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POR EM 23/06/2010 ÀS 10:15 AM

Deus não existe!...

publicado em

Se Deus existe, Ele passou muito tempo na moita até que pudesse ser percebido por alguém. O universo, como existência física, é estimado em 14,5 bilhões de anos pelo calendário terreno, quando surgiu de um ovo pré-universal, numa explosão espetacular, cujos estilhaços formam os monumentais corpos celestes. Em um desses estilhaços, dos bem pequenos, é verdade, o Homo sapiens, a nossa espécie primordial, surgiu há cerca de  145 mil anos, ou seja: a nossa existência no universo ocupa o percentual infinitamente miúdo de 0,001% da existência do mundo.

Astronomicamente falando é um tempo tão ínfimo quanto aquele gasto no piscar de uma lagartixa no contexto de um ano. Em algum momento de nossa curtíssima trajetória, desenvolvemos alguns atributos que nos foram diferenciando da bicharada, tais como consciência, o raciocínio lógico, o desenvolvimento de ferramentas, a interferência conduzida no meio ambiente, a cultura e a intuição da existência do sobrenatural.  Só então Deus começou a dar as caras. Ou seja, a existência de Deus como ideia e conceito começa de fato com a evolução racional do ser humano, dentro de um processo da evolução natural das espécies. Daí não ser um disparate afirmar que a natureza criou o homem e o homem criou Deus. A existência de Deus, se fosse pão, ainda estava quentinho de derreter a manteiga. Nenhuma das linhagens que nos antecederam, como as bactérias, as formigas, as baratas, os crocodilos, os dinossauros, supõe-se, não chegaram a aventar, ou mesmo intuir a existência de Deus. Pela simples razão de que eram ou são seres irracionais. A existência der Deus teve início com a nossa espécie.

A existência de Deus, a rigor, é um efeito colateral da racionalidade. Ela acontece onde o nosso limitado raciocínio esgota suas forças e não consegue romper. Aí entra a ordem sobrenatural, tendo como centro o Deus absoluto, princípio, meio e fim, aquele que é ubíquo e tudo sabe, que tem visão de raio X para saber o que existe por trás das pedras, por trás de nosso discurso falho e não raro dissimulado.

Costumamos afirmar que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, o que nos parece não só uma forma arrogante de nos colocar em posição superior diante das demais criaturas e assim subjugá-las, mas também um evidente equívoco, prontamente observável.

Depois que fez o mundo, com sua alquimia explosiva, Deus esperou com paciência por mais de 14 bilhões de anos para inserir o homem em sua arena. Se fôssemos tão importantes como supomos ser, talvez Deus tivesse nos preparado mesmo antes da construção do cenário e nos conservado no formol divino e nos inserido em cena desde o primeiro ato. Já o Homo sapiens, ao contrário de Deus, é um bicho extremamente ansioso. Queremos alcançar resultados, atingir objetivos desde as primeiras ações.

Diante desta situação, de duas uma: ou Deus é semelhante a nós, mas não somos importantes para Ele, apesar da semelhança. (A semelhança, no caso, ao invés de produzir simpatia, pode ter produzido rejeição, pois, pelo dom da ubiquidade, Deus sabia desde sempre quem seríamos nós e do que seríamos capazes.) Ou então Deus não é semelhante a nós e, como espécie, somos apenas mais uma no desenrolar do longo novelo evolutivo, e que irá desaparecer até mais rapidamente do que as outras, como as baratas, as formigas e as bactérias, em razão de nossa racionalidade convertida em estupidez.

É uma noção quase unânime, independente da seita que se filie, ou da versão de Deus que se adote, que Ele é um ser permeável e receptivo aos nossos rapapés, que costumamos chamar de orações. E isso talvez nos fizesse especiais diante de Deus, pois somos a única espécie capaz de desenvolver rituais bajulatórios. Ora, há evidências de que Deus não se impressiona com nossos comovidos petitórios. Ou pelo menos a comoção de Deus não se manifesta de forma semelhante à comoção humana. Vez que somos tendentes a poupar de nossa ira as pessoas que nos beijam as mãos.

Ao longo da história, não foi uma nem duas vezes que templos abarrotados desabaram sobre os fiéis em oração. Exemplo típico foi o Dia de Todos os Santos de 1755, em Lisboa. Estando as igrejas da Capital repletas de fiéis, veio um terremoto. Quem sobreviveu ao terremoto foi engolido pelas chamas provocadas pelos escombros sobre as velas acesas. Quem ainda conseguiu sobreviver, em seguida foi engolido por um tsunami. Milhares e milhares de pessoas morreram rezando. A família real sobreviveu porque estava praticando um ato que contrariava a suposta vontade de Deus. Naquele domingo santo, dia de fervorosas adorações, estava fazendo churrasco e descansando na casa de verão, em Queluz.

Outro exemplo bem recente foi o tremor de terras do Haiti. Um dos países mais pobre do mundo, um povo extremamente sofrido e digno da piedade humana e divina e outras mais, se mais houver. Foi violentamente sacudido, não poupando nada nem ninguém. Levou de eito aficionados do vodu, do budismo, do islã, do cristianismo e quem mais estivesse por lá. Levou inclusive a Dra. Zilda Arns, a nossa santa viva e operante, que salvou milhões de crianças da mortalidade infantil, no Brasil e em outras partes. Inclusive estava lá em missão de salvação dos pequeninos, quando a igreja desabou sobre ela.

Em qualquer tempo e lugar, as pessoas que apostaram na hipótese de um Deus expresso e socorrista, a não ser que tenham se vendando pelas lonas do autoengano, acabaram desiludidas. O próprio Jesus Cristo, que se achava em condição mais do que especial diante das atenções de Deus, na hora em que ele mais esperava, desabafou:

− Oh, Pai, por que me abandonaste!?

Deus não é um ser de misericórdia e amor. Pelo menos seu amor e sua misericórdia não têm as feições que gostaríamos que tivessem. Nem tem o apego por nós que gostaríamos que tivesse. Talvez do que Deus goste mesmo sejam suas esferas rodopiantes, suas galáxias em espirais, suas estrelas incendiadas, seus buracos negros que povoam o universo numa profusão quase infinita. Enquanto nós, bicho da terra tão pequeno, como já sentenciou Camões, continuamos circunscritos a este estilhaço minúsculo, neste recanto de universo, que Terra tem por nome, com nosso destino atrelado ao destino das baratas e das moscas varejeiras. Ainda assim cheios de poesia em nosso triunfalismo enganoso.

Quanto ao título deste texto “Deus não existe!...” é no sentido brasileiro popular. Quando alguém nos surpreende de forma cabal, ou tem qualidades que superam quaisquer expectativas ou prescrições, nós dizemos simplesmente: “Fulano não existe!...” Assim me parece que seja Deus, uma entidade surpreendente, sobejante, incapaz de se ajustar ao entendimento humano, aos dogmas religiosos, à ciência ou à vã filosofia.

Definitivamente, Deus não existe!...

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Comentários (63)

  • Deus: uma mera criação humana, que atingiu um patamar de importância tamanha que hoje, contestar essa criação, é um afronta (sabemos claramente que isso reflete a interferência da religião - como em quase tudo ela se mete). Lendo o texto de Edival, recordei-me do filósofo alemão Ludwing Feuerbach, que já propunha Deus como uma criação humana (claro que antes dele e depois dele e tantos outros o fizeram).
    Deus é apenas o reflexo humano de querer ir além dos seus limites. Querer responder o que não sabe, querer dar sentido para uma vida que não precisa de um sentido (ela apenas existe). Deus, como ideia de manipulação, dentro da religião talvez tenha sido uma das mais mortíferas criações humanas. Em seu nome, matou-se mais do que nas duas guerras mundiais.
    Não gosto da ideia Deus. Ou como diria o escritor português José Saramago: o fator Deus. Um fator destruidor e que tudo justifica e tudo mata.

    9 meses atrás por Ricardo Silva
  • "Como psicanalista em formação ... nossos antepassados tomaram os extraterrestres que assomaram em nosso céus como deus e sua comitiva de anjos ... mas o Infinito não pode se reduzir ao finito (aspecto humano)."

    E depois dizem que o Tim Maia nunca influenciou ninguém.

    11 meses atrás por Mário Zeidler Filho
  • O problema não está na crença da existência ou não de Deus, pois se existimos é porque algo nos criou. O problema está na natureza do criador. O Universo é infinito, portanto, nada pode criar o Infinito, uma vez que nada pode ser maior que ele. Então só nos resta uma alternativa: O próprio Universo é o criador. Mas para isso ele deve ser um campo infinito de energia (e cada dia se prova isso cientificamente). Uma Energia regida por uma linguagem matemática, logo inteligente, mas não Consciente, pois não faz sentido a existência de um ser que não conhece sua própria dimensão, já que é infinito (pelo menos, segundo Huberto Rohden esta forma de consciência que conhecemos). Para quem quer se aprofundar neste assunto escrevi o livro O Mito do Deus Pai publicado pela Editora Biblioteca 24X7 que discute o Universo Inteligente, senhor de sua própria criação. Entretanto, este não é um livro materialista, pois mostra que somos quantidades ínfimas de energia gerada pela vibração da Inteligência Infinita até adquirimos consciência através das sucessivas reencarnações em corpos materiais até evoluirmos para Seres Superiores (Espíritos de Luz).

    Infelizmente, este é um assunto sobre o qual as pessoas se recusam a falar e até a pensar. Elas têm medo, horror mesmo do desconhecido e isso leva ao comodismo de aceitar as explicações burlescas dos religiosos inclusive de que quando se sofre é por que o deus pai gosta muito de nós e está nos pondo a prova para ver nossa o grau de nossa fé. Esta é a desculpa que os religiosos têm par justificar a miséria humana. Como psicanalista em formação posso assegurar que esta é uma atitude de transferência dos nossos pais biológicos que nos protege quando criança para um pai mais poderoso que nos protegerá quando adultos. Esta é a razão pela qual nossos antepassados tomaram os extraterrestres que assomaram em nosso céus como deus e sua comitiva de anjos que vieram trazer justiça à Terra, fazendo prosperar os bons e aniquilando os maus, imagem esta bem retratada nos textos bíblicos e que perdura até hoje, mas o Infinito não pode se reduzir ao finito (aspecto humano). Assemelho esta condição a de um personagem de nossa história (não sei se verdadeira) chamado Diogo Álvares que preso pelos índios inflamou um pouco de aguardente e apontou para o rio. Resultado: o mesmo que os nossos antepassados e ele acabou casando com a filha do cacique.






    11 meses atrás por Pedro Cabral Cavalcanti
  • Acredito que a fé é um modo de controle e manipulação,inclusive os grandes líderes das igrejas/negócios sabem bem disso,sabem inclusive da inexistência de um ser divino,mas exploram a necessidade da raça humana em buscar respostas e soluções em Deus.

    1 ano atrás por guto
  • Adorei esse texto. A religião é enganosa. Só acredito na ciência. Não gosto gente falsa e covarde. Acredito nos meus próprios méritos.

    1 ano atrás por gustavo
  • João Sabino, amém! Fica com Deus também!


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Daniel Moratori, que bom que tenha gostado!


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Primeiramente fico feliz que tenha muitos admiradores. Parabéns! :)

    O texto é rico, porém fraco. Entende?! Você morde e assopra no final.

    Bom é isso... fica com DEUS!

    2 anos atrás por João Sabino
  • Interessante o texto. Concordo plenamente.

    2 anos atrás por Daniel Moratori
  • Sérgio, o mais importante é refletir! Obrigado pela participação.

    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • A estruturação e construção da suas idéias são ótimas, e isso me orgulha muito. Só porque termino a leitura mais convicto ainda da existência de Deus. Não somos tão importantes assim. Ou você acha que Deus criou o universo para nossa contemplação?

    2 anos atrás por Sérgio
  • Tom Damatta, seu ponto de vista tem bastante consonância com as ideias que tenho defendido nesta coluna. Obrigado pela participação.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Faz muito sentido... "a natureza criou o homem e o homem criou Deus", pelo menos assim como o conhecemos, pela ótica das religiões que mais bitolam e enquadram do que libertam gente. Aliás, as religioes se encarregaram de criar também um batalhao quase infinito de seres santos e também superiores que atuam ao lado do Supremo. Por isso é que, neste sentido, sempre me declarei ateu, cético, um incrédulo assumido. Mas sempre vou com leveza quando o assunto é negar a existência de deus. Entendo que melhor seria compreendê-lo como eterno espírito criador e transformador de tudo que é natureza e energia, tanto no mundo real como "noutros mundos". Ou seja, no campo mais terreno (físico, complexo e ao mesmo tempo simples) vejo Deus como a própria natureza com seu poder criador e transformador de tudo. Neste sentido, acho que os humanos precisam compreender melhor, até para dar sentido mais humano à própria existência e cuidar do que é vital para a sobrevivência desse DEUS/NATUREZA, que somos nós e todos os seres neste e noutros mundos. Do jeito que a coisa vai, com crentes e incrédulos no mesmo balaio da incompreensão, a bagaceira está armada. E os resultados estão aí pra todos verem.

    2 anos atrás por Tom Damatta
  • Nava, obrigado pela participação e pela indicação de leitura.

    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • O texto é despretencioso e imparcial em seus argumentos, nada que tenha a presunção de tornar um ateu critão ou vice versa. A verdade é que existem mais mistérios entre o céu e a terra que a razão humana não consegue compreender.

    2 anos atrás por Alynne
  • Ademir Luiz, obrigado pela participação e as tiradas de espírito.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Vinicius Queiroz, obrigado pelo comentário. Também concordo com vc: não preciso concordar com um texto para aprender com ele.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Ronaldo Costa, obrigado pelo comentário e pela firme posição.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Manoel, os pensadores desta área normalmente seguem um dois caminhos extremos: só é verdadeiro aquilo que se consegue provar(minimalismo); ou é verdadeiro tudo o que não se consegue provar o contrário(maximalismo). Como existem poucos meios de prova na área, a parte misteriosa continua enorme, com espaços para convicções, crenças, crendices e superstições de todos os naipes. Obrigado pela participação.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Ana Lúcia Smartvan, obrigado pela participação qualificada.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Alfredo Bertunes, realmente há certas parábolas sagradas de amargar. O Deus que delas destila também não combina com meu modo de pensar. Quanto a Darwin, entendo que ele não defente nem que Deus existe nem que não existe. Sua teoria apenas busca entender como se desenrrolou a vida na Terra a partir de determinado momento no tratado: A origem das espécies (e não da vida) e a seleção natural. Obrigado pela participação.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Juan Pizzarro Escalona, Mario Benedetti, o grande escritor uruguaio, no livro A Trégua, lamenta que o homem tem o benefício do raciocínio mas ele tem feito menos bem ao homem do que o instinto aos animais. Valeu pela participação.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Wagner, obrigado pela participação, pelo comentário amigável!


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Lauro, realmente se fala muito em tolerância à diversidade. Mas boa parte das pessoas querem mesmo é que todo mundo concorde com elas. Obrigado pela participação.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Alfredo, obrigado pela participação. Este realmente é um ótimo exemplo na linha da argumentação do texto.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Lucas, obrigado pelo seu articulado comentário. Apesar de seu texto iniciar se referindo a erros, me parece que no essencial nossas opiniões não chegam a ser paradoxais.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Paulo Alves, muito agradecido pelo comentário amigo.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Agnes, Obrigado pelo comentário. Concordo com vc que o tema é bastante impermeável ao entendimento. Quanto as pazes com Deus, não tenho com Ele nenhuma marra: só não acredito é no formato do Deus as religiões.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Paulo Alves, obrigado pelo comentário generoso.

    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Manoel, obrigado pelo comentário ao texto. Quanto ao conteúdo, concordo que seja realmente pantanoso. Porém acho que seria convardia intelectual não abordá-lo só por ser pantanoso. Abç.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Daniel Machado, penso que se vc tivesse lido o texto até o fim e com alguma ponderação, talvez não o tivesse achado assim tão boçal. Talvez vc concluiria que aprendemos mais com as ideias de que discordamos do que com aquelas que batem com nosso receituário de crenças. Não me queira mal por tê-lo irado. Continue visitando as páginas da Bula. Abç.

    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Cremonese, obrigado pela participação e pelo comentário.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Adriana Oliveira, obrigado pelo sensível comentário.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • João Aquino, obrigado pela generosidade do comentário.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Ana Virgínia, obrigado pelo comentário. Penso como vc: se um texto faz pensar, já terá cumprido sua função.

    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Nikolai, obrigado pela participação e pela sugestão do tema que, é antenado.


    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Elaine Fuzaro, obrigado pelos cumprimentos!

    2 anos atrás por Edival Lourenço
  • Ótimo texto. Aos que quiserem se aprofundar, recomendo, de Daniel Dennet, "Quebrando o Encanto". Leiam trecho em http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/270607/trecho_encanto.html
    Quanto aos diversos portadores de fé inabalável que espalham seus comentários desprovidos de qualquer crítica minimamente séria e que tentam, sem sucesso, um discurso racional e coerente, só me resta invejá-los por serem tão felizes em sua cegueira e obstinação.

    2 anos atrás por Nava
  • Alah é grande, mas não é dois.

    2 anos atrás por Ademir Luiz
  • Páscoa: tempo de lembrar quem lutou, morreu e ressuscitou por nós. Obrigado Goku!!!


    2 anos atrás por Ademir Luiz
  • Deus é 10. Romário é 11.

    2 anos atrás por Ademir Luiz
  • O texto é muito bom. Mesmo. Concordar ou não é um assunto à parte, mas deve-se reconhecer a boa estrutura e a força dos argumentos usados.

    Excelente.

    2 anos atrás por Vinicius Queiroz
  • Me divirto muito com comentários do tipo "O seu texto contém erros" ou "Você não pode afirmar isto ou aquilo".

    Algumas pessoas não conseguem fazer uma leitura despretensiosa e estão sempre preparados pra encontrar alguma "brecha" no trabalho alheio. Síndrome da Cabecinha Acadêmica? Não sei...

    2 anos atrás por Alfredo Bertunes
  • "As únicas provas que existem sobre a origem da espécie, são cientificas, não religiosas." Só pra constar, não existem provas sobre a origem da espécie, somente suposições científicas e religiosas, ambas dependem da fé, mas só a religiosa assume, pois a científica afirma como sendo verdade o que é uma mera teoria, mas provas reais não existem. Do contrário não haveria cientistas Cristãos. Como eu já disse, afirmar algo nesse sentido é pressuposição da lógica, uma falácia inaceitável.

    2 anos atrás por Manoel
  • Um belo texto. Diferente do que disse o leitor abaixo, gosto dos seus textos justamente pela capacidade argumentativa, que foge do senso comum. As únicas provas que existem sobre a origem da espécie, são cientificas, não religiosas.

    2 anos atrás por Ronaldo Costa
  • Interessantes de se ler, mas não para se acreditar. Sua capacidade argumentativa está baseada no puro senso comum. Argumentação emotiva e tendenciosa. Cada um acredita no que quiser, mas você não pode dizer que Deus não existe com base em suposições Darwinianas, pois estas não passam de teorias. Isso é pressuposição da lógica. Nem Darwin afirmou isso.

    2 anos atrás por Manoel
  • Preciosidade na web.

    2 anos atrás por Ana Lúcia Smartvan
  • Excelente texto.

    Quanto às refutações, considero-as bastante impertinentes. Crer ou não crer é questão de opção. No meu caso, prefiro a consistência de Darwin à um ser que hospeda seus filhos na barriga de uma baleia.

    2 anos atrás por Alfredo Bertunes
  • Uma prova irrefutável da não-existência divina é o número de pessoas que "esquece" de usar uma parte importante à vida, o encéfalo.

    2 anos atrás por Juan Pizzarro Escalona
  • Texto fantástico.

    2 anos atrás por Wagner
  • Moço elegante o Daniel Machado, aí embaixo, começa o comentário com uma ofensa: “artigo mais boçal”...Cadê os argumentos de adulto? Outros também discordaram, mas só ele ofendeu! Não temos que concordar. Não temos que ler. Só precisamos respeitar. Sou ateu e quero ser respeitado na minha não crença. Estou cada vez mais convicto que algumas coisas não se aprende na escola. Educação é uma delas.

    2 anos atrás por Lauro
  • O texto me fez refletir sobre a tragédia do Haiti. Enquanto a igreja em que Zilda Arns estava desabou, matando-a, um grupo de voduísmo, tido como adoradores do diabo, estava em seu templo, e o templo continuou de pé.

    2 anos atrás por Alfredo
  • Não tenho certeza se Deus existe ou não, mas seu texto tem alguns erros. Primeiramente, são em poucos detalhes que a teoria evolucionista e criacionista podem se fundir. Elas se contradizem em diversos pontos, de modo que o razoável e racional é adotar uma ou outra, ou pequena adaptação entre elas. E segundo, sua construção racional a cerca da importância do homem para Deus está baseada no tempo. O tempo é uma invenção do homem. Resolvemos representá-lo através dos movimentos dos astros do sistema solar. O conceito de tempo não faz o menor sentido para Deus, ele é atemporal. E óbvio, mesmo que ele não fosse (atemporal), em todas as crenças é suposto que Deus não sofre de fraquezas humanas, como a impaciência.

    Das suas duas hipóteses e supondo que Deus existe, acredito que não somos semelhantes a ele, e que morreremos juntos com todas as outras espécies. Ele também seria um Deus não-intervencionista. Há provas a esse favor e há provas contra. O exemplo da igreja foi excelente, mas só mostra um lado da moeda. Também há provas de que ele é intervencionista e se importa com a humanidade. Mas, como diz a bíblia, "o Senhor age de formas misteriosas". Pode ser.

    2 anos atrás por Lucas
  • Texto inquietante. Primoroso. Mas, quem sabe no seu leito de morte, você faça as pazes com Deus. Eu já perdi dois amigos ateus que, desenganados, pediram aos amigos para rezarem pela cura. E antes do último suspiro rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria. Se Deus não existe, a fé existe até para explicar vidas poupadas em desastres como os que você citou e tantos outros. De qualquer forma, nem ciência, nem religão, têm elementos para explicar de forma cabal a origem do Universo e da vida. Seja de uma explosão espetacular ou desejo de Deus, a existência de todas as coisas será sempre um grande mistério.

    2 anos atrás por Agnes
  • Extraordinariamente bem escrito.

    2 anos atrás por Paulo Alves
  • Bonito texto! Quem dera fosses tão bom em lógica quanto é bom literato. Não estou defendendo nem um lado, mas sou contra toda e qualquer difamação argumentativa, porque todo esse lenga-lenga científico também trata-se de suposição. Não se pode provar e dizer com toda certeza que o mundo surgiu numa explosão a milhões de anos atras, apesar de ser difundido como certeza, é suposição, do mesmo jeito que é suposição o processo de evolução do macado para homem. Isso torna uma falácia textos críticos do lado científico, quanto do lado religioso, pois ambos trabalham com suposições.

    2 anos atrás por Manoel
  • Que artigo mais boçal, colocar a não existência de Deus partindo da ideia de ausência de tragédias, do tipo "se Deus existisse Hitler não existiria" hahahaha. Uma evolução racional não quer dizer ausência de fé. leia um pouco mais de onde surgiram as grandes universidades, os grandes cientistas, como surgiram as maiores academias de ciência do mundo. O Pai do projeto Genoma Francis Collins passou de ateu a crente já na idade adulta concluindo seu doutorado em medicina.

    2 anos atrás por Daniel Machado
  • Texto escrito com sabedoria e criticidade.

    2 anos atrás por cremonese
  • Profundamente tocante. Adoro vocês.

    2 anos atrás por Adriana Oliveira
  • Ufa,

    Edival, agora você foi às profundezas abissais da essência humana e egoísta, que quer um deus só pra si e acha que suas pequenas e tolas necessidades são mais importantes do que a vida de uma criança com cãncer, de uma idosa com esclerose múltipla ou de um joven tetraplégico.

    Texto imperdível e para ser lido todos os dias pela manhã, para que nossa covardia não ressuscite o que nunca viveu.

    2 anos atrás por João Aquino
  • Belíssimo texto. Nos faz pensar. Parabéns.

    2 anos atrás por Ana Virgínia
  • Cara, deus foi inventado pra nos controlar. Quando a fé foi pouca, fez-se a política. Sempre haverá alguém pra nos controlar e nos escravizar. É um jogo sem saída.
    Se você puder, escreva como poderia ser diferente.
    Como as pessoas poderiam viver por conta própria. Sem depender de ninguém.
    As terras todas tem donos, ninguém se alimenta por conta própria ou constrói casa fora desse jogo. Enfim...

    2 anos atrás por Nikolai
  • Texto espetacular. Parabéns!!

    2 anos atrás por Elaine Fuzaro


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