Montealegre. Entre concertos, filhos, amantes e crises conjugais, os dois preservam um vínculo profundo, ainda que a fama e os desejos do músico imponham sucessivas feridas à relação.
63º — Mank (2020), de David Fincher
Confinado numa fazenda para concluir o roteiro de “Cidadão Kane”, Herman Mankiewicz recorda sua convivência com magnatas, artistas e políticos da Hollywood dos anos 1930. O texto inspirado em William Randolph Hearst transforma antigas humilhações e disputas ideológicas numa batalha pela autoria do futuro clássico.
62º — O Assassino (2023), de David Fincher
Depois de errar um disparo durante uma missão em Paris, um matador profissional torna-se alvo de seus próprios contratantes. Metódico e acostumado a seguir regras, ele percorre vários países eliminando os responsáveis pela represália, enquanto sua narração revela as contradições por trás da suposta frieza absoluta.
61º — Glass Onion: Um Mistério Knives Out (2022), de Rian Johnson
Um bilionário convida antigos amigos para passar alguns dias numa ilha grega e participar de uma brincadeira de assassinato. A chegada do detetive Benoit Blanc altera o encontro, no qual ressentimentos, negócios fraudulentos e alianças frágeis vêm à tona antes que uma morte verdadeira aconteça.
60º — Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out (2025), de Rian Johnson
Benoit Blanc une-se a um jovem padre para investigar um crime aparentemente impossível numa igreja de uma cidade pequena. A morte aproxima fiéis, autoridades e figuras com interesses ocultos, enquanto a história sombria da paróquia fornece ao detetive uma nova coleção de suspeitos e falsas pistas.
59º — O Enfermeiro da Noite (2022), de Tobias Lindholm
Uma enfermeira sobrecarregada encontra apoio num colega gentil e experiente durante os turnos noturnos. Quando pacientes começam a morrer em circunstâncias inexplicáveis, investigadores revelam que ele trabalhou em diversos hospitais marcados por casos semelhantes. Ela aceita colaborar para obter uma confissão e impedir novas vítimas.
58º — Athena (2022), de Romain Gavras
A morte de um adolescente durante uma abordagem policial desencadeia uma revolta no conjunto habitacional onde vivia. Três irmãos reagem de maneiras incompatíveis: um lidera os moradores, outro serve ao Exército e o terceiro controla negócios criminosos. O conflito familiar acompanha a transformação do bairro numa zona de guerra.
57º — O Milagre (2022), de Sebastián Lelio
Em 1862, uma enfermeira inglesa viaja até uma aldeia irlandesa para observar uma menina que afirma sobreviver há meses sem comer. Encarregada de descobrir uma fraude ou confirmar um milagre, ela percebe que fé, controle familiar e sofrimento infantil sustentam o fenômeno venerado pela comunidade.
56º — Ultraman: A Ascensão (2024), de Shannon Tindle e John Aoshima
Um astro do beisebol retorna ao Japão e assume secretamente a identidade de Ultraman, herdada do pai. Depois de derrotar uma criatura gigantesca, ele precisa criar a filhote deixada para trás. A paternidade improvisada complica sua carreira esportiva e sua missão de defender Tóquio.
55º — Ícaro (2017), de Bryan Fogel
Um ciclista amador pretende testar a eficácia do doping e procura um cientista russo para orientá-lo. O experimento muda de escala quando o colaborador revela um programa estatal de manipulação de exames. A investigação alcança os Jogos Olímpicos e expõe um dos maiores escândalos esportivos contemporâneos.
54º — Professor Polvo (2020), de Pippa Ehrlich e James Reed
Esgotado profissionalmente, um documentarista começa a mergulhar diariamente numa floresta marinha da África do Sul. Ali, estabelece uma ligação incomum com uma fêmea de polvo. Acompanhando sua caça, suas estratégias e seus perigos, ele recupera a curiosidade e transforma a relação com o próprio filho.
53º — Homecoming: A Film by Beyoncé (2019), de Beyoncé
Ensaios, reuniões e bastidores revelam a preparação de Beyoncé para sua apresentação no festival Coachella de 2018. Inspirado na cultura das universidades negras americanas, o espetáculo reúne música, dança e memória histórica, enquanto a artista comenta maternidade, disciplina física e o trabalho necessário para voltar aos palcos.
52º — Filhas (2024), de Natalie Rae e Angela Patton
Meninas preparam-se para um baile com os pais, todos detentos de uma prisão americana. Durante meses, homens e crianças participam de encontros destinados a reconstruir vínculos interrompidos pelo encarceramento. A reunião expõe afeto, vergonha e a dificuldade de manter uma família por meio de telefonemas e visitas breves.
51º — O Que Ficou para Trás (2020), de Remi Weekes
Um casal de refugiados foge do Sudão do Sul e recebe uma casa numa cidade inglesa. Enquanto tenta adaptar-se às regras do programa de acolhimento, a dupla percebe que algo se move dentro das paredes. A presença sobrenatural liga o novo lar às escolhas cruéis feitas durante a fuga.
50º — Wendell & Wild (2022), de Henry Selick
Uma adolescente atormentada pela morte dos pais descobre que pode convocar dois irmãos demoníacos ao mundo dos vivos. Em troca da ressurreição da família, ela ajuda a dupla a atravessar a fronteira entre os universos, desencadeando uma disputa que envolve corrupção, fantasmas e um projeto para destruir sua cidade.
49º — A Casa (2022), de Emma de Swaef, Marc James Roels, Niki Lindroth von Bahr e Paloma Baeza
Três histórias em stop motion acompanham diferentes moradores de uma mesma construção. Uma família pobre aceita uma reforma sinistra, um corretor tenta vender o imóvel tomado por pragas e uma proprietária enfrenta uma inundação. Em cada época, a promessa de segurança doméstica transforma-se em obsessão e aprisionamento.
48º — O Cume dos Deuses (2021), de Patrick Imbert
Um fotojornalista japonês encontra uma câmera que pode ter pertencido aos primeiros alpinistas a alcançar o Everest. A investigação o conduz até um montanhista solitário e obcecado por uma rota quase impossível. Juntos, eles enfrentam a altitude enquanto buscam reconhecimento, provas históricas e uma razão para continuar escalando.
47º — Apollo 10 e Meio: Aventura na Era Espacial (2022), de Richard Linklater
Um homem recorda a infância nos arredores de Houston durante a corrida espacial. Em sua lembrança fantasiosa, agentes da NASA escolhem-no para testar uma nave construída por engano em tamanho infantil. A missão lunar mistura fatos históricos, programas de televisão, brincadeiras de rua e imaginação familiar.
46º — O Monstro do Mar (2022), de Chris Williams
Uma garota órfã esconde-se no navio de um lendário caçador de criaturas marinhas. Durante uma batalha, os dois são lançados ao oceano e salvos pelo monstro que deveriam matar. A convivência força-os a questionar as histórias oficiais usadas pelo reino para justificar séculos de guerra.
45º — Perdi Meu Corpo (2019), de Jérémy Clapin
Uma mão decepada foge de um laboratório e percorre Paris procurando o jovem a quem pertenceu. A jornada alterna-se com as lembranças de Naoufel, um entregador solitário que se apaixona por Gabrielle. O reencontro com o passado revela como acidentes, perdas familiares e escolhas impulsivas separaram corpo e esperança.
44º — Nimona (2023), de Nick Bruno e Troy Quane
Um cavaleiro é acusado de assassinar a rainha durante a cerimônia que deveria consagrá-lo. Foragido, ele aceita a ajuda de uma adolescente capaz de transformar-se em qualquer criatura. Enquanto procuram o verdadeiro culpado, os dois enfrentam uma instituição que construiu sua autoridade sobre medo e preconceito.
43º — O Último Navio Negreiro (2022), de Margaret Brown
Moradores de Africatown, no Alabama, investigam a história do Clotilda, último navio conhecido a transportar africanos escravizados ilegalmente aos Estados Unidos. A descoberta dos destroços fortalece a comunidade, que enfrenta famílias ligadas aos traficantes e cobra reparações por décadas de exploração industrial e apagamento histórico.
42º — Procession (2021), de Robert Greene
Seis homens abusados sexualmente por sacerdotes católicos durante a infância colaboram com uma equipe de cinema para reconstruir suas experiências. Eles escrevem, encenam e filmam situações inspiradas nos traumas, usando o processo artístico para recuperar o controle sobre lembranças manipuladas por instituições e adultos respeitados.
41º — Strong Island (2017), de Yance Ford
A diretora investiga o assassinato de seu irmão, morto por um homem branco que jamais foi levado a julgamento. Entrevistas com parentes, documentos e recordações expõem as falhas da investigação e o efeito duradouro do crime sobre uma família negra tratada pelo sistema como suspeita de sua própria tragédia.
40º — Shirkers: O Filme Roubado (2018), de Sandi Tan
Na adolescência, Sandi Tan e duas amigas filmaram um longa independente pelas ruas de Singapura. O professor americano que dirigia o projeto desapareceu com todo o material. Décadas depois, as imagens reaparecem sem o áudio, levando a cineasta a investigar o homem que roubou sua primeira obra.
39º — A Extraordinária Vida de Ibelin (2024), de Benjamin Ree
Após a morte de um jovem com doença degenerativa, seus pais acreditam que ele viveu isolado diante do computador. Mensagens de desconhecidos revelam uma existência social intensa dentro de um jogo on-line, onde o rapaz mantinha amizades, romances e conflitos que sua família jamais conheceu.
38º — Dick Johnson Está Morto (2020), de Kirsten Johnson
Diante do avanço da demência do pai, uma documentarista decide filmar várias versões imaginárias de sua morte. Acidentes encenados, funerais e cenas celestiais tornam-se uma maneira de conversar sobre o fim inevitável. A brincadeira permite que pai e filha enfrentem juntos a perda da memória e da autonomia.
37º — Crip Camp: Revolução pela Inclusão (2020), de Nicole Newnham e Jim LeBrecht
Um acampamento de verão para jovens com deficiência torna-se espaço de liberdade, convivência e formação política. Anos depois, antigos participantes lideram protestos por acessibilidade e direitos civis nos Estados Unidos. Imagens de arquivo conectam a experiência juvenil à construção de um movimento nacional.
36º — Indústria Americana (2019), de Steven Bognar e Julia Reichert
Uma empresa chinesa reabre uma fábrica abandonada em Ohio e contrata trabalhadores americanos afetados pela crise industrial. O entusiasmo inicial cede lugar a conflitos sobre salários, segurança, produtividade e sindicatos. Operários e executivos tentam conciliar culturas de trabalho baseadas em expectativas radicalmente distintas.
35º — A 13ª Emenda (2016), de Ava DuVernay
Historiadores, ativistas e políticos examinam a relação entre a abolição formal da escravidão e o crescimento do encarceramento em massa nos Estados Unidos. Leis, campanhas eleitorais e interesses empresariais mostram como a criminalização da população negra preservou estruturas econômicas e sociais criadas durante o período escravista.
34º — Dois Papas (2019), de Fernando Meirelles
O cardeal argentino Jorge Bergoglio pede autorização ao papa Bento XVI para abandonar suas funções. O encontro entre os dois transforma-se numa longa conversa sobre fé, culpa, tradição e renovação da Igreja. Personalidades opostas aproximam-se enquanto a renúncia de Bento começa a tomar forma.
33º — Meu Nome É Dolemite (2019), de Craig Brewer
Sem espaço na indústria do entretenimento, Rudy Ray Moore cria um personagem obsceno inspirado nas histórias contadas por moradores de rua. O sucesso dos discos leva-o a produzir um filme independente, reunindo artistas desacreditados e técnicos improvisados para transformar uma figura de comédia num fenômeno popular.
32º — A Versão de 40 Anos (2020), de Radha Blank
Uma dramaturga nova-iorquina aproxima-se dos quarenta sem conseguir repetir o sucesso inicial da carreira. Frustrada com produtores que esperam histórias estereotipadas sobre negros, ela começa a escrever e apresentar rap. A mudança de linguagem oferece liberdade criativa, embora não resolva suas dificuldades profissionais e afetivas.
31º — O Tigre Branco (2021), de Ramin Bahrani
Um jovem pobre torna-se motorista de um casal rico e acredita que a lealdade lhe garantirá ascensão. Depois de ser responsabilizado por um crime cometido pelos patrões, ele compreende a engrenagem que sustenta sua submissão. A revolta conduz a uma transformação marcada por ambição, violência e cinismo.
30º — Identidade (2021), de Rebecca Hall
Duas amigas negras reencontram-se por acaso na Nova York dos anos 1920. Enquanto Irene vive entre a elite do Harlem, Clare apresenta-se socialmente como branca e é casada com um homem racista. A aproximação ameaça os dois lares e desperta fascínio, ciúme e dúvidas sobre pertencimento.
29º — Vida Privada (2018), de Tamara Jenkins
Um casal de meia-idade enfrenta tratamentos de fertilidade, dívidas, injeções hormonais e sucessivas decepções. Quando uma jovem parente aceita doar óvulos, o projeto de formar uma família passa a envolver expectativas de várias gerações, abalando o casamento e a relação com aqueles que tentam ajudar.
28º — Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe (2017), de Noah Baumbach
Três irmãos adultos voltam a conviver por causa de uma exposição dedicada ao pai, escultor aposentado e egocêntrico. Antigas comparações, ressentimentos e disputas por atenção reaparecem quando o patriarca adoece. A reunião familiar revela como a necessidade de reconhecimento sobrevive muito depois da infância.
27º — A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (2021), de Mike Rianda e Jeff Rowe
Uma adolescente prestes a estudar cinema viaja com os pais e o irmão numa tentativa de reconciliação familiar. No caminho, uma inteligência artificial inicia uma rebelião mundial. Transformados na última esperança da humanidade, os Mitchell precisam superar diferenças domésticas antes de enfrentar um exército de robôs.
26º — Wallace & Gromit — Avengança (2025), de Nick Park e Merlin Crossingham
Wallace inventa um gnomo robótico para cuidar das tarefas domésticas, deixando Gromit desconfiado. Quando a máquina é controlada por um antigo inimigo e começa a cometer crimes, o inventor torna-se o principal suspeito. Cabe ao cachorro silencioso descobrir o plano e salvar o companheiro.
25º — A Garota Canhota (2025), de Shih-Ching Tsou
Uma mãe retorna a Taipé com as duas filhas e abre uma barraca num movimentado mercado noturno. Enquanto a família enfrenta dificuldades financeiras e antigos ressentimentos, a caçula passa a acreditar que usar a mão esquerda traz desgraça. A superstição conduz à revelação de segredos domésticos.
24º — tick, tick… BOOM! (2021), de Lin-Manuel Miranda
Perto de completar trinta anos, Jonathan Larson trabalha num restaurante enquanto tenta finalizar um musical em que investiu boa parte da juventude. A pressão aumenta com a apresentação decisiva, os amigos que abandonam a arte e a crise de aids, levando-o a questionar o preço de sua vocação.
23º — Frankenstein (2025), de Guillermo del Toro
Victor Frankenstein, cientista brilhante e arrogante, desafia a morte ao construir um ser com partes de cadáveres. Repelida pelo próprio criador, a criatura tenta compreender o mundo e passa a exigir afeto, respostas e companhia. A ambição científica converte-se numa tragédia entre pai e filho.
22º — Sonhos de Trem (2025), de Clint Bentley
No início do século 20, Robert Grainier trabalha como lenhador e ajuda a expandir as ferrovias pelo noroeste dos Estados Unidos. As longas ausências afastam-no da esposa e da filha. Amor, tragédia e transformação industrial atravessam a existência discreta de um homem deixado para trás pelo progresso.
21º — Guerreiras do K-Pop (2025), de Maggie Kang e Chris Appelhans
Rumi, Mira e Zoey são estrelas de uma popular banda e caçadoras encarregadas de impedir que demônios devorem almas humanas. Quando um grupo masculino sobrenatural conquista os fãs, elas precisam proteger a barreira mágica do mundo enquanto Rumi esconde uma origem capaz de destruir a amizade.
20º — Klaus (2019), de Sergio Pablos
Um jovem mimado é enviado pelo pai para trabalhar como carteiro numa ilha marcada por uma guerra entre famílias. Para cumprir sua meta de correspondências, ele convence um fabricante solitário de brinquedos a presentear crianças. O acordo transforma a comunidade e cria uma lenda natalina.
19º — A Mão de Deus (2021), de Paolo Sorrentino
Na Nápoles dos anos 1980, um adolescente vive entre parentes excêntricos, desejos sexuais e a euforia provocada pela chegada de Diego Maradona. Uma tragédia familiar interrompe sua juventude e o aproxima do cinema. A arte surge como caminho para compreender a culpa e abandonar a cidade.
18º — Atlantique (2019), de Mati Diop
Trabalhadores de uma construção em Dacar atravessam o oceano clandestinamente depois de meses sem receber salários. Ada, prometida a outro homem, espera pelo jovem que partiu. Quando incêndios misteriosos atingem a cidade, mulheres da comunidade parecem tomadas pelos espíritos dos desaparecidos.
17º — O Discípulo (2020), de Chaitanya Tamhane
Um cantor dedica a vida à música clássica indiana e segue com rigor os ensinamentos de seu mestre. Conforme os anos passam, apresentações fracassadas e dificuldades financeiras desafiam sua crença na pureza artística. O desejo de excelência entra em conflito com os limites de seu talento.
16º — Os 7 de Chicago (2020), de Aaron Sorkin
Organizadores de manifestações contra a Guerra do Vietnã são acusados de conspiração após confrontos com a polícia durante a Convenção Democrata de 1968. O julgamento transforma-se num espetáculo político, com réus de movimentos diferentes enfrentando um juiz hostil e uma acusação determinada a produzir culpados.
15º — A Voz Suprema do Blues (2020), de George C. Wolfe
Durante uma sessão de gravação na Chicago de 1927, Ma Rainey confronta empresários brancos interessados em explorar sua música. Enquanto ela exige respeito, o trompetista Levee sonha em formar a própria banda. Tensões raciais, artísticas e pessoais acumulam-se num estúdio abafado até uma explosão irreversível.
14º — Okja (2017), de Bong Joon-ho
Uma garota criada nas montanhas da Coreia do Sul vive ao lado de uma criatura gigantesca produzida por uma corporação alimentícia. Quando a empresa leva o animal para Nova York, ela inicia uma operação de resgate e entra numa disputa entre executivos, consumidores e ativistas pelos direitos dos animais.
13º — A Balada de Buster Scruggs (2018), de Joel Coen e Ethan Coen
Seis histórias percorrem o Velho Oeste por meio de pistoleiros cantores, ladrões azarados, artistas itinerantes, garimpeiros, pioneiros e passageiros de uma diligência. Humor negro e violência unem personagens que acreditam controlar o próprio destino, embora a morte esteja sempre pronta para corrigir suas pretensões.
12º — Estou Pensando em Acabar com Tudo (2020), de Charlie Kaufman
Uma jovem acompanha o namorado numa visita aos pais dele, apesar de pensar em terminar a relação. Presa pela neve na casa rural da família, ela percebe alterações no tempo, nos rostos e nas lembranças. A viagem transforma-se num mergulho pela identidade fragmentada de um homem solitário.
11º — Destacamento Blood (2020), de Spike Lee
Quatro veteranos negros retornam ao Vietnã para recuperar os restos mortais do comandante e encontrar barras de ouro escondidas durante a guerra. A expedição desperta traumas, rivalidades e ressentimentos políticos. Minas, mercenários e a cobiça transformam o reencontro numa nova batalha.
10º — A Filha Perdida (2021), de Maggie Gyllenhaal
Uma professora passa férias sozinha numa praia grega e torna-se obcecada por uma jovem mãe e sua filha. O desaparecimento de uma boneca desperta lembranças de quando abandonou temporariamente as próprias crianças para seguir a carreira e um relacionamento, obrigando-a a confrontar escolhas nunca inteiramente superadas.
9º — A Sociedade da Neve (2023), de J. A. Bayona
Um avião com uma equipe uruguaia de rúgbi cai na Cordilheira dos Andes em 1972. Sem comunicação, comida ou roupas adequadas, os sobreviventes organizam-se para resistir ao frio. Com o passar das semanas, decisões extremas e uma longa travessia tornam-se suas únicas possibilidades de resgate.
8º — Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi (2017), de Dee Rees
Duas famílias, uma branca e outra negra, dividem a vida numa fazenda do Mississippi durante os anos 1940. Quando dois jovens retornam da Segunda Guerra Mundial, a amizade entre eles desafia o racismo local. Dívidas, violência e preconceito transformam a terra num campo de sofrimento.
7º — Beasts of No Nation (2015), de Cary Joji Fukunaga
Depois que a guerra civil destrói sua aldeia e mata sua família, o menino Agu é recrutado por um batalhão rebelde. Sob a influência de um comandante carismático e abusivo, ele aprende a matar e perde gradualmente os vínculos com a infância, tentando sobreviver à violência que o transforma.
6º — Pinóquio por Guillermo del Toro (2022), de Guillermo del Toro e Mark Gustafson
Na Itália fascista, o marceneiro Gepeto constrói um boneco de madeira durante uma noite de embriaguez e tristeza pela morte do filho. Animado por uma entidade, o menino desobediente conhece o amor, a guerra, a exploração artística e a finitude enquanto tenta conquistar a confiança do pai.
5º — Nada de Novo no Front (2022), de Edward Berger
Entusiasmado pela propaganda patriótica, Paul Bäumer alista-se no Exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Nas trincheiras, encontra lama, fome, medo e cadáveres no lugar da glória prometida. Enquanto diplomatas negociam o armistício, soldados continuam morrendo por ordens de oficiais distantes.
4º — Ataque dos Cães (2021), de Jane Campion
Um fazendeiro cruel e carismático atormenta a nova esposa do irmão e ridiculariza o filho adolescente dela. Quando passa a aproximar-se do rapaz, a hostilidade adquire contornos ambíguos. Segredos, desejo reprimido e observação paciente modificam o equilíbrio de poder dentro do rancho.
3º — História de um Casamento (2019), de Noah Baumbach
Uma atriz e um diretor de teatro decidem se separar amigavelmente, até advogados transformarem a ruptura numa disputa por residência, carreira e guarda do filho. Entre Nova York e Los Angeles, os dois enfrentam ressentimentos acumulados e descobrem quanto amor pode sobreviver ao fim de um casamento.
2º — O Irlandês (2019), de Martin Scorsese
Já idoso, Frank Sheeran recorda a trajetória como caminhoneiro, sindicalista e matador ligado à máfia. Sua amizade com Jimmy Hoffa aproxima-o do poder e o coloca diante de uma ordem devastadora. Décadas de crimes culminam numa velhice marcada por solidão, silêncio e lealdades destruídas.
1º — Roma (2018), de Alfonso Cuarón
Na Cidade do México dos anos 1970, Cleo trabalha como empregada doméstica para uma família de classe média que começa a se desfazer. Enquanto enfrenta uma gravidez inesperada e o abandono do namorado, ela acompanha conflitos políticos, separações e acidentes, tornando-se o centro silencioso daquela casa.

