Oriol Pla venceu o Emmy Internacional de melhor ator em 2025 por “Eu, Viciado”. Disponível no Disney+, a minissérie de seis episódios adapta o relato autobiográfico de Javier Giner sobre o momento em que decidiu procurar ajuda para enfrentar sua dependência.
Eu, Viciado — I, Addict (2024)
Aos 30 anos, Javier trabalha no audiovisual e toma a decisão de se internar numa clínica de reabilitação. O gesto abre uma história que exige olhar para a dependência e para a maneira como ele vinha se relacionando com outras pessoas. Oriol Pla interpreta o protagonista, inspirado no cineasta Javier Giner, autor do livro autobiográfico que deu origem à adaptação.
Giner também participa da criação da série, ao lado de Aitor Gabilondo, e divide a direção com Elena Trapé. Essa presença aproxima a ficção de uma experiência pessoal sem dispensar o trabalho de construir personagens, organizar acontecimentos e encontrar uma forma de contá-los. O ponto de partida é um pedido de ajuda; o percurso envolve aprender a aceitar o que esse pedido implica.
A clínica reúne pessoas com experiências próprias e impõe uma convivência que Javier não consegue comandar como gostaria. Nora Navas e Catalina Sopelana estão entre as intérpretes desse universo. A premissa desloca a atenção do consumo de substâncias para aquilo que acontece quando o personagem precisa interromper seus hábitos e passar a ouvir respostas que não escolheu.
Oriol Pla recebeu o Emmy Internacional de melhor ator em novembro de 2025 por esse papel. O prêmio distingue sua interpretação, não a minissérie na categoria de melhor produção. É um reconhecimento especialmente pertinente numa narrativa que depende do protagonista para atravessar resistência, vergonha e a dificuldade de admitir o alcance do próprio problema.
São seis episódios disponíveis no Disney+, com uma história centrada na decisão de buscar tratamento e nas relações que cercam esse processo. Para quem procura um drama adulto fora dos títulos mais lembrados do catálogo, a combinação entre relato autobiográfico, participação do autor na adaptação e atuação reconhecida oferece um caminho concreto. O interesse está em acompanhar alguém que precisa rever a versão de si mesmo com a qual aprendeu a conviver.

