Autor: Euler de França Belém

Sartre: o messias da filosofia

Sartre: o messias da filosofia

O francês Jean-Paul Sartre (1905-1980), o gnomo obsceno, talvez tenha sido o filósofo mais comentado e, até, lido do século 20. O que você vai ler neste texto é tão duro que dou duas dicas: há uma ampla biografia, “Sartre”, de Annie Cohen-Solal, que tem uma interpretação menos ácida e mais equilibrada do companheiro de Simone de Beauvoir, e há “Passado Imperfeito — Um Olhar Crítico Sobre a Intelectualidade Francesa no Pós-Guerra”, do historiador britânico Tony Judt.

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Espécie de Policarpo Quaresma da filosofia, o menino do Acre talvez seja uma das maiores empulhações da história do Brasil

Espécie de Policarpo Quaresma da filosofia, o menino do Acre talvez seja uma das maiores empulhações da história do Brasil

O “Menino do Acre” talvez fique na história como uma das grandes empulhações brasileiras e a mídia, certamente para obter audiência e acesso, se não está endossando diretamente, está sendo conivente com as trapalhadas e enganações do estudante de Psicologia Bruno Borges, de 25 anos. A Argentina tem Jorge Luis Borges. O Brasil contenta-se com Bruno Borges, o pós-adolescente fujão, que ficou desaparecido durante algum tempo, alegando que estava em busca do conhecimento.

“O Leopardo”, de Tomasi di Lam­pedusa, a obra-prima que imortalizou a Sicília

“O Leopardo”, de Tomasi di Lam­pedusa, a obra-prima que imortalizou a Sicília

“O Leopardo”, de Giu­sep­pe Tomasi di Lam­pedusa (1896-1957), é um dos mais importantes romances da Itália. Não deixa de surpreender que tenha se tornado best seller e suas frases, principalmente “se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude”, tenham caído no linguajar popular. A prova de sua vitalidade é que no Brasil há cinco traduções do livro. O filme do diretor Luchino Visconti, conde italiano, é uma adaptação tão perfeita que parece ter sido dirigida pelo “espírito” do escritor siciliano. Fica-se com a impressão de que a película contém toda a história, ainda que condensada.

Lima Barreto deve ser visto como escritor poderoso e não como Zumbi dos Palmares da literatura

Lima Barreto deve ser visto como escritor poderoso e não como Zumbi dos Palmares da literatura

Não se trata de reduzir a importância de Lima Barreto. Até porque não é possível fazê-lo. O escritor é, de fato, relevante. Mas cabe perguntar: qual de seus romances equipara-se, em termos de linguagem renovada (ou mesmo tradicional), a “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, ‘Vidas Secas”, “Grande Sertão: Veredas” e “A Paixão Segundo G.H.”? A resposta honesta talvez seja “nenhum”. Quem sabe o conjunto da obra (inclusive com a imponência de sua complexa biografia), entre romances, contos e crônicas, aproxime-o dos autores mencionados. Em comparações isoladas, obra a obra, não há dúvida de que não tem a força de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.

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Os três maiores poetas e os três maiores prosadores do Brasil

Os três maiores poetas e os três maiores prosadores do Brasil

Evidentemente, não há só três grandes romancistas e três grandes poetas. Mais verdadeiro é admitir que uma cultura diversa como a brasileira jamais produzirá tão-somente dois ou três poetas que podem ser qualificados de grandes. Há espaço, e vasto, para incorporar vários poetas, de matizes diferentes. Escolher prosadores talvez pareça fácil, mas não é. Citar apenas três é uma missão quase impossível.

Biografia “tira” a roupa de Caetano Veloso? Tudo indica que sim. Mas ele não se torna um artista menor

Biografia “tira” a roupa de Caetano Veloso? Tudo indica que sim. Mas ele não se torna um artista menor

Caetano Veloso é um dos artistas populares mais fascinantes e sofisticados do país. Ele canta, compõe e escreve muito bem. E é músico — não tão bom quanto Gilberto Gil e Jorge Benjor, mas ninguém é perfeito. Dos vivos, há poucos pares para o baiano (uma lista mínima inclui Chico Buarque, João Gilberto, Paulinho da Viola, Milton Nascimento e Gilberto Gil). A surpresa não é que esteja chegando uma biografia não-autorizada às livrarias. O que impressiona é que um artista de sua qualidade, com quase 75 anos de idade, não tivesse sido biografado de maneira ampla.

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