Por que é mesmo que a gente usa drogas?

Por que é mesmo que a gente usa drogas?

Foi assim com o laureado ator americano. Foi assim com uma caravana de outras estrelas do cinema, da música, do show business, enfim. É assim com a legião de viciados incógnitos, pessoas comuns com hábitos e dependências tão comuns que os têm conduzido a uma miséria para lá de comum: a ruína da dignidade, o esfacelamento dos relacionamentos, o isolamento, a associação ao crime, a autodestruição por overdose. Mudam os atores, mas o roteiro do dramalhão permanece o mesmo.

E de tanto sermos diferentes, no fim somos todos iguais

E de tanto sermos diferentes, no fim somos todos iguais

Paulo é um adolescente descobrindo a vida e o valor da amizade. Na companhia de seus amigos, deixou de ser um menino inseguro e cabisbaixo. Sai em grupo à noite com a turma e nunca mais levou um desaforo para casa. Ele conta cheio de emoção no colégio sobre o dia em que socou a cara de outro menino até derrubá-lo e pisar na cara dele contra a calçada. E está pensando se conta a seu pai que saiu com os outros meninos de carro à noite para atirar ovos nas prostitutas. O Facebook de Paulo tem 1.994 amigos, e ele acaba de confirmar presença em um protesto contra a violência.

A saudade mais honesta é a do que nunca existiu de verdade

A saudade mais honesta é a do que nunca existiu de verdade

Acontece com todo mundo. Você está lá, como toda gente se equilibrando entre sua pequena multidão de afazeres, levada pelo fluxo impiedoso de seus eventos diários, na correnteza involuntária de um dia depois do outro, e sobre sua testa chuvisca um sentimento inesperado. Sem susto, você o reconhece de pronto. Ele é um velho e íntimo sentimento familiar. É a saudade do que você nunca viveu.

Woody Allen e Heidegger: Morte aos monstros!

Woody Allen e Heidegger: Morte aos monstros!

Minha tese é que Mia Farrow é uma pessoa profundamente perturbada (bioquímica e neuropatologicamente mesmo) e machucada, que não hesita em trazer os outros para dentro de sua espiral egocentrada. Dory Previn, Barbara Sinatra, Ronan, Dylan, Soon-Yi, Woody são todos moscas presas em sua teia psicótica. Posso estar errado? Posso. Mas acho que não.

Das coisas que deixamos para trás e a vida que vem pela frente

Das coisas que deixamos para trás e a vida que vem pela frente

Na sala de sua casa agora há só as quatro paredes brancas, lisas, sem os quadros e o espelho e os poucos móveis que ali moravam. Ele olha num canto e não enxerga o velho sofá branco que seu filho amava transformar em cama para encher de farelo de salgadinho. O sofá branco e barulhento que abriu os braços a tanta gente amada. E que teve como último hóspede um velho amigo que o visitara de madrugada, eles se sentaram ali e beberam a cerveja fresca e a saudade morna de tempos vencidos.

Será que você é medíocre?

Será que você é medíocre?

Para mim, o uso do significado de medíocre que, em sua origem, significa mediano, é um tanto questionável. Na vida das pessoas, a mediocridade pode ser uma aventura, pois é o que relatam — para cada pessoa um pequeno dilema pode ser monstruoso aos olhos de quem o vive. Parece ser por isso que ninguém se aventura a compartilhar o prazer da imaginação de outro. Tenho certeza que daqui para frente, nada é novo no dito.