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Antes de se tornar um ícone da moda, Karl Lagerfeld precisou disputar seu lugar em Paris. Daniel Brühl vive essa fase em “Becoming Karl Lagerfeld”, minissérie do Disney+ cujos dois primeiros episódios receberam três minutos de aplausos de pé no Canneseries.

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Becoming Karl Lagerfeld (2024)

A recepção aconteceu em abril de 2024, na apresentação fora de competição do festival Canneseries. Os dois primeiros episódios foram exibidos na sala Louis Lumière, no Palais des Festivals, e receberam três minutos de aplausos de pé. A acolhida é um ponto de entrada para uma produção interessada em encontrar o personagem antes da celebridade, quando o reconhecimento ainda precisava ser conquistado.

A história começa em 1972. Lagerfeld trabalha com prêt-à-porter e está longe da posição que ocuparia na memória popular. Daniel Brühl interpreta um criador ambicioso diante de um concorrente que também é amigo: Yves Saint Laurent, vivido por Arnaud Valois. Ao lado deste está o empresário Pierre Bergé, papel de Alex Lutz. A disputa envolve talento, influência e a capacidade de transformar uma assinatura pessoal em autoridade.

Théodore Pellerin interpreta Jacques de Bascher, cujo encontro com Lagerfeld aproxima desejo e ambição. A relação amorosa participa desse mundo de rivalidades e interfere na maneira como o protagonista imagina seu futuro. Paris, Mônaco e Roma compõem o percurso da narrativa, situada entre festas, trabalho e relações que não se deixam organizar com a mesma precisão de uma coleção.

A base literária é “Kaiser Karl”, de Raphaëlle Bacqué, que também integra a criação da série com Isaure Pisani-Ferry e Jennifer Have. Esse recorte permite acompanhar a construção de uma figura pública sem transformar a indicação numa aula sobre marcas e tendências. O conflito é compreensível mesmo para quem não conhece a história da alta-costura: como afirmar um estilo próprio quando os outros já parecem ter definido quem merece ser visto?

A minissérie está disponível no Disney+ e mantém no Brasil o título “Becoming Karl Lagerfeld”. São seis episódios de aproximadamente 45 minutos, com direção dividida entre Jérôme Salle e Audrey Estrougo. Para quem se interessa por dramas biográficos, o atrativo é observar a formação de uma reputação, com Brühl no centro de uma história em que a necessidade de reconhecimento atravessa tanto a carreira quanto a vida íntima.

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