Na Netflix, Pecadores reúne Michael B. Jordan em dois papéis, uma casa de blues e uma noite ameaçada por vampiros. O terror de Ryan Coogler venceu quatro Oscars e combina drama de época, música e suspense numa história de recomeço no Mississippi dos anos 1930.
Pecadores (2025)

Em 1932, os gêmeos Smoke e Stack voltam ao Mississippi depois de uma temporada em Chicago. Com dinheiro e experiência no crime, compram uma serraria para abrir um bar destinado à comunidade negra. A inauguração reúne antigos amores, músicos e gente disposta a aproveitar uma noite de liberdade. Entre os convidados está Sammie, um jovem guitarrista cujo talento chama atenção para além do salão. Quando estranhos pedem para entrar, os donos precisam decidir quem pode atravessar a porta.
Escrito e dirigido por Ryan Coogler, o filme dedica tempo aos preparativos da festa. Esse começo apresenta o que cada personagem espera encontrar ali: trabalho, dinheiro, reconciliação ou a oportunidade de cantar. O horror cresce sobre esses desejos. A ameaça à casa ganha importância porque interrompe um projeto de vida compartilhado por pessoas que já enfrentam a violência da segregação racial.
Michael B. Jordan interpreta os irmãos com temperamentos distintos: Smoke acompanha os riscos do negócio; Stack se entrega mais facilmente às conversas e aos reencontros. Ao redor deles, Miles Caton e Delroy Lindo dão presença ao ambiente musical, enquanto Wunmi Mosaku e Hailee Steinfeld trazem relações que o retorno dos gêmeos deixou por resolver. A indicação interessa tanto pelo conjunto quanto pelo protagonista.
O blues conduz a celebração e participa do perigo que se aproxima. Por isso, vale reservar as duas horas e dezessete minutos para acompanhar a passagem dos encontros à ameaça sobrenatural, com atenção ao som. A proposta combina drama de época e terror com vampiros; quem procura uma história que constrói vínculos antes de intensificar a violência encontra aqui um bom ponto de partida.
Quatro OscarsNo Oscar de 2026, a produção venceu em ator, com Michael B. Jordan; roteiro original, com Ryan Coogler; fotografia, com Autumn Durald Arkapaw; e trilha sonora original, com Ludwig Göransson.Leia a crítica completa

