Can Yaman e Ed Westwick, de “Gossip Girl”, ficam em lados opostos de uma aventura de piratas na Netflix. “Sandokan” transforma os romances de Emilio Salgari em oito episódios de disputa colonial, perigo e paixão, com um capitão rebelde enfrentando um caçador disposto a capturá-lo.
Sandokan (2025)
No Sudeste Asiático do século 19, um capitão pirata e sua tripulação resistem ao domínio britânico. Os colonizadores controlam territórios, comércio e recursos naturais, enquanto o povo dayak sofre as consequências dessa exploração. Para o grupo que vive à margem da ordem imperial, escapar à captura e decidir o próximo ataque fazem parte da mesma rotina.
O encontro com Marianna, filha do cônsul britânico, atravessa essa divisão. Ela pertence ao universo que o capitão enfrenta; aproximar-se dela significa entrar em um espaço de vigilância, protocolos e interesses hostis. Lord James Brooke, o caçador de piratas interpretado por Ed Westwick, acrescenta uma ameaça direta à relação, misturando perseguição e rivalidade amorosa.
A adaptação parte dos livros de Emilio Salgari e foi desenvolvida por Alessandro Sermoneta, Scott Rosenbaum e Davide Lantieri. Can Yaman assume o protagonista, Alanah Bloor interpreta Marianna e Alessandro Preziosi vive Yanez, companheiro do capitão. John Hannah, conhecido por “A Múmia”, também integra o elenco. A combinação reúne intérpretes de diferentes países em uma produção da Lux Vide com a Rai Fiction.
Há um bastidor de construção de mundo que ajuda a dimensionar a aventura. Segundo a produtora, as filmagens passaram pela ilha de Reunião e por diferentes regiões da Itália. Em Lamezia Terme, na Calábria, foi reconstruída a colônia inglesa de Labuan. Os deslocamentos e os cenários físicos fazem parte do trabalho de transportar para a televisão um imaginário de portos, navios e territórios em disputa.
Os oito episódios da temporada inicial interessam a quem procura uma história em que o romance tenha consequências para além do casal. A aproximação entre os protagonistas envolve lealdades, violência colonial e o risco de atravessar fronteiras sociais. É nesse cruzamento que a aventura encontra sua força como proposta: cada possibilidade de encontro também pode abrir uma oportunidade de captura.

