Tom Hardy, Helen Mirren e Pierce Brosnan se encontram em “Terra da Máfia”, série criminal do Paramount+ criada por Ronan Bennett. Com Guy Ritchie na direção dos primeiros episódios, a produção acompanha os negócios de uma família para a qual lealdade e ameaça andam juntas.
Terra da Máfia (2025)
Harry Da Souza trabalha para os Harrigan, uma família do crime londrino comandada por Conrad e Maeve. Sua função é resolver problemas antes que se transformem em prejuízo ou escândalo, tarefa que exige negociar, intimidar e lidar com a violência. A rivalidade com os Stevenson torna esse trabalho cada vez mais delicado. Entre ordens dos chefes e conflitos que atravessam gerações, Harry precisa sustentar uma lealdade profissional que cobra espaço de sua própria vida. Hardy interpreta o homem chamado quando a situação já saiu do controle.
O encontro de três atores desse porte constitui o primeiro atrativo, e a distribuição dos papéis dá ao elenco um conflito claro. Brosnan e Mirren ocupam o centro de poder da família; Hardy está na posição de quem precisa transformar a vontade dos patrões em resultado. A diferença entre mandar e executar cria uma tensão que vai além das disputas com os rivais. Quem recebe uma ordem também precisa calcular o que ela realmente significa.
Esse ponto de vista é especialmente fértil para uma história criminal. A pessoa encarregada de resolver crises conhece o funcionamento da organização, vê suas falhas de perto e pode ser responsabilizada por decisões que não tomou. Harry liga os interesses dos chefes às consequências práticas de cada confronto. A série interessa, portanto, a quem gosta de acompanhar hierarquias, negociações e dependências pessoais dentro de um grupo que apresenta a obediência como prova de afeto.
A assinatura de Ronan Bennett e a participação de Guy Ritchie acrescentam contexto a essa combinação de família e violência. A primeira temporada, com dez capítulos, oferece o começo adequado para quem chega em 2026. É uma escolha para o espectador que procura um drama criminal adulto e quer observar um elenco experiente disputando autoridade. O prazer está tanto na ameaça de uma guerra entre clãs quanto na pergunta sobre quem conseguirá atravessá-la sem se tornar descartável.
Direção e criaçãoGuy Ritchie dirigiu os dois primeiros episódios e participa da produção executiva. A criação é de Ronan Bennett, que divide os roteiros com Jez Butterworth.

