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O faroeste mais visto da história da Netflix nasceu de uma obra-prima de Dostoiévski Divulgação / Netflix

O faroeste mais visto da história da Netflix nasceu de uma obra-prima de Dostoiévski

Num Velho Oeste reinventado com ousadia, fúria e ritmo alucinante, “Vingança e Castigo” subverte as convenções do faroeste ao colocar figuras negras históricas no centro da ação. Com estética pulsante, diálogos afiados, personagens magnéticos e uma trilha sonora vibrante, o filme de Jeymes Samuel transforma a vingança em espetáculo e afirma, com irreverência e intenção política, um protagonismo há muito silenciado no cinema.

O melhor filme de 2025, vencedor do Festival de Veneza, chegou à Netflix — e é provável que você ainda não tenha assistido Divulgação / Crea SGR

O melhor filme de 2025, vencedor do Festival de Veneza, chegou à Netflix — e é provável que você ainda não tenha assistido

No silencioso impacto de “O Quarto ao Lado”, Pedro Almodóvar reflete sobre o limite entre a presença e a despedida, acompanhando duas mulheres que compartilham os últimos dias de uma amizade à beira do fim. Com sutileza emocional e rigor estético, o diretor constrói um drama íntimo, onde a fragilidade se transforma em gesto de afeto e o silêncio ganha o peso de uma confissão irreversível — delicada, mas capaz de marcar profundamente.

Considerado o melhor suspense de 2024, filme com Hugh Grant está sob demanda no Prime Video Divulgação / A24

Considerado o melhor suspense de 2024, filme com Hugh Grant está sob demanda no Prime Video

Scott Beck e Bryan Woods constroem em “Herege” um campo minado de ambiguidade e sedução, onde a fé deixa de ser um abrigo e passa a operar como cárcere. O filme recusa a estridência dos sustos fáceis para investir numa inquietação de outra ordem — mais filosófica que visceral, mais perversa do que espetaculosa. Em vez de recorrer ao aparato convencional do horror, “Herege” opta por tensionar o invisível: aquilo que paira entre a convicção e o delírio, entre a autoridade e a crença, entre o consentimento e a dominação.

Uma das atuações mais elogiadas de Edward Norton em filme que vale repetir 20 vezes, no Prime Video Divulgação / 20th Century Fox

Uma das atuações mais elogiadas de Edward Norton em filme que vale repetir 20 vezes, no Prime Video

“O Ilusionista”, dirigido por Neil Burger, é menos uma narrativa linear e mais uma performance elaborada, construída sobre camadas que, embora visíveis, não se deixam decifrar de imediato. Inspirado livremente no conto de Steven Millhauser, o filme acontece como um espetáculo de prestidigitação: convoca a atenção, distrai o olhar e, no instante final, revela o que esteve à vista o tempo todo, disfarçado pelo ritmo, pela atmosfera e pelo silêncio das entrelinhas.

Papel que deu Oscar para Kieran Culkin foi rejeitado por outro ator e está no Disney+ Divulgação / Topic Studios

Papel que deu Oscar para Kieran Culkin foi rejeitado por outro ator e está no Disney+

Jesse Eisenberg, em seu segundo longa-metragem como diretor, não procura o extraordinário. Ele encontra a essência do humano justamente onde tudo parece imóvel. Em “A Verdadeira Dor”, a narrativa avança como quem pisa em território minado, sondando os silêncios que se acumulam entre gerações, sem jamais romper a delicadeza. O ponto de partida é simples: dois primos embarcam para a Polônia com o intuito de visitar o vilarejo de onde veio a avó, sobrevivente do Holocausto.