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Em “Corra que a Polícia Vem Aí!”, dirigido por Akiva Schaffer, a história apresenta Frank Drebin Jr. (Liam Neeson) assumindo um posto importante dentro da polícia de Los Angeles, carregando o peso do nome deixado pelo pai. Ao lado dele está o parceiro Ed Hocken Jr. (Paul Walter Hauser), que tenta manter alguma ordem enquanto observa o novo comandante agir com confiança maior do que a experiência permite, o que rapidamente afeta a dinâmica interna da equipe.

Drebin Jr. entra disposto a mostrar serviço, mas sua primeira dificuldade surge justamente naquilo que deveria ser básico: entender como a divisão funciona. Ele toma decisões rápidas, às vezes sem consultar ninguém, o que cria atritos imediatos e reduz a confiança dos colegas. Hocken Jr. tenta equilibrar a situação evitando que pequenos erros virem problemas maiores, mas já fica claro que manter o controle não será simples.

O caso que complica tudo

A rotina da equipe muda quando surge um assalto a banco liderado por Sig Gustafson (Kevin Durand), um criminoso que parece sempre um passo à frente. Drebin Jr. decide se envolver diretamente, buscando respostas rápidas e ignorando parte dos procedimentos, o que até acelera algumas descobertas, mas também compromete a precisão das informações.

Enquanto isso, o parceiro tenta organizar o fluxo da investigação, revisando dados e impondo limites práticos às ações impulsivas de Drebin Jr. O problema é que cada avanço traz novas dúvidas, e a falta de coordenação começa a pesar. O caso deixa de ser apenas um assalto e passa a exigir mais atenção, mais gente e mais cuidado, aumentando a pressão sobre a equipe.

Uma investigação que se expande

A situação ganha outra dimensão quando aparece um cadáver tratado inicialmente como suicídio. Drebin Jr. insiste em conectar esse caso ao assalto, mesmo sem evidências sólidas naquele momento. Ele aposta nessa linha porque acredita que pode encurtar o caminho até a solução, mas acaba ampliando o escopo da investigação sem garantir resultados.

Ao mesmo tempo, surge a figura de um bilionário ligado a uma empresa de carros elétricos, o que leva a equipe para um ambiente mais fechado e difícil de acessar. Conseguir informações passa a depender de autorizações e negociações, o que diminui a velocidade das ações. A polícia deixa de atuar sozinha e passa a enfrentar limites impostos por interesses externos, o que muda completamente o equilíbrio de forças.

Erro vira rotina e também piada

O comportamento de Drebin Jr. começa a afetar diretamente o andamento da operação. Em tentativas de impor autoridade, ele frequentemente cria situações mais confusas do que úteis. Um interrogatório, por exemplo, que deveria esclarecer pontos importantes, acaba desviando do foco e atrasando a investigação.

Esse tipo de falha se repete em campo. Ele tenta agir rápido, mas interfere em ações que já estavam organizadas, obrigando a equipe a corrigir problemas em tempo real. Retrabalho, desgaste e uma sensação constante de que tudo poderia estar mais sob controle. Ao mesmo tempo, é justamente dessas falhas que vem o humor do filme, sempre baseado no contraste entre a seriedade de Drebin Jr. e o caos que ele provoca sem perceber.

A ameaça ganha escala

Com o avanço da investigação, surge a possibilidade de um plano maior envolvendo bombas, o que eleva o risco para toda a cidade. Drebin Jr. tenta centralizar as decisões para recuperar o controle da situação, mas enfrenta limitações claras de tempo e organização. Cada escolha precisa ser feita rápido, e nem sempre com todas as informações necessárias.

Hocken Jr., mais cauteloso, assume um papel fundamental ao redistribuir tarefas e tentar manter a equipe focada. Ainda assim, os erros acumulados continuam influenciando o presente. O que foi mal resolvido no início volta a cobrar seu preço, dificultando qualquer tentativa de estabilizar o cenário.

No meio desse cenário, Drebin Jr. insiste em seguir à frente, mesmo com sinais evidentes de desgaste. Ele pode não admitir em voz alta, ou melhor, ele não diz, mas suas decisões mostram que recuar não é uma opção, o que mantém a operação ativa, porém sempre à beira de sair completamente do controle.


Filme: Corra Que A Polícia Vem Aí
Diretor: Akiva Schaffer
Ano: 2025
Gênero: Ação/Comédia/Crime
Avaliação: 3.5/5 1 1
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