Ferreira Gullar

Os 10 maiores poemas brasileiros de todos os tempos

 Pedimos a 50 convidados — escritores, críticos, professores, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de autores brasileiros em todos os tempos. Cada participante poderia indicar entre um e dez poemas. Nenhum autor poderia ser citado mais de uma vez. 40 poemas foram indicados, mas, destes, apenas 24 tiveram mais de três citações. São eles: “A Máquina do Mundo”, “Procura da Poesia”, “Áporo” e “Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade; “O Cão Sem Plumas”, “Tecendo a Manhã” e “Uma Faca Só Lâmina”, de João Cabral de Melo Neto; “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima; “O Inferno de Wall Street”, de Sousândrade; “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga; “Cobra Norato”, de Raul Bopp; “O Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles; “Vozes d’África”, de Castro Alves; “Vou-me Embora pra Pasárgada” e “O Cacto”, de Manuel Bandeira; “Poema Sujo” e “Uma Fotografia Aérea”, de Ferreira Gullar; “Via Láctea” e “De Volta do Baile”, de Olavo Bilac; “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias; “As Cismas do Destino” e “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos; “As Pombas”, de Raimundo Correia; “Soneto da Fi­delidade”, de Vinícius de Moraes.

Eis a lista baseada no número de citações. Por motivo de direitos autorais, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados.


A Máquina do Mundo

(Carlos Drummond de Andrade)

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas.

(Trecho de A Máquina do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade).


Vou-me Embora pra Pasárgada

(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


Poema Sujo

(Ferreira Gullar)

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos

menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma?
claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica
e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu
tua gengiva igual a tua bocetinha
que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor
e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo
(não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti
bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era…
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia

(Trecho de Poema Sujo, de Ferreira Gullar).


Soneto da Fidelidade

(Vinícius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Via Láctea

(Olavo Bilac)

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”


O Cão Sem Plumas

(João Cabral de Melo Neto)

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.


Canção do Exílio

(Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


As Cismas do Destino

(Augusto dos Anjos)

Recife. Ponte Buarque de Macedo.
Eu, indo em direção à casa do Agra,
Assombrado com a minha sombra magra,
Pensava no Destino, e tinha medo!

Na austera abóbada alta o fósforo alvo
Das estrelas luzia… O calçamento
Sáxeo, de asfalto rijo, atro e vidrento,
Copiava a polidez de um crânio calvo.

Lembro-me bem. A ponte era comprida,
E a minha sombra enorme enchia a ponte,
Como uma pele de rinoceronte
Estendida por toda a minha vida!

A noite fecundava o ovo dos vícios
Animais. Do carvão da treva imensa
Caía um ar danado de doença
Sobre a cara geral dos edifícios!

Tal uma horda feroz de cães famintos,
Atravessando uma estação deserta,
Uivava dentro do eu, com a boca aberta,
A matilha espantada dos instintos!

Era como se, na alma da cidade,
Profundamente lúbrica e revolta,
Mostrando as carnes, uma besta solta
Soltasse o berro da animalidade.

E aprofundando o raciocínio obscuro,
Eu vi, então, à luz de áureos reflexos,
O trabalho genésico dos sexos,
Fazendo à noite os homens do Futuro.

(Trecho de As Cismas do Destino, de Augusto dos Anjos).


As Pombas

(Raimundo Correia)

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada.

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.


Invenção de Orfeu

(Jorge de Lima)

1.
Um barão assinalado
sem brasão, sem gume e fama
cumpre apenas o seu fado:
amar, louvar sua dama,
dia e noite navegar,
que é de aquém e de além-mar
a ilha que busca e amor que ama.

Nobre apenas de memórias,
vai lembrando de seus dias,
dias que são as histórias,
histórias que são porfias
de passados e futuros,
naufrágios e outros apuros,
descobertas e alegrias.

Alegrias descobertas
ou mesmo achadas, lá vão
a todas as naus alertas
de vaia mastreação,
mastros que apoiam caminhos
a países de outros vinhos.
Está é a ébria embarcação.

Barão ébrio, mas barão,
de manchas condecorado;
entre o mar, o céu e o chão
fala sem ser escutado
a peixes, homens e aves,
bocas e bicos, com chaves,
e ele sem chaves na mão.

2.
A ilha ninguém achou
porque todos o sabíamos.
Mesmo nos olhos havia
uma clara geografia.

Mesmo nesse fim de mar
qualquer ilha se encontrava,
mesmo sem mar e sem fim,
mesmo sem terra e sem mim.

Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias,
há sempre um copo de mar
para um homem navegar.

Nem achada e nem não vista
nem descrita nem viagem,
há aventuras de partidas
porém nunca acontecidas.

Chegados nunca chegamos
eu e a ilha movediça.
Móvel terra, céu incerto,
mundo jamais descoberto.

Indícios de canibais,
sinais de céu e sargaços,
aqui um mundo escondido
geme num búzio perdido.

Rosa-de-ventos na testa,
maré rasa, aljofre, pérolas,
domingos de pascoelas.
E esse veleiro sem velas!

Afinal: ilha de praias.
Quereis outros achamentos
além dessas ventanias
tão tristes, tão alegrias?

(Trecho de Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima).

  • BRUNO RAMALHO

    Fantástica seleção. Mencionaria poemas outros, que por seus trechos de impacto, marcam da mesma forma o leitor. Por exemplo, MOTIVO, de Cecilia. Senti falta, também, de Adélia Prado na lista. Saudações!

  • Maria Elizabeth Candio

    Não concordo plenamente: como não incluir “Navio Negreiro”,de Castro Alves? Eu teria outras observações,mas por enquanto é o que me ocorre…

    • Cida Sepulveda

      Felizmente, há mais de dez melhores

  • Luis Goncalves

    Das duas uma: ou a poesia feminina é uma arte menor no Brasil ou as poetisas ainda são cidadãs de segunda classe. Será possível que não há uma poesia de uma mulher entre os 10 melhores poemas brasileiros de todos os tempo?!?!?

    • Cida Sepulveda

      Bem colocado!

    • Jhonatta Tavares

      Sim, não há.

    • Sérgio Dias da Silva

      Mas, por acaso a Cecília Meireles é homem? Não foi citado o Romanceiro da inconfidência? Ou estou gagá?

    • Guilherme R.

      Hilda Hilst, mas infelizmente, sua poesia é mais valorizada internacionalmente .

      • Loris Mach

        Temos inúmeras poetisas no nosso país. Como estudante de Letras digo com convicção que as poetisas não tem o valor que mereciam ter. A única poetisa que estudei até hoje foi a Hilda e sem dúvidas ela é fantástica! Mas poderiamos citar outras várias.

    • Alan Felipe

      Os poemas foram selecionados devido à sua qualidade e expressão poética. Não digo que uma mulher não possa escrever de forma tão magistral como esses poetas, mas só porque uma pessoa é mulher e escreve poesia não quer dizer que ela seja necessariamente grande poeta

    • Pedro

      Poetisa? Que palavra feia! Mulheres poetas são poetas!

  • Walter

    Como toda seleção tem suas falhas, excluir autores como Alvares de Azevedo, Cecília Meireles, Clarice Lispector e poemas como “José”, “Morte do Leiteiro” e “Navio Negreiro” e ainda gêneros inteiros como o Romantismo brasileiro de terceira geração me parece, no mínimo, complicado.

  • ccafs

    Faltou Manoel, Chacal, Cora coralina, Adélia, etc e tal :))))

  • Cris

    Eu sei que em uma lista de dez poemas, teria de faltar muita coisa boa, mas na minha opinião, não poderia deixar de fora I Juca Pirama, nem que fosse só o canto de morte do Tupi…

    • Laura Lira

      Concordo plenamente! Também senti falta dessa obra genial que supera, em qualidade, algumas listadas aí.

  • Diego

    Acordei Bemol
    Tudo estava Sustenido
    Sol fazia
    Só não fazia sentido.

    Paulo Leminski

    • Doris Hegedus Grossman

      Pois é Paulo Leminski seria um dos meus escolhidos Numa lista sempre faltarão nomes e poemas.

  • http://www.facebook.com/people/Tassio-Bruno-Silva/100000554362045 Tassio Bruno Silva

    faltou algum de Cruz e Souza….

  • Doris Hegedus Grossman

    Tem sim 1 UMA Mulher a maravilhosa Cecilia Meirelles mas só uma.
    Meio pouco. Quanto a falta de diversos poemas tambem maravilhosos , acontece em toda seleção por lista de um numero determinado de pessoas.

  • Andrey Maike

    Faltou Machado de Assis na lista.

  • André Luiz Alvez

    Não tem Mário Quintana? Então, desprezo essa lista.

  • Linda V

    Pra mim faltou ”Balada do mangue” do Vinícius.

  • pedro

    Onde está a Clarice Lispector?

    • Visitante

      Cemitério Comunal Israelita!

  • Thiago De Melo

    Ótimos poemas, boas sugestões nos comentários, mas uma lista dessas sem “Tabacaria” de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) fica bastante prejudicada. A não ser que o poema sequer figure na lista por ser hors-concours.

    • Maria Rezende

      Sim, qualquer poema de Fernando Pessoa, sob qualquer pseudônimo, seria digno de figurar em uma lista dos melhores. No entanto, a lista é de melhores poemas brasileiros. Se fossem os melhores poemas em língua portuguesa, certamente estariam na lista todos os heterônimos do lisboeta Fernando Pessoa.

  • Billy Yard

    Será que seria possível listar os “melhores” poemas do Brasil desde o descobrimento divididos por décadas? São 51 décadas e mais uma em andamento. Será possível isso?

  • Vinícius Cardoso

    Uma escolha difícil, pois cada um têm seus autores preferidos. Eu, particularmente, concordo com alguns poetas e poemas que constam na lista e outros não. No lugar desses que não concordo só acrescentaria um poeta e um poema: Torquato Neto com o poema “Cogito”.

  • Gabriel Xibli

    Antes de criticarem as escolhas, comemorem: existem bem mais do que dez entre os melhores.

  • William

    Certa vez, numa fazedura de listas como essa, disse um dos listeiros:
    “Gosto de fazer essas listas, pois no minuto seguinte já mudei de ideia!”
    e não é que ele tinha razão…

  • daVi gaLon

    Uma coisa é certa: polêmicas à parte, Soneto de Fidelidade me parece ponto pacífico. Ou não?…

  • Silas Correa Leite

    E a Hilda Hist, a melhor poeta do Brasil?

  • Douglas

    Alguns citaram pedindo o Fernando Pessoa, Fernando Pessoa não é brasileiro, é português.

  • Aline Cavalcantti

    Sou apaixonada por tudo isso… tenho cópias da maioria desses poemas… amo demais… faz muito bem à alma…

  • Jandira Costa

    Gostei de ter visto na lista, o “soneto da felicidade” e já me dou por feliz rsrsrsrs

    • Rubia

      Mas o da lista é o soneto da fidelidade, não da felicidade .-.

  • acacio olliver

    Realmente a terapia mas expressiva da alma, é a leitura de um linda poema!!!

  • Negreiros Neto

    São merecidamente os melhores poemas brasileiro, mas Patativa do Assaré merecia está na relação. Sejamos justo!!!

  • Gerson Neuman

    Puxa! A beleza das palavras cuja suas letras bem cruzadas!

  • Mayane Lima

    Bom d + adoro ..

  • joseane lima da silva

    amei e de mais, atraves da imaginação e que conseguimos enxergar um mundo melhor para nos,e fugir um pouco de um mundo tao cruel.

  • Levy Vargas

    Como ignorar “INFÂNCIA” de Paulo Mendes Campos ?

  • Francisco Ducas

    Bom revistar estes clássicos !

  • Joana Morais

    Ah! Quando eu nasci um anjo de asas torta me falou: Joana vai ser gaúche nela vida.

  • Viviane

    e Mário Quintana?

  • Viviane

    e nem uma mulher? Florbela Espanca? Cecília Meireles?

    • Romeu Natale

      Viviane, depois que metade do planeta (com exagero, é claro) postou que Florbela era portuguesa, acredito que agora você tem certeza de que ela era portuguesa!

  • Lúcia

    Canção do exilio

  • Evando

    Enilde, “focem” se escreve “fossem”.

    • Alberto

      E “estaria-mos” é “estaríamos” e “lencões! é “lençóis”.
      Ah, coitada, ou coitado! Sei lá!

  • VIVI

    falta o soneto 11

  • Dehy

    Nossa…! mas isso é Demais..! pra se guardar e ler devagar…
    zinho sempre……a todo momento q sentir necessidade..
    hoje foi meu “remedio”…Obrigada,Lau !

  • Claudia Saboia

    Tambem concordo que faltou Cruz e Souza
    “Vozes, veludadas”

  • mirelle

    adorei todos uns melhores que outros mais são todos bons

  • Rafael

    Vinicius merece os 10 primeiros lugares… No minimo…

  • INOPERANTE CIDADÃO DO MUNDO

    PRIMEIRO MUDARIA O NOME PARA DEZ POEMAS PRA VOCÊ APROVEITAR.CULTURA NÃO SE ENCAIXA EM ESTRUTURAS COMPETITIVAS.PODE SER BOA PRA UM E PRA OUTRO NÃO,MUITO RELATIVO AO GOSTO, PERSONALIDADE E OUTROS AFINS QUE DIFERENCIAM OS SERES HUMANOS QUE FORAM RESPONSÁVEIS PELA CLASSIFICAÇÃO DOS POEMAS.
    EU POR EXEMPLO ADICIONARIA ALGUMAS POESIAS DE CAZUZA, RENATO RUSSO E MUITA GENTE CONCORDARIA E OUTRAS NÃO.

  • marianna

    Adorei me ajudou muito na pesquisa escolar