Não chore por mim, Valentina

Não chore por mim, Valentina

Eram 11 dias do mês de setembro de 2013. Enquanto meu amor dormia, exausta de mim e do meu mau humor, no Hotel Losermanos, eu caminhava com Valentina, uma prostituta portenha que conheci quando passeava pelo famoso Cemitério da Recoleta em Buenos Aires, considerado por todos — exceto pelos mortos, é claro — um dos mais belos e portentosos cemitérios do planeta. A moça cumpria o ritual de visitar os túmulos de Evita Perón (um dos mais modestos do pedaço, aliás, considerando a predominante opulência arquitetônico-escultural das catacumbas), do soldado desconhecido, da prostituta desconhecida e da dignidade desconhecida. É isso: a vida é uma guerra diuturna, seus cães.

A gente morre todos os dias. Mas se esquece e levanta

A gente morre todos os dias. Mas se esquece e levanta

Se tem algo que desperta muita ira em nós é o descontrole sobre a hora da nossa morte. E sobre o momento da nossa concepção e nascimento. Sentimo-nos, paradoxalmente, cada vez mais empoderados, tendo como cúmplices as sucessivas invenções das novas tecnologias. O domínio sobre o universo, objetos coisas e pessoas. A era glass, a era touch e a era do controle (a última apontando a implacável vigilância da internet sobre nossa minuciosa intimidade) convivem na atualidade, aparentemente de mãos dadas.

62 obras sobre os principais pensadores da educação para download

62 obras sobre os principais pensadores da educação para download

O Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção, em par­ce­ria com a Unes­co e a Fun­da­ção Jo­a­quim Na­bu­co, dis­po­ni­bi­li­za pa­ra downlo­ad a Co­le­ção Edu­ca­do­res, uma sé­rie com 62 li­vros so­bre per­so­na­li­da­des da edu­ca­ção. A co­le­ção traz en­sai­os bi­o­grá­fi­cos so­bre 30 pen­sa­do­res bra­si­lei­ros, 30 es­tran­gei­ros, e dois ma­ni­fes­tos: “Pi­o­nei­ros da Edu­ca­ção No­va”, de 1932, e “Edu­ca­do­res”, de 1959. A es­co­lha dos no­mes pa­ra com­por a co­le­ção foi fei­ta por re­pre­sen­tan­tes de ins­ti­tu­i­ções edu­ca­cio­nais, uni­ver­si­da­des e Unes­co.

21 frases impagáveis de Charles Bukowski

21 frases impagáveis de Charles Bukowski

Mais do que um grande escritor, um filósofo na prática, um vagabundo, um gênio, um bêbado imundo, um poeta angelical, um homem amado e um homem odiado. Entre relacionamentos intensos de pouco sentimento, entre empregos enfadonhos e recusas frequentes, entre sentimentos antigos de ódio e parricídio, entre um gole e outro. Entre um gole e outro, Charles Bukowski transformava sua vida turbulenta em arte, suas tragédias em comédias e seus fracassos em sucessos.

265 livros sobre a vida e a obra de personalidades da cultura nacional para download

265 livros sobre a vida e a obra de personalidades da cultura nacional para download

A Coleção Aplauso, projeto da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, disponibiliza 265 livros sobre a vida e a obra de grandes nomes da cultura brasileira para download ou leitura on-line. Os livros podem ser baixados no formato PDF ou lidos no próprio site. Biografias e depoimentos de artistas, cineastas, músicos, dramaturgos, além de roteiros de cinema, peças de teatro e a história de algumas emissoras de televisão como TV Tupi, TV Excelsior e Rede Manchete, estão disponíveis. Fazem parte do acervo nomes como Toquinho, Wagner Tiso e Leila Diniz.

Os 10 melhores filmes da história do cinema, segundo Woody Allen

Os 10 melhores filmes da história do cinema, segundo Woody Allen

Numa enquete promovida pelo British Film Institute sobre os melhores filmes de todos os tempos, o diretor de “Annie Hall”, “Crimes e Pecados”, “Manhattan” e Meia Noite em Paris, o cineasta americano Woody Allen — sempre averso a enquetes e listas — elegeu aqueles que seriam os maiores filmes da história do cinema e suas principais influências. A lista contempla filmes realizados entre 1937 e 1972 e traz diretores como François Truffaut, Vittorio de Sica, Federico Fellini, Luis Buñuel, Jean Renoir, Stanley Kubrick, Akira Kurosawa e Ingmar Bergman.

Não há um lar tão pobre que não tenha televisão; já o livro…

Não há um lar tão pobre que não tenha televisão; já o livro…

A televisão foi disseminada a tal ponto que não há uma casa neste país que seja tão pobre que não tenha uma televisão. Já o livro é um objeto extremamente escasso. Até em casa de classe média os livros que existem são desviados para peças de decoração. Pode haver livro, mas não há efetivamente leitura. E, quando se lê, é autoajuda ou manual de instalação. Quando muito. O hábito da leitura lamentavelmente ainda não conseguiu inserir-se no cardápio dos valores da nação brasileira.