João Lucas e Marcelo

MIB (Música Imbecil Brasileira): o sertanejo universitário na era da imbecilidade monossilábica

Um movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral

Há uma tendência idiomática, estudada pelos gramáticos e linguistas, e mesmo constatável empiricamente, que consiste na ação do falante de abreviar as palavras. Assim, palavras longas são reduzidas ao longo do tempo. Exemplo clássico encontra-se no pronome “vocês”. Esta forma, tal como se encontra hoje registrada nos léxicos, nem sempre se pôde considerar “correta”. Em Portugal, a nação europeia da qual o Brasil herdou seu idioma oficial, houve um tempo em que o pronome de tratamento real era “vossa mercê”. Expressão longa, a passagem dos séculos tratou de vulgarizá-lo, abreviando-o. Hoje o escrevemos apenas como “vo­cê” — considerando-o plenamente aceitável nos rígidos quadrantes da gramática normativa culta.

Talvez a necessidade de fluidez nos diálogos possa explicar, ao menos em parte, esse movimento de “encurtamento” das palavras numa língua. O interlocutor apressado deseja exprimir suas ideias e sentimentos com rapidez. Logo, usa de vocabulário que lhe proporcione a celeridade almejada. E é aí que a abreviação encontra campo fértil para desenvolver-se, porquanto parece ser de fácil compreensão que palavras curtas propiciam agilidade a uma conversa. Nos tempos presentes, na afamada “era digital”, esse mo­­vimento, outrora secular, acelerou-se. Hoje é possível notar sem dificuldades o re­crudescimento do processo de abreviação das palavras de um dado idioma.

Para citar novamente o caso do “você”, nas redes sociais e nos programas de comunicação instantânea via internet, aquele pronome, cuja forma culta na atualidade já é uma redução da original, foi novamente “mutilado”, tornando-se um singelo “vc”. Idêntico fenômeno se observa no verbo “teclar”: quando usado na denotação de “acionar por meio de teclas”, o usuário da internet tem preferido um simples “tc”.

Essas transformações linguísticas, se de um lado operam-se nos rastros das consequências sociais da globalização — aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de “modernidade líquida” —, de outro decorrem de uma tentativa de estabelecimento de um signo linguístico capaz de comportar uma sociedade acelerada e sem freio. Eis o “idioma da velocidade”.

O “idioma da velocidade”, dessa maneira, pode-se considerar como sendo o sistema de comunicação mediante o qual o interlocutor prioriza a ligeireza da interlocução: o diálogo deve ser rápido, fluido, “líquido”, mesmo que, para tal fim, seja preciso sacrificar regras comezinhas de sintaxe ou abreviar impiedosamente as palavras.

Um conceito obscuro no cancioneiro nacional

Guilherme e Santiago

A ideia de “idioma da velocidade”, que ora estou a propor, encontrou terreno fecundo na música comercial brasileira. Especifi­camente, refiro-me ao gênero que se convencionou chamar de “sertanejo universitário” — atualmente dominante em todas as rádios do País.

O conceito de “sertanejo universitário” é dos mais obscuros do cancioneiro nacional. Trata-se de uma aparente “contradictio in terminis”, afinal, “sertanejo” remete à ideia de “sertão”, área agreste, rústica, visto que distanciada dos grandes centros urbanos. Já “universitário” é adjetivo que se liga incontinenti à “universidade”, isto é, espaços de difusão dos saberes científico e filosófico e que, o mais das vezes, situam-se justamente em áreas de intensa urbanização. Por isso, já houve quem quisesse definir “sertanejo universitário” como sendo o “caipira que passou no vestibular” ou “o cidadão urbano com origens no sertão”. Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De “sertanejo” esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e “cair na balada”.

Do ponto de vista musical, o sertanejo universitário hoje é um gênero musical utilizado comumente para designar a fórmula da “música dançante feita para gente descerebrada”. É o correspondente hodierno, do século 21, ao que foi a axé music no fim do século 20, mais precisamente na década de 1990: a demonstração cabal de que o físico alemão Albert Einstein estava certo quando afirmou: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, quanto ao universo, ainda não estou completamente certo disso”.

A década perdida da música brasileira

Michel Teló

Recordando os tristes anos de 1990, a década perdida da música brasileira, o império da axé music na indústria fonográfica nacional proporcionou algumas das mais constrangedoras composições que alguém, su­postamente um ser racional, já foi capaz de escrever. Naqueles idos, expressões do quilate de “vai dançando gostoso, balançando a bundinha” tornaram-se símbolos de uma geração destruída pelo assédio constante da lógica hedonista do “prazer carnavalesco ininterrupto, curtição acéfala e exibicionismo de corpos plasticamente esculpidos na academia”. Era o princípio de uma tendência irrefreável, que só se acentuaria ao longo dos anos na música brasileira: a substituição do cérebro pelas nádegas. Era o começo da MIB: Música Imbecil Brasileira. O acrônimo de uma geração de jovens destruída pela estultice.

O grau de estupidez a que os ouvidos humanos foram submetidos nessa “idade das trevas” das rádios do País pode ser muito bem representado num dos hits do mais emblemático dos grupos surgidos no período. Refiro-me ao É o Tchan e a sua antológica “Na boquinha da garrafa”, sucesso radiofônico absoluto, cujas coreografias foram repetidas incessantemente em programas de auditório dominicais, com suas dançarinas calipígias “engatando” bem-sucedidas carreiras nas capas de revistas masculinas e no mundo das sub-celebrity. Vejamos: “No samba ela gosta do rala, rala. Me trocou pela garrafa. Não aguentou e foi ralar. Vai ralando na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa. Vai descendo na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa”.

A letra dispensa comentários e, por si só, revela a mais absoluta falta de respeito próprio, menos de quem compôs e produziu o grupo — um empresário na tarefa de lucrar na indústria do kitsch —, mais da parte de quem anotou na sua biografia momentos de supremo constrangimento “ralando na boquinha da garrafa”.

Quanto ao exibicionismo a que me refiro como caracterizador do período, este se notava na quantidade imensa de pessoas que passaram a trajar abadás multicoloridos qual uniformes denotativos de um suposto status citadino jovem, com os símbolos do “carnaval fora de época”. Havia mesmo uma hierarquia curiosa nas vestimentas: dependendo da cor do abadá, o sujeito era “playboy/patricinha” ou “pobre/povão”, pois já se sabia antecipadamente o preço elevado que se pagava para estar no bloco da “cervejada” ou dos “chicleteiros”, relegando o setor da “pipoca” para o vulgacho empobrecido. Foi também uma época de criatividade única no desenvolvimento de coreografias para as muitas “danças” que surgiam: do vampiro, da manivela, da tartaruga, do tamanduá, do morcego. Quase toda a fauna brasileira foi vilipendiada, digo, homenageada nessas composições.

Ivete Sangalo merece uma atenção especial. Originalmente vocalista da Banda Eva, seguiu o caminho para o qual todo “artista” de axé está direcionado: a carreira solo. Sangalo soube aproveitar como ninguém a catapulta. Carismática e muito bem assessorada, ela sabia que seu repertório grotesco não a sustentaria mais do que alguns verões fora de Salvador. Assim, tratou de cultivar uma imagem que a projetasse como cantora para além da axé music, que principiava a agonizar nas vendas das gravadoras. Hoje, contando com o apoio de quase toda a mass media brasileira, que a tem por “grande cantora”, é empurrada “goela abaixo” do público pela televisão, que lhe dá um espaço imenso nos principais canais abertos, sem contar os sucessivos apelos propagandísticos. Mas nem toda a máquina publicitária pode esconder a péssima qualidade do seu repertório, que não resiste a um exame qualitativo mais minucioso. “Carro velho”, sucesso comercial na sua voz, revela bem o quão criativa é a leitura de mundo da cantora: “Cheiro de pneu queimado. Carburador furado. Coração dilacerado. Quero meu negão do lado. Cabelo penteado. No meu carro envenenado. Eu vou, eu vou, então venha. Pois eu sei. Que amar a pé, amor. É lenha”.

Nos anos 2000, no entanto, a axé music entrou em colapso no mercado. Os carnavais fora de época (micaretas) foram aos poucos desaparecendo pela perda crescente de público. Os grupos “clássicos” do período deixaram de existir não por brigas de seus integrantes, mas pela simples falta de shows. O mercado usou e abusou da axé music enquanto era lucrativa. Quando deixou de sê-lo, descartou-a, substituída que foi, nas rádios comerciais, pelo forró universitário e pelo funk carioca (cuja nomenclatura correta é “batidão”). Nem mesmo o movimento da “suingueira”, capitaneado por “pérolas” do nível de “Re­bolation”, associado a um amplo apelo midiático que tem por diretriz espicaçar os “sucessos do carnaval”, conseguiu ressuscitar o declínio inexorável daquele gênero musical moribundo.

O jovem hedonista do século 21 no Brasil

Munhoz e Mariano

Entretanto, o mercado, no capitalismo, nunca pode parar na sua incessante busca pela rentabilidade. Ele precisa encontrar novos meios de entretenimento que gerem lucros vultosos. A fórmula mais fácil disso é, indiscutivelmente, estimular a imbecilidade da juventude. Sem escrúpulos.

Os meios de comunicação de massa cumprem, então, o seu papel: associam a ideia de “ser jovem” com a de “ser um imbecil”, aqui entendido como um irresponsável, que não se importa com nada que não seja o próprio prazer, imediato, rápido, fluido, como deve ser a linguagem nos tempos da globalização digital.

O sertanejo universitário surge nesse contexto. Ele vem ocupar o espaço dos ritmos que se prestam a proporcionar “diversão sem compromisso”, expressão que não quer outra coisa senão mascarar a baixíssima qualidade da música produzida, além de servir como sentença de absolvição da mediocridade humana de quem ouve esse estilo. Entender o estereótipo do sertanejo universitário, dessa ma­nei­ra, afigura-se como sendo da mais alta relevância para a compreensão da ideia corrente do que é ser um jovem hedonista no século 21. É o desafio a que me proponho a partir de agora.

O perfil estereotípico do sertanejo universitário

Naturalmente, numa empresa dessa envergadura, precisarei recorrer às letras de algumas das composições mais re­presentativas do estilo. Cuida-se de analisar como pensam os grandes artistas do gênero para, ao final, ro­bustecer um juízo estético-sociológico sobre este conceito indecifrável do “sertanejo universitário”.

Nesse sentido, creio que uma das suas primeiras características é o desapego aos estudos. O sertanejo universitário é um hedonista por excelência. Seu adágio popular dileto, alçado à condição de mote da própria vida, é o clichê: “Pra que estudar se o futuro é a morte?”.

Desse modo, pode ser concebido como um jovem, de péssima formação intelectual e que, a despeito de cursar uma faculdade, não está nem um pouco preocupado com os estudos. Para ele, só existe a balada (o prazer imediato). É o que notamos na composição “Bolo doido”, da dupla “Guilherme e Santiago”: “Ai ai ai sexta-feira chegou! quem não guenta bebe leite e quem guenta vem comigo. Na sexta-feira o bar virou uma micareta. Mulherada foi solteira e os meus amigos loucos pra beber. Da faculdade eu fui pra festa tomar todas com a galera. E fiz amor até amanhecer. Toquei direto, fui à praia com as gatinhas na gandaia. Minha galera bota é pra ferver. Segunda de madrugada, travado, cheguei em casa. Sete horas acordei com uma ressaca, tinha prova pra fazer”.

Mas o sertanejo universitário, para levar uma vida de “baladeiro”, necessita de dinheiro, pois o vil metal tem o condão de, simultaneamente, torná-lo cliente especial da sociedade de consumo e despertar o interesse das garotas mais lindas da balada — verdadeiras empreendedoras no varejo dos relacionamentos humanos. Ele é, assim, um sujeito endinheirado. É o que se observa na composição “Ca­maro amarelo”, da dupla Mu­nhoz e Mariano: “Quando eu passava por você. Na minha CG você nem me olhava. Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber. Mas nem me olhava. Aí veio a herança do meu ‘véio’. E resolveu os meus problemas, minha situação. E do dia pra noite fiquei rico. ‘To’ na grife, ‘to’ bonito, ‘to’ andando igual patrão. Agora eu fiquei doce igual caramelo. ‘To’ tirando onda de Camaro amarelo. E agora você diz: vem cá que eu te quero. Quando eu passo no Camaro amarelo”.

Já sabemos, portanto, que o sertanejo, do tipo universitário, é jovem, de posses, sai da faculdade com seu Camaro amarelo direto para a balada e “bota a galera pra ferver”. Há quem lhe custeie os estudos. E, ainda que ao final de quatro ou cinco anos saia da faculdade no nível de um analfabeto funcional, seus genitores são suficientemente influentes para arranjar-lhe uma boa posição na iniciativa privada ou mesmo no serviço público.

O sertanejo universitário é sujeito destemido, porém sensível. Tem o dom da poesia in­crustado nas suas veias. Na balada, este santuário da “pegação da mulherada”, sente a verve aflorar com facilidade, produzindo versos riquíssimos, como os que se notam na composição “Ai se eu te Pego”, do cantor Michel Teló: “Sábado na balada. A galera começou a dançar. E passou a menina mais linda. Tomei coragem e comecei a falar. Nossa, nossa. Assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”.

De fato, é preciso ser muito perspicaz para rimar “dançar” com “falar”. Sobretudo, me impressiona a profundidade dos versos: quando passa a menina mais linda, ele toma coragem e fala. É um movimento controlado, premeditado. O eu lírico “toma coragem” e “parte para a caça” na balada. Inspirado pela beleza da garota, ele se aproxima e a corteja de uma maneira que qualquer mulher, de Carla Perez a Susan Sontag, sentir-se-ia enamorada: “Ai se eu te pego”, “ai se eu te pego”, ele repete à exaustão o verso aos ouvidos da “garota mais gostosa”.

Contudo, talvez a característica mais significativa desta personagem — o sertanejo universitário — seja mesmo a preferência pelo “idioma da velocidade”. Sertanejo que é sertanejo universitário evita a prolixidade; é sucinto, direto, objetivo. Sua linguagem despreza floreios verbais, construções frasais longas, vocábulos de difícil entendimento. Dado o portento de seu talento poético, ele acentua a desnecessidade do vocabulário complexo, adepto que é da lógica do “dizer muito com muito pouco” ou do “falar fácil é que é difícil”. Conhecedor profundo da fonologia da gramática da língua portuguesa, ele lança mão do rico alfabeto fonético do idioma românico-galego e, conjugando-o com seu ideal filosófico de concisão e com as técnicas redacionais modernas que enaltecem o “texto enxuto”, passa a compor valorizando a mínima emissão de voz na entonação dos seus versos, economizando em palavras o que pode expressar, em seu entender, perfeitamente com vocábulos monossílabos. É daí que nasce a tendência manifesta das composições do estilo em priorizar a vocalização de uma única sílaba. Exemplificativamente, temos: “Eu quero tchu, eu quero tcha”, de João Lucas e Marcelo: “Eu quero tchu, eu quero tchã. Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tchã. Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

“Eu quero tchu, eu quero tcha” é, sem dúvida, um dos mais formidáveis exemplos de como se pode economizar palavras, de como se pode fundir o dígrafo consonantal “ch” com o “t” e uma vogal (“a” ou “u”) e criar um hit nacional. O significado poético-filosófico do “tchu” e do “tcha” na composição também merece registro: o eu lírico cria um jogo de contrastes, antitético como as leis da dialética, onde o “tchu” só existe para o “tcha”, de modo que não pode haver “tcha” sem “tchu” nem “tchu” sem “tcha”. Daí o porquê de invocar-se as expressões alternadamente, silabando-as na velocidade da luz: “Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

Na mesma linha vem a composição “Tchá tchá tchá”, cantada por Thaeme e Thiago: “Ai que vontade, ai que vontade que me dá. De te colocar no colo e fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca e fazer o tchá tchá tchã”.

Outro exemplo notável do uso de monossílabos é observável em “Lê lê lê”, de João Neto e Fre­derico. Vejamos: “Sou simples. Mas eu te garanto. Eu sei fazer o Lê lê lê. Lê lê lê. Lê lê lê. Se eu te pegar você vai ver. Lê lê lê. Lê lê lê”.

Mais uma vez temos o eu lírico usando de monossílabos, economizando em palavras, porque riqueza vocabular tornou-se algo desprezível. Sendo possível conotar com um mero “lê”, por que falar mais? O “lê, lê, lê”, no entanto, guarda uma mensagem subliminar perigosa: se tomado isoladamente na segunda pessoa do imperativo afirmativo, pode vir a constituir-se em ordem para leitura. Nada mais distante do que pretende o compositor e a “filosofia de vida” que a­nima o sertanejo que frequenta a universidade. Logo, é preciso apreender o “lê lê lê” de maneira contextualizada, ou seja, como registro onomatopaico que emula o sentimento de auto compensação libidinosa do eu lírico diante da vergonha que é, numa sociedade de consumo, ter uma condição financeira oprobriosa.

A era da imbecilidade monossilábica

Thaeme e Thiago

A partir das breves linhas expostas acima, penso que o leitor já se encontra habilitado a conceituar este personagem enigmático do cancioneiro nacional: o sertanejo universitário. Trata-se de um modelo hedônico de uma sociedade capitalista hedonista, marcadamente voltado ao consumo, onde ser um “idiota”, um “imbecil completo”, não só não é motivo de desonra — própria e familiar — como se consubstancia num status socialmente tolerado (diria mesmo instigado). É o estereótipo desejável da sociedade globalizada por relações líquidas sob o elo do idioma da velocidade: no falar, no vestir, no relacionar-se, tudo que se refere ao gênero humano passa numa piscadela. Na música, não é diferente. Predomina o sertanejo universitário como o modelo supremo da juventude irresponsável, mediocrizada, de baixíssimo nível cultural. As composições são cunhadas no esteio da pobreza vocabular de quem as escreve, mas também de quem as canta — em ambos os casos denunciando a mais absoluta falta de leitura. É um autêntico movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral.

Por essas razões é que me sinto autorizado a declarar que, depois da hecatombe cerebral que a axé mu­sic proporcionou na década de 1990, contribuindo decisivamente na deseducação do povo brasileiro com seus versos de “balançando a bundinha” e “boquinha da garrafa”, o sertanejo universitário, gestado pela indústria fonográfica em crise, desponta como o meio mais fácil de lucrar em cima do desejo hedonístico, cotidianamente instigado pelos meios de comunicação, que impele o jovem a aproveitar a vida a qualquer preço, de qualquer maneira, custe o que custar — incluindo o próprio senso do ridículo daqueles aos quais falta massa encefálica para perceber o quão patético é idolatrar “artistas” incapazes de compor com vocábulos polissílabos. É quando aos olhos de uma garota, na balada, torna-se “bonito” ser um completo idiota. Com o sertanejo universitário, a MIB entrou definitivamente na “era da imbecilidade monossilábica”.

  • Vanessa Monteiro de Andrade

    Parabéns pelo texto. Você escreveu exatamente o que muitos
    de nós que somos músicos estamos sentindo. Essa foi a década da decadência
    musical no Brasil. Considerar “Ai se eu te pego…” e outras
    barbaridades como música é simplesmente absurdo.

  • http://twitter.com/gabfrutuoso Gabrielly Frutuoso.

    Umas das melhores reflexões que já vi no site. Assunto que poderia ser colocado em pauta nos meios de comunicação, no entanto o negócio é muito rentável para todos eles, e, portanto, não convém. Quanto mais ignorante é o público, quanto mais manipulável, mais atraente à “feirinha” da música brasileira. Sugiro que se comente também sobre o atentado que estes novos compositores e intérpretes cometem sobre os gêneros musicais originais. A música sertaneja de raíz é belíssima, tem um sentido, uma temática que remete à vida no campo, à simplicidade, as agruras sertanejas… é, portanto, um pecado intitular essa apologia a sexualidade e ao consumismo de “sertanejo universitário”. Da mesma forma ocorre com o samba, que desenvolvia em letras criativas a alegria dos boêmios de outrora, e hoje se confunde com o pagode chulo que ouvimos nas rádios. O que diria Noel Rosa se fosse vivo?

    • Adriano DeSouza

      De fato, tanto o “sertanejo” é uma ofensa ao sertanejo, como o “universitário” é uma ofensa ao universitário.

    • Paulo

      Bravo, Gabrielly!

    • Uhoston S

      Bravo!!!

  • Aureliano Martins

    Sensacional este seu artigo!
    Simplesmente incrível!

  • http://www.facebook.com/Carlosgomes01 Carlos Eduardo Gomes

    Apenas um toque, uma dica:
    Em uma publicação como esta, que trata da língua portuguesa, parece-me grosseiro que apresente erros de português tão visíveis. Notei diversos erros.

    Se não sei usar a língua portuguesa, não posso me dar o direito de julgar a forma como outras pessoas a usam. Soa tão deselegante, pedante.

    Enfim, fica a dica pro autor. ;)

    • Anna

      Desculpe a minha imbecilidade, mas eu não notei erros tão gritantes no texto. Poderia ajudar os pobres mortais que não sabem escrever citando alguns dos diversos erros. Obrigada.

      • Dinho Gomes

        Tem sempre um aparecido, fazer o que? Concordo com você não foi bem o autor que foi deselegante concorda? Vai meu voto. E uma pergunta:Estes sertanejos universitários não vão formar não?

    • http://www.facebook.com/jose.nascimento.9803150 José Nascimento

      Fã de sertanejo universitário?

      • Edgar Rocha

        Concordo com o Carlos Eduardo Gomes. Há controvérsias: de acordo com as novas normas da língua portuguesa, “lê lê” não precisaria ter acentuação (e se precisar, quem se importa? Lé lé também fica bom). Considere isto e poderá ter umas duas dezenas de erros gramaticais no texto. O mesmo vale pra tcha. A dúvida urge: é tcha ou tchá? Deve-se respeitar a criação artística e tratá-la com com o rigor que o academicismo universitário atual exige, ou seja, um membro da Academia Brasileira de Letras pra cama e dá um trato. Depois ele decide. A propósito, o povo gostaru do Teló lá fora? Será o problema é só aqui?

        • Domingues

          E poderia explicar a nós, reles ignorantes, qual o significado de tão impressionantes expressões como “lê lê” ou “le le” e “tchá”, nas quais vossa sapiência apontou os reprováveis e indignantes erros de grafia do autor?

    • Angelo

      Resposta típica do “Sertanejo Universitário” heim Carlos Eduardo Gomes, hehehehe. Estudar pra que?

      • Dinho Gomes

        Por falar em Sertanejo Universitário, eles não vão formar não?

    • Edgar Rocha

      té agora são 28 universitários apoiando o libelo acima e ninguém disposto a apontar os erros de português mencionados. Parece que os antagonistas têm mais argumentos (ou sabem escrever um pouco melhor). O importante é defender a categoria.

    • Luca Maribondo

      Há erros gritantes sim. E começa no primeiro parágrafo, como a “explicação” a respeito da redução de vossa mercê pra você. O problema principal foi deixado de lado: você é tratamento de terceira pessoa, mas no Brasil a usamos como se fosse segunda pessoa (a pessoa com quem se fala), o que cria muita confusão.

      • mauro

        os supostos ”erros” se cometidos por uma boa causa/reflexão, são mais toleráveis q atos pedantes e pseudo intelectuais como os seus, que alias deve aprovar atos como nomear o Ronaldinho gaucho como membro da academia brasileira de letras.
        Apontar e apontar e o que fazem os ”entendedores” brasileiros

    • maira

      Só esta apontando ”erros” no texto pois é um pseudo intelectual, que se sabe tanto contribua com a sociedade, ao invés de falar de erros mas não apontá-los, nada mais deselegante e pedante que pagar de intelectual, não é toa que os brasileiros são os mais odiados da internet.

  • Natalino1949

    Excelente reflexão.

  • Sergio Magarao

    Acredito que a tendência seja piorar ainda mais, devido ao esgotamento natural de qualquer modismo. Até mesmo os idiotas, cansam de coisas idiotas! Mas os “sábios” “produtores” e “incentivadores” dessas “coisas”, precisam continuar vivendo (e bem!) e sabem melhor do que ninguém que podem sempre tirar proveito da imbecilidade da maioria.

  • Luiz Eduardo

    Texto Brilhante!!!

  • http://twitter.com/profeborto Profe Borto

    Uffa… Finalmente alguem ousou falar, comentar, textualizar, contextualizar, dizer, urrar contra a mediocridade musical e da inteligência mediana para chegar nas pessoas através da música.
    Assim posso sentir que a escola da mediocridade esteja diminuindo.
    Cumprimentos Grande Rafael, fez jus ao seu nome divinizado e advogou em nome da musica.

    Completamente sensato.

    Afetos e admiração do sul!

    José Carlos Bortoloti
    Passo Fundo – RS -
    http://www.epensarnaodoi.blogspot.com.br

  • Flávia Fenelon

    Um dos melhores textos que já li no site! Incrível reflexão, usou as palavras certas para descrever o que tempos era a MPB, que lutava Contra a ditadura e hoje, engole com um sorriso no rosto e dancinhas ridículas as consideradas “músicas” de prestígio.
    Uma sugestão, faça um texto também sobre os novos ídolos do futebol brasileiro, acredito que também ficará muito bom.

  • http://twitter.com/FMaracaipes Felipe Maracaipes

    Ual…ótima análise! Um texto desse se torna uma “ameaça” aos meios de comunicação capitalistas e manipuladores. Parabéns ao escritor ou escritora.

  • http://twitter.com/Agmendes Agmendes

    Quanto fel, Rafael, a indústria cultural vive de modismos mesmo. Relaxe aí. Também não gosto de sertanejo e nem de axé, mas há outras coisas. Taí um textinho bom pra rolar nas redes sociais como se fosse um grande achado, mas não passa de um amontoado de clichês e de palpites equivocados.

  • Roberto

    Muito bom!! Oque dizer então do funk, valeu pela aula de português, também não gosto desse gênero, nunca gostei! Parabéns mais uma vez!!

  • Alexandre Hernández

    Na minha primeira passagem pelo site, li o que diversas vezes já havia falado. Creio que faltou comentar: “- eu que ser pra você a lua iluminando o sol” da cantora assinturada, que assistimos show no “mute”.
    Os universitários deveriam receber uma bolsa de studos no exterior, com passagem só de ida!

  • http://www.facebook.com/jesael.duarte Jesael Duarte da Silva

    O texto poupou outra faceta deste “pornonejo”: tem o estilo fui-no-dentista-anestesiar-a-boca-para-cantar, já não precisam mais emitir as sílabas. Gemem algo que não dá para entender. Tem uma música assim, acaba com Dodge Ram. E as mina pira com o baldinho de cachaça. Existe uma classe social etílica entre as quatro paredes dos infernos animados por estas melodias. A Rede Globo é sócia majoritária, pois mantém o mercado animado nas intermináveis propagandas de disco, kit, DVD e Bluray.

  • Cida pacheco

    Tudo o que penso, mas nunca tive oportunidade de dizer. Parabéns!!Perfeito!!!

  • http://www.facebook.com/nishidafabricio Fabricio Nishida

    Reflexão perfeita.

  • Cacio

    Parabéns,texto perfeito!

  • anni bargen

    Parabéns ao escritor pela excelente análise crítica do “sertanejo universitário”. Ainda bem que estive na universidade nos anos “80″. Naquela época os estudantes brasileiros curtiam ainda Chico Buarque, Caetano, Djavan, entre outros. Só discordo um pouco com relação ao que fala sobre o AXÈ, que tem como sua maior representante e denominada “rainda”, a cantora e compositora Daniela Mercury. Sem dúvida é uma grande artista e tem composições de alto nível. Bem como outros cantores deste gênero. Não concordo em denominar o grupo ” È o tchan” como sendo do estilo “axé”. Também esqueceu de comentar a mediocridade das letras do “funk carioca” que faz apologia ao crime e a banalização do sexo. Que pena que grande parte dos jovens brasileiros estejam regredindo tanto intelectualmente a ponto de idolatrar tanta imbecilidade. Sem falar nos “DJS” , que nem sequer cantam, compôem ou tocam algum instrumento. Apenas operam uma máquina.

  • Zé Lukinhas

    o problema principal é o dinheiro. Eu trabalho com
    eventos e eu vejo a movimentação financeira da coisa. Isso tudo começou nos
    anos 90, quando a União Soviética caiu por terra e o capitalismo se inflou
    abraçando todas as áreas com seu neoliberalismo; e um dos cenários abraçados
    foi a música; antes destes tempos, o músico precisava ser muito bom para chegar
    num estudio e gravar um album com qualidade. Não existia muitas ferramentas de
    edição como existe hoje. O músico tinha de ser bom mesmo, pois se não gastava
    muitas “fitas” de gravação. E a indústria capitalista queria só ganhar dinheiro.
    Ela não se preocupava se estava fazendo algum bem cultural ou não, ela queria o
    lucro, foi a lógica dela. Os talentos antes nasciam, hoje eles são fabricados. A
    indústria perdeu a paciência de lidar com as intenções dos músicos talentosos,
    que nem sempre eram lucrativas, e decidiu por ela mesma criar seus artistas.
    Aqui nasceu a mediocridade musical. Pois os donos das gravadoras com poder alto
    de investimento aprenderam como editar as músicas; resultou-se assim as músicas
    medíocres que todos hoje conhecemos nesta base: os artistas não tem muito
    talento, mas são bem produzidos; a música é medíocre, mas é bem acabada, bem
    editada e acaba laçando que não teve o privilégio de entender o que é uma
    música genuína. O povo não é burro, o povo é vítima.

    • Judson Avelino

      muito interessante sua colocação.

    • Rutholph

      Difícil discordar dos argumentos acima. Impossível dizer que o povo seja burro também, diante dos argumentos usados. Mas até que ponto o povo seria vítima? Se há venda. é pelo fato de que alguém consome, e acredito que seja difícil ser obrigado a consumir qualquer coisa.

      • Nicole Corrêa Guimarães

        Concordo que o consumidor é também autor da própria alienação. Mas não desconsideremos influências externas. São gerações desestimuladas a pensar, questionar, e não é só a cultura que tem papel nisso, é a TV, a escola de “ruim a meia boca”, a manipulação da informação e controle da imprensa. Somados a esses fatores a uma produção cultural anti-tédio, rápida, fácil, viciante, cujo acesso independa da procura, que está nas rádios mais populares, nos domingos de TV aberta, nas trilhas de novela, que retrata a “patetia” de suas vidas, “gastar dinheiro”, “encher a cara”, “cantar as mina” tem-se a formula perfeita pra manutenção dessa alienação em loopings infinitos de feedbacks positivos, quanto mais imbecis, mais consomem, quanto mais consomem, mais imbecis.

  • http://www.facebook.com/people/Paulo-Roberto-Frantz-Hippler/100000330180014 Paulo Roberto Frantz Hippler

    Eu não sei se para o leitor que achou os erros de português aqui presentes faltou um toque mínimo de reflexão e interpretação de texto, para saber que o que foi “falado” aqui não se trata exclusivamente de gramática pura e simples mas acima disso a completa ignorância dos autores de letras de músicas como essas, e da maior ignorância ainda por parte dos consumidores desse produto (que se fosse uma fruta estaria podre e com vermes dentro)

  • Cris

    Adorei esta análise. Perfeita!

  • Luis Fernando Brod

    Cara, virei teu fã! Show de análise.

  • karine

    quero casar com esse texto

  • Juliana de Faria

    A questão, desde o meu ponto de vista é ainda mais complexa. Durante o período militar, quando surgiram os grandes da música brasileira, a música era uma válvula de escape para poder lutar através da cultura contra a ditadura. Hoje a música é vista apenas como prazer momentâneo. No Brasil, além do funk carioca, também podemos citar os grupinhos vulgares de rock da atualidade.
    Isso acontece não apenas no Brasil, é só observar os grandes lançamentos mundiais (Lady Gaga, Rihana, One Direction e afins). É preciso mudar os valores culturais massificados para um padrão não apenas de cultura local, valorizando estilos próprios (como o próprio sertanejo, antes da destruição do gênero pelos pseudos-músicos atuais).

  • rostik

    HAHAHAHAHHAH rí muito.

  • carla

    Excelente texto! Totalmente oportuno.

  • Murilo Serafim

    Gostaria de parabenizar e agradecer o autor do texto, pelo empenho de reunir num só texto tantas verdades sobre a música brasileira, especialmente das últimas décadas. De fato é lamentável, não tenho outra palavra para descrever, o que aconteceu com a nossa música. Contudo, não consigo entender como isso se articula, se a indústria cultural apenas atende um público imbecilizado e por isso produz esse lixo, ou, se ela própria é culpada, pois produz a demanda por conteúdo de tão baixa qualidade, sendo nesse caso verdadeira, a frase “o meio é a mensagem”.

  • Flávio Barros

    Alguém precisava falar isso já há um bom tempo.

  • Emanoel Messias

    Parabéns! Sem dúvida alguma, um dos melhores textos que já li na internet. E, ainda, tratando-se de um tema que adoro: música! Contei: de quatro dezenas de comentários, somente um – provável breganejo – foi contra… está de bom tamanho, não é mesmo?

    • Waldirene Macedo

      Adorei tudo, o debate é saudável!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Luca Maribondo

    Rafael Teodoro. Esse idioma da velocidade já existe desde o início do século 19, quando os jornalistas descobriram que o telégrafo, inventado em 1830 por Samuel Morse, era uma ferramenta espetacular para enviar noticias. A linguagem ganhou mais adeptos já no século 20, com a disseminação do teletipo e do telex. Você precisa estudar mais história, meu caro.

    • nairo

      nossa como voce tenta defender ainda que indiretamente o que foi criticado no texto, nada mais pedante e pseudo-intelctual

  • Marcos

    Muito bom texto!!!!

  • Paiano

    Rafael, parece que vc tocou na ferida dos breganejos, principalmente aqueles que ganham muito com esses movimentos. Temos também o sambrega e o arroxa (novo nome do velho samba canção).

  • Thais

    Genial…

  • Paulo

    A música boquinha da garrafa não é do É o Tchan, e sim da Companhia do Pagode.

  • Edu

    Ótimo texto, mas vamos ter cuidado em rotular as coisas. Não se pode confundir o Axe com grupos de pagode baiano – como É o Tchan, Companhia do Pagode, Terra Samba. Esses grupos de pagode produziram as piores letras de todos os tempos. O Axé Music é outra coisa. Sim, é uma música dançante, pra divertimento e que no final ficaram juntas numa mesma industria, mas são coisas diferentes. O Axé tem algumas de suas letras verdadeiras lições de cidadania, ética, história, letras maravilhosas, além de ser herdeiro das tradições carnavalescas da década de 60-70, das quais inventou a guitarra elétrica (Dodo e Osmar). Virou lugar comum críticos musicais do sudeste se referirem ao Axé, baseando-se no que passava nos programas de tardes dominicais. Infelizmente esses não estiveram em Salvador nas décadas de 70-80-90 pra saber o quer realmente era o Axé. Teria muitas outras coisas a dizer, mas procurem saber…

  • Demidio

    A música era ensinada nas escolas brasileiras antes do golpe militar de 64. O ensino de música nas escolas foi abolido. a partir dali instituiu-se o analfabetismo musical nacional. Não é isso mesmo que “eles” queriam? Aí, pois, está.

  • Delley Landal

    Excelente artigo!!! Já publiquei no meu site, Facebook e divulgarei à exaustão esse ótimo texto!!!

  • Davi Albuquerque

    Concordo com muitos comentários de que esta é uma reflexão muito bem elaborada sobre a crise atual da música brasileira. Sobre a ‘língua da velocidade’, deve-se pensar que o autor do artigo não pretendeu historicizá-la nem denegri-la, mas sim lamentar seu uso na música, o que reflete a falta de taleto de compositores e músicos. Sobre os ‘erros gritantes’, este termo não é uma categoria científica, ou seja, bem definida. Sou professor universitário e deve afirmar que há alguns erros pontuais, mas que de nenhuma maneira comprometem a integridade do texto e da argumentação das ideias. Mas no Brasil atual, com a falta de argumentos, os debatedores atacam a pessoa do autor ou se fantasiam de uma falsa superioridade, seja intelectual, moral etc. Agradeço o autor por sua contribuição, com votos de que ele continue com este trabalho.

  • Adriano DeSouza

    Uma vez que uma pesquisa do MEC revelou que 38% dos universitários são REALMENTE analfabetos funcionais, essa análise ganha ainda mais credibilidade. Temo ainda mais pelo futuro, pois como lembrou o autor, esses “universiotários” vão ter posições importantes na iniciativa privada, na pública e na política. Não duvido que ascenção das seitas de esquina esteja umbilicalmente ligadas a esse fenômeno de idiotização do brasileiro. De repente o futuro fica cada vez mais parecido com aquele filme de comédio tosco, “Idiocracia”…

  • Ivone Souza Brito

    Assistindo na TV brigas na Justiça por direitos autorais, me pego refletindo sobre isso.
    Vendem e vendem muito porque existem seguidores. E vamos à ascenção
    cada vez maior de letras insípidas e músicas sucesso que lotam shows:
    Faculdade da Pinga, Mulher de Porre é Mole, Me bate me xinga, Puxa
    Agarra e chupa, Sou foda, na cama eu te esculacho, As mina pira ha ha,
    (e pensar que elas adoram isso). Ah! são tantas, e prá finalizar; Sou
    universitário eu não sou otário, vivo na zueira.

  • Roberto Nogueira (BH)

    Soma-se a isso a explosão de faculdades particulares nos últimos 15 anos que, para angariar alunos e se sustentarem, adotaram o estilo “pagou passou”. Tal fenômeno trouxe a figura do “Seu Creisson”. E os “Seu Creisson” gostavam de Xitãozinho, Zezé, Leandro e Leonardo, Daniel, etc. Mas seu “Creisson” não era sertanejo, era homem da cidade, urbano mesmo. E homem da cidade, universitário, quer ir para a “balada”, até então lugar de gente da classe média, “mauricinhos” e “patricinhas”, Como ir para a balada ouvindo Xitãozinho e outros falsos sertanejos? Surgiram então novas levas de “falsos sertanejos” para atender a esta demanda. Cantando nas baladas. Aí “Seu Creisson” entrou na farra. Farra esta que só vai acabar quando a legislação brasileira redefinir o que é, de fato, uma universidade, e o que é de fato um mercado digno de trabalho. Para mim não é “Sertanejo Universitário” e sim: “sertanejo universotário”.

  • Mariana

    Só um detalhe… Em Portugal, de onde se origina o termo “vossa mercê”, os portugueses ainda hoje usam a terceira pessoa para fazer referência ao próprio interlocutor. É muito comum ouvir João falar para a própria Ana: “Mas a Ana trouxe caneta, certo?”, principalmente se não houver intimidade entre as pessoas. Portanto, se isso é confuso, a culpa não é dos brasileiros, mas dos próprios portugueses. Pobre colônia tão distante del-Rei…

  • wendew

    Achei que iria ler somente mais um texto que mostra o quanto o sertanejo universitário é ridículo, mas acabo me deparando com um texto tão rico e que faz pensar. E rir. Se tiverem a oportunidade de ler o livro “O Poder do Hábito” de Charles Duhigg, em um de seus capítulos, mostra como a música “Hey Ya” do Outkast conseguiu, de um grande fracasso, se tornar um grande sucesso, ganhando prêmios e reconhecimento. Tudo através de marketing e adaptação aos hábitos do público. Nenhuma referência sequer à qualidade da música.

  • José Seraphim

    Perfeito.

  • martinsvalle

    Os Titãs já falavam deste movimento intelectual brasileiro nos anos 1980! http://letras.mus.br/titas/48955/

  • Paulo de Tarso Lugon Arantes

    Um pouco exagerado. Eu acho que o axé baiano tem coisas boas, relatos históricos da glória africana, projetos sociais de percussão e muita raiz que foi esquecida durante séculos. Mas o axé televisivo e monissilábico, sim, é alvo de críticas merecidas.

  • Paulo de Tarso Lugon Arantes

    Acho que música boa e ruim houve em todas as épocas. Na ditadura houve tanto Caetano quanto Roberto Carlos e Vanderléia.

  • Vanessa Costa

    Preconceito sim é a coisa mais “imbecil ” que existe

    O autor desse texto até tentou fazer uma reflexão, mas ele perdeu a credibilidade ao colocar apenas seu ponto de vista e desrespeitar e desvalorizar os artistas e o público dos estilos musicais citados.

    As pessoas costumam acreditar que só o que elas gostam é certo e presta.

    Eu sou uma jornalista formada, não saí da faculdade com um camaro amarelo, não tenho pai rico ou influente e sou uma amante de sertanejo.

    O fato de eu ouvir e dançar o “tchu tcha tcha” ou o “lere lê lê”, não me define como parte de uma “juventude irresponsável, mediocrizada e de baixíssimo nível cultural”.

    Resumindo…as pessoas que gostam de discutir sobre religião, política e gosto musical deveriam primeiro aprender a respeitar a opinião do próximo.

    • Horácio

      Quem gosta de ouvir e defende “As mina pira”, “ai se eu te pego”, “vou te pegar vc vai ver” é que não tem o mínimo respeito por si próprio…

  • J.E. de Ancerg

    Eu acho que tem espaço para todo mundo,no entanto em parte está certo,mesmo chamando todo mundo de imbecis. O que penso é que a juventude de hoje,tem pressa demais,e só querem se divertir “Jesus Cristo! mesmo que a musica não tenha conteúdo!” É como ir ao cinema hoje em dia que fico louco,quando chego ao cinema e vejo que “dublaram os filmes!” e não tem alternativa da linguagem original,e o que alegam é se colocar na linguagem original ninguém vai.E não fica ai,são paginas da internet de noticias que um copia o material do outro,o G1 toda hora faz isso e não só eles coitados “Todos” fazem,basta olhar os textos de noticias internacionais e ai vai novamente a maldita pressa.Eu pinto quadros,retratos e coloco um passo a passo para verem como faço e Demora muito cada tela,meses.E dentre belos comentários no Facebook eu vejo apenas muitas vezes “carinhas” desenhadas de felicidade para mostrar que gostam sem ou se entenderem com as palavras ou “Cristo” terem se perdido delas ou seja Pressa! E o sertanejo, não me agrada,mas se tiver algo que se salve gosto,(com letra) pois para mim musica tem que sentir.Quanto ao visual, é no meu entender uma diversão ver certas caricaturas e Deus os ajude…não cantam,gritam desafinam…mas tem quem goste,fazer o que? Mas, creio que cansa,até chegar alguém que escreva bem as letras e cante com maestria ou seja é um ciclo em que a falta de qualidade de alguns guia ao talento de outros que não era notado e ai também vira moda ou novidade.Não se preocupe,a juventude aprende,seja na pressa ou na preguiça,na determinação ou na impaciência acabam percebendo o que é bom._Ancerg

  • th1460

    Excelente artigo!

  • Jeronimo Gomide

    om, seria contraproducente João Neto e Frederico dizer “minhas características pessoais são rudimentares, mas asseguro a você que sou provido de bom desempenho das preliminares e das práticas sexuais propriamente ditas”. Ora, será que eles fariam sucesso, mesmo no meio pseudointelectual babaca apregoado pelo artigo? A simplicidade monossilábica se presta à adequação musical estabelecida. Óbvio.

    Numa “balada” ninguém vai fazer uma roda para discutir as agruras intelectuais do Brasil, só um retardado pedante o faria. Numa “balada”, por mais que o indivíduo seja um Einstein, ele vai é olhar para a mulherada dançando, bebendo, dando mole para ele ou não. A música é só um pretexto!

    Demorei muito tempo para perceber isso, mas o fiz pouco depois de terminar a adolescência. Isso me trouxe uma grande experiência de vida (de ordem social, financeira, mental, intelectual, sexual) onde aqueles que se prendem nesta pseudointelectualidade imbecil jamais terão. Com o perdão pelo pleonasmo, pois pseudointelectualismo é uma imbecilidade.

    Por que ninguém critica a falta de correção gramatical e ortográfica de Tonico e Tinoco (“Viajemo muitos dia, pra chegar em Ouro Fino” ou “Fizemo a ultima viage, foi lá pro sertão de Goiás”)? Hein? Hein?

    Vou mais longe: Por que ninguém critica as mesmas vicissitudes em letras de sambistas? Porque sertanejo padece do mesmo mal do axé, que é não ser proveniente dos grandes centros.

    Notei uma foto de Guilherme & Santiago no decorrer do texto. Em uma música interpretada por eles – muito conhecida, diga-se de passagem – os mesmos tecem uma forte crítica às mulheres interesseiras, que só querem gastar dinheiro do animal que se prestou a sustentar a periguete.

    Quando Chico Buarque (um dos poucos “emepebistas” que nutro respeito) declarou ser apreciador de Zezé di Camargo, alguns caíram matando no Chico, mas poucos reconheceram o talento musical do Zezé (que está longe de ser meu cantor sertanejo preferido), pelo fato de ser um multinstrumentista autodidata.

    Como apreciador de música (e gosto sim da sertaneja, qual o problema, palhaço?), estou de saco cheio dessa crítica que rotula absolutamente tudo, colocando inúmeros artistas dentro do mesmo saco e endeusando os que estão fora dele, sem levar em conta o conteúdo material das músicas. O principal da música é entreter e não fazer pensar, a não ser que você seja músico ou letrista.

    O que vejo como problema é a execução em massa e massacrante das músicas destas duplas. A maioria delas, como o sertanejo no início dos anos 90, não lograrão êxito em manter o sucesso de suas carreiras.

    Isto aconteceu com o rock, com a MPB, com o pop, com o axé… Nos anos 80 as bandas de rock faziam enorme sucesso, mas quais se mantiveram nesta trilha?

    Se estamos na era da imbecilidade monossilábica, não resta dúvida de que vige a “Era da idiotice polivernacular”, se é para fazer uma crítica com palavras cheias de invencionices e falta de conteúdo nas críticas.

  • Jeronimo Gomide

    Lembrei de outra coisa: “Na boquinha da garrafa” é da Companhia do Pagode, e não do Gerasamba (que virou “É o Tchan”).

  • nadia

    teu esforço não contribui positivamente em nada

  • Regina

    Gente esses lixos (barulho) teêm prazo de validade!
    Muito semelhante ao contexto dos respectivos ouvintes!

  • Gabriel

    perfeita materia!

  • Sarah Bruno

    O problema é que esse sertanejo universitário nunca se forma para poder acabar logo.

    • Alan

      Né?? hahahahaha bem observado!

  • Raphael

    Seu comentário é um paradoxo com o que acabou de pregar.

  • Isabela

    Gosto não se julga, mas a música sim, tem parâmetros, poesia, concordo em cada letra escrita acima…sem contar que submeter o povo ignorante a mais ignorância é um problema que deve ser resolvido o mais rápido possível!

  • tabrahao

    Não só nas letras, mas na sonoridade, são todos iguais! O mesmo barulho ensurdecedor e repetitivo. Esses caras não sabem tocar nada com mais de 2 ou 3 acordes, sempre o mesmo ritmo, sempre a mesma sanfona.
    Melhor análise que eu já li. Parabéns! Pena que quem precisa ler isso não vai ler e se ler, não vai entender haha

  • Anderson

    Sou capaz de concordar com o texto, acrescentando certos fatores que poderiam expandir o campo de visão para o problema apresentado. O sertanejo universitário, por mais que o nome venha abarcar um território pautado no difundimento do conhecimento, carrega o estereótipo da falta de necessidade da aprendizagem e do conhecimento, este que deveria ser um dos objetivos do universitário. Enfim, ao salientar tal ponto me arrisco a dizer que o sertanejo universitário não é um gênero criado para ser “bom”, embora tal palavra possa ser martelada, propagada como subjetiva, é importante perder o “medo” de relativizar tudo. Quando a música deixa de buscar a qualidade lírica ou musical com a finalidade de invadir as casas do público alvo, que de universitário tem muito pouco, passa a se tornar, ao atingir seus objetivos comerciais, um tipo de jingle, no caso, de um estilo de vida pautado no prazer. Porém o prazer não deve ser considerado ruim, afinal não há balada que vá durar muito tempo servindo aos clientes versões de “Construção”, grandiosíssima composição de Chico Buarque, portanto, é importante acrescentar que tal composição se faz apenas para entretenimento, não se objetivando em qualquer tipo de qualidade que possa existir. Ao meu ver, não há problema algum na existência de tais movimentos presentes nas esferas artísticas, o problema se figura no consumo de somente este tipo de arte, pois é nesse exato momento em que a frase “tudo é feito para você não pensar em nada” acaba ganhando status de realidade. Assim acaba-se adentrando num território político e social, dessa forma é interessante que as pessoas tenham seus objetivos de vida voltados ao consumo e futilidades, ignorando o conhecimento e sua total falta de vida, somente existência.

  • Claudionor (Nonô)

    Realmente acho que o estilo ,nunca vai se comparar a Chicos, Gil,Ari Barrosos,mas como tudo é uma questão de mercado,a sociedade emburreceu ,mudaram -se comportamentos ,a diferença de hoje é que a letra é explicita e de baixo escalão ,o cara antes floreava para fazer seus versos e encantar a amada ,hoje não ,pelo menos neste estilo,o cara fala direto o que quer.
    Uma coisa é fato ,criticar é uma das coisas mais fáceis de fazer,coisa que o autor da matéria fez com “todas” as palavras e ‘vontades” possíveis somente para jogar lá em baixo uma coisa que é pessoal que se chama “Gosto musical”.
    Sou musico trabalho também com esse “sertanejo universitário ” e também conheço os outros sertanejos românticos e caipira,pois também os faço.
    A opção de ouvir é somente sua,hoje temos a internet que podemos filtrar da maneira que quisermos,pois não dependemos da FM ,para escutar musicas,então não perca tempo somente criticando ,temos muitas duplas dentro deste estilo atual que fazem bem o seu trabalho ,a exemplo Victor e Léo ,Zé Henrique e Gabriel …
    Realmente eu torço diariamente para melhorarmos essa qualidade, como ja existiu a era do radio das grandes orquestras,jovem guarda,o rock 80 ,axés ,pagodes, no brasil penso que isso é uma tendencia, e logo vai passar e aparecer novas musicas que vão ser especificas para atender o tipo de publico que as consomem,infelizmente é o mercado atual e muito músicos alias bons músicos acabam aderindo a esses estilos para não ficar sem trabalhar.

    • Vitório D’Antona

      Não perca você seu tempo lendo essa crítica. Tem bilhões de outras páginas para você ver.

    • Zé Gute

      Gostei cara! faço das suas as minhas palavras. Sou radialista apresentador sertanejo há quase 3 décadas e infelismente sou obrigado em meio a Bruno e Marrone, Milionario e Zé Rico, Zezé de Camargo, Sergio Reis, Renato, Almir Sater, etc, enfiar estas porcarias na programação!

  • Janaina Felisberto

    Sertanejo para mim é um gênero musical que remete à vida no campo. E não existe outro “sertanejo da cidade”. Sim, de fato, pessoas com determinado nível cultural não conseguem ouvir o tão afamado “sertanejo universitário”. eu por exemplo não me imagino com os fones de ouvido escutando “ai se eu te pego”, seria como uma regressão musical para mim. Talvez aleguem que gostem do “ritmo” mas é válido lembrar que não é só ritmo que classifica uma música ou determinado gênero como “bom”. A letra faz toda diferença. Letra de música tem que falar ao coração, sendo assim, uma música que peça pra mexer a bunda e tomar cerveja nada tem a acrescentar, pelo menos para mim. E o pior na história toda é se sentir um alienígena , pois quando se chega a faculdade percebe-se que realmente grande parcela dos estudantes estão apenas interessados nas baladinhas sertanejas e estudar fica pra segundo, terceiro, quem sabe quarto plano…Me pergunto se talvez a errada da história seja eu que tanto julgo as pessoas levando em consideração o gosto musical delas.

  • Misterious man

    Esqueceu do pagode; do rock pop nacional; e dos canais globais que ESHQUENTAM nosso brasil….

    mesmo assim, quem dança, sabe que musica precisa ter ritmo, e nao conteudo!

    até!

  • Júnio Dias

    Fico feliz ao constatar que mais alguém pense
    assim, pois a impressão que os nosso tempos passa é a de que ser idiota é mais
    do que um simples acidente advindo da globalização da banalidade, dando a
    entende que esse estado de coisas é pré-requisito para qualquer um que almeje
    ser socialmente inserido.

  • Bruna Ribeiro

    Agora a culpa recai sobre as mulheres e não de uma sociedade completamente machista e sexista onde mulher é vista como simbolo sexual e dona de casa e os homens como garanhões que devem prover e sustentar a casa. Devemos agradecer que a mulher hoje tem opção de ser o que ela quiser. E não é por que ela gosta de sexo tanto quanto o homem e queira ter relações sexuais com quem quiser que deve ser vista como “vadia”, “fácil” e interesseira, não que não existam, mas e os homens também não são? Quando abusam do poder pra abusar e estuprar, ou quando usam de seu poder aquisitivo pra trocar bens materiais por sexo. Esse tipo de música não existiria se a sociedade não fosse tão preguiçosa, essa é a palavra, preguiça de ler, de estudar e de pensar. Por que o autor mesmo disse “prazer imediato”

  • mula

    procure um texto intitulado ” a arrogância aos olhos dos medíocres” Cuidado para não confundir democratizar com popularizar. Se foi dificil de entender talvez seja hora de ler um pouco mais

  • Rogério Silva

    Eu li a matéria. Achei muito interessante a crítica do autor quanto à qualidade do sertanejo universitário. Mas enfim. O gosto do povo é o reflexo da sua educação e cultura, sendo assim, pra quem não gosta, haja paciência. Eu por exemplo, gosto um pouco de todo tipo de música, desde que me agrade. Quanto ao meu gosto ser igual ao da maioria é mera coincidência, pois tenho personalidade para gostar de uma música isoladamente. E meu gosto é o mais discriminado. Gosto de música eletrônica. Vocal trance, dance music etc. E vejo valor agregado em tudo que não consigo fazer, ou seja, eu respeito o dom dos outros mesmo que não preste, se me pagar uma boa quantia em dinheiro, não conseguiria fazer as obras dos artistas, sequer sei tocar qualquer instrumento. Enfim, não me sinto frustrado por ver o valor, ou a falta do valor de uma letra bem elaborada no sentido de compreender ou mesmo fazer uma análise crítica da poesia e o quão culto foi o autor da letra. As pessoas mais cultas, como parecem ser os leitores desse artigo, precisam entender, dar uma volta no mundo, conversar com as pessoas simples, e ver que infelizmente ou não, é dessa forma que as pessoas pensam, agem e entendem, isso pelo menos em sua grande maioria. O que não significa que no meio da “simplicidade” não surjam pessoas de “bom gosto” para músicas com letras que usem palavras polissilábicas e gramáticas corretas. Como trabalho no meio de pessoas de todo tipo e educação, para cada público tem o seu devido tratamento. Experimente chegar em meio à pessoas simples, que fazem o trabalho mais pesado falando o português perfeitinho e perguntando à elas informações ou ao menos tentando conversar, maioria fica intimidada, com medo de errar o português, de falar errado, de pagar “mico. Eu não gosto totalmente de sertanejo universitário, algumas eu gosto e acho até boas para dançar. E se eu fosse solteiro e estivesse em uma balada e tocasse uma música com letra fútil, mas que estivesse todo mundo curtindo e se divertindo, quem ali vai querer saber se ocupo um cargo de confiança na empresa ou que meu salário é maior que a média, a gente precisa extravasar. Penso eu que todos precisamos dar um tempo de vez em quando na nossa preocupação em ser certo o tempo todo e agirmos pura e simplesmente de forma aparentemente idiota. Como disse, adoro música eletrônica… e me pego pensando se aos 38 anos está na hora de gostar de outra coisa para parecer um cara normal de 38 anos. Hora, mais do que parecer normal, me preocupo em ter minha personalidade, se eu gostar eu gosto, se não gostar não gosto e ponto final. Julgar alguém por gosto musical é a mesma coisa que julgar o intelecto de alguém por aparência, achar que todos que fazem academia ou cultuam o corpo são fúteis, ou que os que estudam demais são caretas. Estereotipar é a maior cilada do comportamento humano. Algumas vezes você acerta. Mas quantas vezes se erra julgando alguém e só depois percebe-se o quanto estava errado.

    • Juninho Brasil

      Perfeito o seu Texto, Parabéns amigo, você seria um grande artista.

  • Diego Rubens

    Meu gosto é pelo rock. Rock Internacional (Heavy Metal, Hard Rock, Rock and Roll).
    Porém, mesmo não gostando de ouvir o tal sertanejo universitário, forró, axé e etc., o texto me pareceu extremamente arrogante. O autor fez um estereótipo do ouvinte de sertanejo universitário. Acontece que essa generalização não procede. Na verdade o termo universitário foi acoplado ao sertanejo da mesma maneira que no forró. Na época – anos 90 – o forró era um ritmo que sofria preconceito. Ouviam forró apenas os nordestinos, em casas de show na periferia (específica para nordestinos). Nenhum jovem paulista ou fluminense ouvia forró (aquilo era música de baiano que veio trabalhar na Capital). O termo universitário foi criado para atrair a massa jovem. Deram uma mudada no ritmo, surgiram bandas formadas por pessoas jovens e bem aparentadas, as letras ficaram mais atuais, e pronto!
    A mesma coisa aconteceu com o sertanejo que antes era considerada música de caipira. Simples assim! E não se julga uma pessoa chamando-a de imbecil apenas pelo seu gosto musical.

    • Joéslei Missias

      E será que não dá no mesmo? Quer dizer então, que “Ai se eu te pego” se tornou uma música melhor só pelo fato de deixar de ser tocada só pra nordestinos (com a banda Cangaia de Jegue) pra tomar o Brasil (com sulistas, paulistanos e cariocas/fluminenses) pela voz do “bem afeiçoado” Michel Teló? Será que “De Land Rover é fácil, é mole, é lindo” é mesmo uma letra que represente os valores da nossa boa música? Pois se for, tenho novidades; Há centenas de rappers americanos cantando este tipo de música cunhada sobre ostentação e apelo sexual. Eles devem ser os novos “Louis Armstrong” da música americana e de repente não foram percebidos…

      • Diego Rubens

        Essa tal ostentação já existe há alguns anos nos EUA, amigo. O 50 Cent já cantava isso há anos. A ostentação surgiu com a black music americana, isso não é novidade. Só agora que chegou no Brasil com o tal funk ostentação. E quero deixar bem claro que acho de extrema pobreza intelectual essas letras de sertanejo universitário. Estou apenas me referindo ao texto, que na minha humilde opinião, foi arrogante. Abraços, parceiro!

      • Sann Cloud Siegrified

        Boa critica Joéslei Missias

    • Veramar

      Concordo com o seu posicionamento, o texto, apesar de bem redigido, apresenta-se contaminado por uma opinião pessoal, para não dizer, preconceituoso.

    • Davi Barosa

      Diego Rubens você tem potencial cara!
      Por que não segue carreira na Sociedade Protetora dos Animais?

    • Daiana Nonato

      Concordo contigo, minha família é do campo e sou universitária em Curitiba, vou as baladas e aqui não toca somente sertanejo universitário, eu e meus amigos não curtimos mas é o que anima pela batida, as letras são um lixo! E antes de explodir o sertanejo universitário a gente ouvia e ainda ouve os velhos modão de sempre! Concordo plenamente com a sua opinião Diego Rubens! Aqui em Curitiba quem ouve sertanejo universitário é porque gosta de modão e não é mais chamado de caipira!

    • larissa

      Otima colocacao!

    • http://www.meadiciona.com/charles_anjos Charles Albert

      Oloco, não acontece? Todo mundo que eu conheço que ouve esse lixo aí pertence a esse exato estereótipo

    • Adriano Salvio

      Eu acho que o estereótipo se encaixa. Trabalhei anos na noite e vejo claramente a falta de personalidade das pessoas que ouvem esses estilos onde o termo Universitário foi empregado. Fazendo uma analogia é o mesmo povo que usa camiseta dos Ramones sem conhecer a banda ou do Jack Daniels sem saber que é uma bebida, que anda com boné John John (porquê outra marca seria coisa de mano), que fica loira, faz chapinha e anda de micro-saia pois todas andam assim e ela tem medo de não pertencer a manada…
      É clara a diferença entre o público que frequenta um Vila Country e um Coração Sertanejo por exemplo.

  • Mariana

    Pra mim essa foi a melhor crítica do ano a despeito da situação da música brasileira nos dias atuais.Parabéns ao autor.

  • Chico Pinheiro

    Preconceito é uma coisa (e eu desaprovo), mau gosto assumido é outra totalmente diferente. E mau gosto se discute, sim. Esse lance de que opinião cada um tem a sua é o mais perfeito esconderijo desses deficientes cerebrais que andam por aí vomitando asneiras e contribuindo para com o emburrecimento de uma nação inteira de gente desinformada. E tudo isso com o apoio de uma mídia irresponsável que se reinventa no lixo cultural que se reinventa na mídia irresponsável, etc, etc, etc. Me espanta o fato de gente informada se posicionar a favor de tamanha imbecilidade. É preciso rotular, sim, falar que é ruim, sim, dar nome aos bois, sim! Sempre! mesmo que sejamos uma minoria tratada como reacionários, caretas e o escambau. Tudo se discute, quando se tem propriedade. “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”, já dizia aquele cara lá…

  • Davi Barosa

    Parabéns pelo texto cara! Excelente construção e admirável arrogância.
    Adorei.

  • Junior Goes

    Sertanejo Universitário não tem historia, não tem graça, diferente do rock que ainda hoje fica na lembrança de quem viveu aquela época, só quem viveu aquilo sabe como é, sertanejo universitário, mas uma modinha que vai acabar, isso não é música, Sertanejo Universitário NUNCA SERÃO.

  • Allan

    Chato… até eu, que não gosto da “MIB”, achei um saco este texto. Generalizações, arrogância, pedantismo, moralismo e erudição fraca, pra quem se propôs a achincalhar o popular.

    • ananias

      Não gostou, mas conseguiu encontrar no texto: Generalizações, arrogância, pedantismo, moralismo e erudição fraca, pra quem se propôs a achincalhar o popular, o que quer dizer que leu até o fim…
      se não estava gostando, não havia nem a necessidade de terminar de ler… hipócrita querendo aparecer…

      • Darlei Kayser

        como criticar algo sem ler até o final? ao que me parece é tu o hipócrita que tá querendo aparecer…

        • Ana

          Aplausos Darlei. Tirou daqui

    • rafaelt

      ok, mas o texto está repleto de argumentação arranjadas coerentemente que sustentam o pensamento do autor, você pode discordar das premissas dele ou de sua lógica… porém só criticando assim vagamente, você não apresenta nada além de pirraça.

    • Giordana

      Concordo!

  • Ramses

    Acrescentando sobre o “idioma da velocidade”, observamos no histórico da humanidade que essa prática ocorreu nas classes ignorantes de cada sociedade em suas respectivas épocas, não para acelerar a discertação de ideias dos pensadores e intelectuais.

    Mais o paralelo feito pelo autor com o “MIB” é bem relevante, e acho que a patética idolatria aos “artistas” é mais deprimente que as letras.

  • guto

    traduz as letras de grandes clássicos do blues, das musicas iniciais de elvis, Chuck berry e outros, e voce vai ver letras com temáticas muito parecidas…..

    • http://www.meadiciona.com/charles_anjos Charles Albert

      mas sem a mesma execução talentosa, nem a mesma dedicação ao capricho e musicalidade

    • Lerik

      Pode até ser, mas eu faço um desafio: buscar a variedade temática no rock n’ roll ou no blues (uma amostragem dos temas das canções, tentando angariar as mais variadas histórias)… e comparar com a variedade temática do “sertapop” ou como queira chamar, a partir dos anos 80.

      E depois disso, uma comparação com as carreiras a longo prazo, de blueseiros e roqueiros (duração da carreira, número de discos lançados, realizações e desenvolvimento como instrumentista/cantor/compositor) com os músicos do “sertacoisa”.

      E também desafio a nomear músicos de peso que acompanharam grandes nomes do blues e rock, e depois tentar nomear grandes músicos do sertanejo (e não só os nomes das duplas principais ou dançarinas).

      O negócio é mais embaixo.

  • Franceis

    O Sertanejo Universitário não é o único exemplo de gênero musical que, pervertido e corrompido, afasta-se de suas raízes, perde sua essência e torna-se oco. O rock corrompido, torna-se algo como o movimento emo e as bandas RESTART, sem atitude, revolta ou autenticidade. O Samba corrompido origina o pagode, com os Katinguelês e salgadinhos. O sertanejo raiz, por sua vez, têm belíssimas letras e composições, mas isso que chamaram de Sertanejo Universitário nada tem a ver com esse gênero.

  • Ana

    Não acredito muito nisso. Os compositores (?) são bem inteligentes para saber o que faz sucesso…e estão ganhando muito bem se fazendo de idiotas…

    • celiosilva

      nao sao os compositores que sao espertos e sim os investidores que investem de 5 milhoes em diante pra colocarem na midia (tv e radio) e empurram guela a baixo dos facilmentes influenciados e que só estavam esperando essas tais composiçoes (que de composiçao nao tem nada, pois sao uma repetiçao) para terem atitudes vulgares sem serem vulgarizadas…. antigamente se tinha um cuidado imenso para nao plagiar uma musica… agora a moda do sertanejo universitario é copiar…

  • Ana

    ahhaha. Sabia que alguém ia dizer isso.

    Só lamento saber de uma informação dessas

  • Alberto Farias

    O texto é ótimo e concordo com o que foi escrito. Entretanto, há muito venho refletindo e cheguei à conclusão de que isso só existe porque há público pra isso. Não queimem seus neurónios dando mídia pra essa porcaria. Simplesmente ignorem pois, da mesma forma que os odiamos com todas as forças, eles nos odeiam por gostar de coisas mais “sutis”.

  • Igor Nascimento

    Eu ia comentar isso, mas tava descendo nos comentários pra ver se alguém já tinha escrito.
    Pelo menos o clip dessa “música” me faz chorar de dar risada.

  • Josue

    Desculpe discordar do autor, mas boquinha da garrafa nao é do tcham e sim da companhia do pagode. quanto ao restante do texto nota 10.

  • Ailton

    Minha nossa!!! Josué o fato da música: BOQUINHA DA GARRAFA ser da Cia do pagode e não do TCHAN… vai mudar o mundo!!!!

  • Ha gosto p tudo.mas é uma pena saber que a cultura nesse país esta deixando mto a desejar.a pobreza cultural fica estampada nas letras dessas musicas.Se é q podemos chamar esse conteudo de musica!

  • Doc

    É térrível, e os músicos de apoio que tocam com essa gente sofrem. É uma legião de mesquinhos em prol da imbecilidade cultural brasileira. Como pode piorar a cada ano ?

  • Danilo Duarte

    Então, é essa a justificativa: as pessoas sofrem de problemas mentais. Hm, tese muito interessante. Parabéns, Teodoro, belo texto. Ser arrogante e pedante nunca é demais.

  • Jefferson

    Vocês não prestam!!! Idiotas, imbecis, rídículos, mal amados…

  • Vanderlan Teles

    chega a dar fadiga de tanta porcaria, é preciso desligar tudo e fugir para as montanhas.

  • Valmir Felix

    Uma coisa que eu tenho
    notado! Percebam vocês também! Eu vou me aprofundar-me um pouquinho mais, antes
    de falar do primeiro tema acima “Percebam vocês também”

    Pois bem…..-Eu por exemplo, tenho 33 anos, em
    minha casa em minha vida, dentro de casa e fora de casa, em minha fabrica ou em
    minha loja, dentro do meu carro ou fora, enfim……em todos os lugares que eu
    posso evitar, que essa podre manifestação musical entre, eu sempre evitarei.

    Nunca deixei entrar em minha vida essa merda,
    tenho poucos amigos! Mesmo porque, as seleções de minhas amizades e
    relacionamentos começam pelo o bom gosto musical de cada! Se estiverem dentro dos meus parâmetros, serão
    meus amigos! Se não estiverem, não faço questão nenhuma de ter, e ser companhia
    de tal ao meu arredor.

    Sempre quis ser um psicólogo,
    estudei dos 4 quatros anos que precisava ser, 2 anos apenas, Mas logo troquei
    por outra faculdade, a Musica. Fui parar na Espanha, estudar musica flamenca,
    vivi pra musica 11 anos de minha vida! Vi e ouvi muitos músicos anônimos
    maravilhosos, e posso compará-los aos grandes músicos do nosso país, mas, vi
    também como eu, perderem espaço e trabalho, em casas de shows e bares, porque
    não tinha em seu repertório a merda deste fenômeno atual.

    Hoje de vez em quando, tem gente que às vezes ate me perguntam! Por que
    eu vendi todos os meus instrumentos e parei com a musica.

    Eu nunca pensei 2 vezes
    em desistir da musica quando o lixo sonoro invadiu tudo e todo mundo, passei
    uma baita necessidade e muitas vezes fome dentro do meu carro por ter estudado
    muito, e por ter bom gosto, rodando por 13 ou mais estado do nosso país, levava
    um repertório de musicas que se eu citar a lista aqui, daria no mínimo, 1.000
    mil paginas, somente das mais belas musicas já criadas neste país.

    “Agora voltando no tema
    acima” Uma coisa que eu tenho notado!
    Percebam vocês também! Já perceberam que todo mundo, façam esse teste! Se
    você perguntar! Todo mundo sem exceção de ninguém, meninos, meninas, moças,
    rapazes, senhoras, senhores velhos e velhas enfim…….. Todo cidadão comum do
    dia dia! Quando você pergunta ou afirma sobre essa merda de musica nos bares,
    nos fast food da vida, em lojas de roupas em Shopping em mercado em postos de gasolinas
    nas casas, nos seus vizinhos…. Em todo lugar, em todos os cantos, em tudo em
    qualquer coisa sem exceção de nada, essa merda esta sendo executada.

    Ai todo mundo diz não gostar! Ninguém gosta dessa merda! Tudo mundo que
    eu pergunto ninguém gosta! Como não gosta? Como? Agora ninguém gosta! Ninguém
    assume essa merda, Ninguém! Esse povo, que gosta dessa merda! Não tem nem a
    coragem de assumir que gosta dessa merda, dessa bosta toda!

    Por quê? Por quê? Porque tem vergonha de assumir que fazem parte dessa
    geração vagabunda de musica que esta sendo executada por todos os tipos de
    comércios deste País.

    Onde eu entro pra comprar seja lá o que for,
    tem sempre um capeta de um Rádio com varias caixinhas de sons, espalhadas,
    espalhado como merda no ventilador essa bosta de musica, “e” de graça!

    Como se todos os cidadãos e
    cidadãs fossem obrigado a ouvir e conviver com aquilo, quando seria mais
    simples, desligarem o Rádio, ou, colocar qualquer coisa instrumental….

    Mas, a pergunta que não
    quer calar! Quando fazemos pesquisas sobre a bosta e a merda, só encontramos
    pessoas cultas e inteligentes e de bom gosto….. Chega ser, ate engraçado… Cadê
    os consumidores desta desgraça toda? Porque se tem tanta gente que não gosta,
    como explicar essas merdas de shows lotados?

    Porque se tem tanta gente que não gosta,
    porque essa audiência gratuita de ponta a ponta deste paizinho do caralho.

    Uma coisa que eu tenho
    notado! Percebam vocês também! O que mais se encontra, são pessoas que dizem
    não gostarem dessa merda toda, mas, o que eu mais vejo e ouço são essas merdas
    todas!

    Dentro dos seus carros, dentro de suas casas, em
    rodoviária, em metrôs em Aeroportos, está todo mundo sentado e consumindo, nesses
    lugares onde está sendo executada essa bosta toda no ar.

    “Analise disso tudo! é uma bosta! E, hipocrisia supera geral”.

    Existe uma pesquisa muito seria, realizada por um antropólogo um
    sociólogo um psicólogo e um psiquiatra de uma excelente Faculdade
    respeitadíssima no Brasil.

    Tive acesso a essa pesquisa por ser amigo
    deste grupo! Que eu não vou poder citar os nomes deles aqui, porque estaria vinculando-os
    ao meu depoimento particular acima.

    Mas vou mostra para eles
    essa matéria e se eles não fizerem nenhuma objeção colocarem os nomes deles
    aqui, só pra reforçar toda a minha certeza.

    Existe uma pesquisa que
    eles fizeram por 2 anos, e resumindo essa pesquisa, eles entrevistaram, tipo o
    Censo, uma cidade inteira com 251mil
    habitantes sobre a cultura.

    E alicerçados na ciência, concluíram que a
    cada 1.000 pessoas, 2, somente duas! Tem muito, mais muito bom gosto.

    Gente……. É alarmante! Se inclua nesta lista e não tenha medo de
    afirmar, sou uma delas.

    Luthier, Musico Valmir Felix.

  • http://www.outro-eden.blogspot.com/ Éden Amorim

    se eu compartilhar isso, muitos meus alunos ficarão #chatiados. rs
    * mas ‘na boquinha da garrafa’ não é do ‘é o tchan’! infelizmente eu sei disso… malditos anos 90!

    • Thiago Silva

      Sabia que vc dançava na boquinha da garrafa!

  • Zaratustra

    Meu calvário: resido no interior de Goiás… Este pandemônio contagioso de verborragias inenarráveis literalmente “nascem” como ervas daninhas em todo canto e de todas as piores formas possíveis. Como o brilhantemente dito abaixo; o sertanejo como a cultura o concebeu é algo realmente profundo e carregado de sentimentos e significados. Respeito-o muito, mas também não faz parte do meu acervo pessoal. Quanto á modinha do sertanejo universitário sempre digo á meus conterrâneos: Podes até vestir um terno em um bode que ele continuará sendo um bode; a feder e emitir sempre os mesmos sons. Alcunhar essa repudiante expressão do mal gosto de sertanejo é um dos erros á não se cometer. O outro é associar o termo “universitário”, esperando que algum valor agregado ao termo trespasse crédito ao “gênero” (que os deuses do Rock se apiedem de minh’alma por dizer tal atrocidade).
    Ah, o pior… Compartilho aqui os estropiamentos oriundos da perversão de tudo que o sertanejo universitário toca:
    Mesma nota (no singular pois sou incapaz de discernir qualquer diferença entre essas ostentações do pobre de espírito que se preste á ouvir “isso”) + mesmo ritmo + tentativa de angariar multidões de volta para a igreja = Missa Sertaneja! Com direito á padre usando chapéu de palha e tocando de berrante.
    Mesma nota (idem) + mesmo ritmo + tentativa pífia e descabida e demonstrar o “politicamente correto” entre um “tchu” e outro “tcha” no ambiente mais impróprio ainda numa tentativa ridícula de referenciar á fé ou religião = Sertanejo Gospel.
    Tempus fugit e ainda esperando pelo pior, findo esta faina desejando á todos que os deuses do Rock* nos abençoem…
    * Rock ‘n Roll de verdade, não essa coisa pueril e disforme que usa calças coloridas que desfruta de menos testosterona que a já extinta Derci Gonçalves…

    • Maryelle

      “Mesma nota (idem) + mesmo ritmo + tentativa pífia e descabida e demonstrar o “politicamente correto” entre um “tchu” e outro “tcha” no ambiente mais impróprio ainda numa tentativa ridícula de referenciar á fé ou religião = Sertanejo Gospel” Ri demais desse trecho! Infelizmente ri, bem queria que não tivesse visto significado algum. O mesmo se aplica em relação ao funk carioca, músicas abarrotadas de imoralidades, mas sempre com um “Deus vai nos ajudá” em alguma parte. Pobre Deus. (ps.: rock n roll will survive).

  • fredbanionis

    Se não fosse os termos em inglês, eu diria ser um texto perfeito. Ele trabalha muito bem o português arcaico/prolixo em contraste com as letras escrotas das músicas, mas pecou em usar inglês em alguns pontos desnecessariamente e sem aspas.

  • Charles

    Assino embaixo dessas linhas tão preciosas. Me vejo na obrigação de trocar de rádio quando a que ouço músicas desta procedência. E eu complemento dizendo que a “imbecilidade” se expande para além da letra da música. Apesar de eu ser leigo no meio musical, percebo o quão pobre é a melodia, os instrumentos já quase não existem, são computadorizados. Sinto saudades do tempo que as músicas tinham uma história em torno do arranjo. Quem assiste a filmes biográficos como Beethoven, tem a certeza que tempos como aqueles não têm mais volta. Apesar da beleza das óperas, baniu-se estas criações de qualidade aúdio-visual infinitamente maior. Assim como comenta Rafael no início do texto sobre a abreviação das palavras, é tão certa a abreviação do sucesso de uma dita “música” ou do seu “músico” na atualidade, salvo alguns poucos que conseguem se destacar, mas são massacrados pelos MIBs. Parabéns

  • lucas

    não concordo nem discordo muito pelo contrário!!!!!!!!!!! muito bom allan, seu comentário faz jus ao excelente texto!!!!!!!!!

  • Alberto do Pinto

    Fanboy de Ivete Sangalo

    • Charley

      Fangirl*

  • Mônica Laís Storolli

    Precisa ler mais garoto: nixo????? qual dicionário vc usa?
    E tem mais, Ivete Sangalo é só intérprete dos grandes da MPB…nada mais…

    • Juliet Hulme

      E ele tá certo. Muita cantora consagrada por aí é “só interprete dos grandes da MPB” como você falou…coerência, né

    • Karen

      Assim como Cássia Eller, que sempre foi uma intérprete de grandes compositores, tampouco isso desmereceu seu talento. Não sou “iveteira”, mas devemos sim reconhecer o talento que ela tem não importanto que seguimento musical que a projetou. Continua sim seguindo com axé, até pq não cospe no prato que come, mas tbem, qual for a música cantar, ela manda bem sem passar vergonha.
      Existem sim mta em nossa música, mas os bons, esses não precisam estar em evidência para que seja lembrado, temos como exemplo Maria Rita (outra grande intérprete). Quantos albuns lançou? Em quantos programas dominicais ela apareceu, qual a frequencia disso?
      Essa galera da “mib” só está no auge pq a mídia alimenta, daqui a pouco ninguém mais lembrará ou outra merda terá ocupado o lugar.

    • Karen

      Assim como Cássia Eller, que sempre foi uma intérprete de grandes compositores, tampouco isso desmereceu seu talento. Não sou “iveteira”, mas devemos sim reconhecer o talento que ela tem, não importando o seguimento musical que a projetou. Continua sim seguindo com axé, até pq não cospe no prato que come, mas tbem, seja qual for a música que cantar, ela manda bem sem passar vergonha.
      Existem sim mta porcaria em nossa música, mas os bons, esses não precisam estar em evidência para que seja lembrado, temos como exemplo Maria Rita (outra grande intérprete). Quantos albuns lançou? Em quantos programas dominicais ela apareceu, qual a frequencia disso?
      Já essa galera da “mib” só está no auge pq a mídia alimenta, daqui a pouco ninguém mais lembrará ou outra merda terá ocupado o lugar.

  • Romulo Oliveira

    Ou então você não entendeu nada. Leia novamente.

    • Márcio Martinele

      Entendi perfeitamente. Passe bem você e sua prepotência.

      • Rock

        vai se tratar.

  • Marcos Oliveira

    E enquanto vocês falam e brigam e ficam tentando encontrar o ponto negativo das coisas, os cantores estão faturando rios de dinheiro. Letras Chiclete? Tem de monte. Letras boas e românticas? Também tem, não acredito que seja tão monossílábico como o autor desta matéria está expondo, não sei quem é o imbecil dessa história, se é a produtora (que fatura muito), os cantores (que também faturam muito), os ouvintes e fãs (que curtem, porque se não curtissem, não faturariam) ou os editores de blogs, vlogs e criticos da música, que só sabem viver, seja de musica boa ou ruim, MPB ou MIB, de critica ( e o bolso ó….)

  • Márcia

    PARABÉNS, Rafael! Perfeito!

  • Márcio Martinele

    ” Os nordestinos Zé Ramalho, Geraldo Azevedo,Fagner, Alceu Valença e Elba Ramalho aceitaram fazer porcaria imposta pelas gravadoras” – O fato deles fazerem músicas que não estão de acordo com seu gosto não significa que cederam às gravadoras. Tenha mais responsabilidade antes de escrever sobre o trabalho de pessoas que você nem conhece.

  • Brenda Rodrigues

    É uma pena que quem, hoje em dia, só ouve sertanejo universitário não terá a capacidade de interpretar esse texto, isso se chegar até o fim.

  • Yann

    Ótimo texto, falou tudo, essa “modinha” já tá durando de mais… Tá na hora dos brasileiros buscarem melhoras para a qualidade da música brasileira.

  • marcio

    Na “boquihha da garrafa” era da “companhia do pagode”.

    • nanny

      E que diferença isso faz? É um lixo do outro.

  • Marcos Tavares

    Eu prefiro até , se cantando, os Homens de Preto e os seus alienígenas indomáveis , a ouvir esses “ícones” do MIB . ( Marcos Tavares, Vitória-ES)

  • Marry Oliverrah

    Dizer que eu vivi e aproveitei os anos 80.

  • Cintia

    Apenas uma correcao: “Ralando na boquinha da garrafa” nao e uma cancao do “E o Tchan”, mas da banda “Cia do Pagode”.

    • betopaviani

      ÔÔÔÔ…faz uma diferença enorme….

  • Machhour Hamoui

    Bom, quem provavelmente não gostou ou não concordou com essa matéria provavelmente morrerá de inanição cerebral!!

  • Tha

    Ok. Concordo em parte. Acho radical estereotipar. Mas desde que o mundo é mundo sempre houve rótulos. Música para festa é diferente de música para apreciar, e se exige ritmo e letras fáceis. Vamos resgatar as marchinhas de carnavais. Mamãe eu quero mamar, Olha a cabeleira do Zezé… O que de profundo para a cultura brasileira elas trazem com suas letras? Só reflete o momento. Atualmente no “politicamente correto” as músicas preconceituosas e sexuais estão perdendo força, e as músicas sertanejas universitárias falam sobre a balada e amor. Normal. E não é porque o jovem gosta de festa que ele se torna um imbecil. Pelo contrário, ele procura na balada um mundo mais leve, de diversão, pois a vida de um jovem é competitiva, nos estudos, no mercado de trabalho, nas relações interpessoais. A pressão é grande. O jovem universitário faz faculdade, estuda idiomas, faz estágio, deve aperfeiçoar sua imagem e oratória, busca trabalho voluntário, tudo para aprimorar seu currículo e ter uma chance de trabalho nesse mundo capitalista frenético. Até as crianças estão sem tempo para brincar. Prefiro o caminho do meio.

  • Luciano Abade

    O texto é bom e concordo com quase tudo.Mas só faz sentido para uma parcela da população. Me refiro à parcela que teve acesso a uma educação formal razoável e vé oriundo de uma família também educada. Nos demais casos, o “vulgacho empobrecido” que consome os estilos musicais acima descritos vive em um ambiente estéril, recebe uma educação de péssima qualidade e não teve o privilegio de crescer em um ambiente onde lhe fosse ensinado a pensar o mundo de modo crítico. Pobres que tiveram uma educação pobre que resultou em adolescentes/adultos pobres de espírito. Necessário ressaltar ainda que a ascensão da chamada classe C, também contribui e muito para a disseminação dessa cultura musical. São pessoas que no geral não possuem boa educação formal e têm como background um ambiente de pouca ou quase nenhuma diversidade cultural. Esse movimento de ascensão é terreno fértil para esse tipo de modinha, desinformação + dinheiro = consumo equivocado…

  • Le

    Adorei a análise linguística!!!

  • Music dude

    Renato Russo era outro merda, just sayin’.

  • Renata

    Quem escreveu este texto por favor?????Me permita elogiá-lo e bater muitas palmas!!!!O mundo precisa de pessoas como vc!!!!

  • Arthur Ribeiro

    A, por favor! Então funk é uma das sete maravilhas? Me poupe vai!

    • Anderson Ferreira

      Claro que não. Você não leu o artigo inteiro, senão teria chegado a parte em que é citado o funk como origem deste fenômeno maléfico.

  • Wagner

    Cara, vc disse TUDO….

    Minha opinião: O cara sabe escrever,e muito bem. Mas ao mesmo tempo em que ele reclama da mídia enfiar essa “música” em nossa goela abaixo, ele tenta de forma desesperada fazer o mesmo, mas ao contrário. Música é uma coisa quase mística , e digo isso com ênfase, afinal, sou músico. A música proporciona uma espécie de magia e na minha opinião, não existe uma regra do que é bom ou ruim. “Ah mas e o conteúdo?” A música não serve para nos ensinar nada, nem influenciar (embora seja uma poderosa ferramenta para isso) se fosse um livro, a crítica dele estaria perfeita, mas não é nenhum material didático e sim de entretenimento. Eu particularmente NAO GOSTO de “sertanejo”…nem o universitário e nem o analfabeto, mas QUAIS são as músicas boas? ai depende pra quem você pergunta… Se vc apresentar MOZART a um índio do Xingú, ele com toda a certeza vai achar um lixo, e vai preferir a cantoria que os índios fazem em suas festas. Música é essência, é sentimento e é entretenimento. Somos livres para cantar o que quisermos, pois trata-se de “arte”. não há uma regra, apenas um fluxo. O que está errado é COMO o mercado se aproveita disso. Mas música é uma das poucas coisas em que não há regra, cada um tem o seu sentimento e a música nada mais é do que isso, transferir o sentimento em ondas sonoras, mesmo se seu sentimento for de “ir pra balada e cantar ai se eu te pego”.

    • Daniel Violista

      POis é Wagner, parece que só quem é músico (nem todos) entendem melhor isso, E as vezes alguns apreciadores de música com a cabeça mais aberta.

  • Vitória

    Universitário das universidades particulares de merda ! que enche de gente medíocre nas salas de aula de cursos noturnos por esse país!! Sou formada na USP e resolvi fazer um segundo curso aqui em Uberlândia MG em uma particular…não aguentei um ano. Esse tipo de música reflete sim o nível de ignorância dessa turma que citei acima. E deveria se chamar sertanejo do universitário boçal e sem cultura das particulares de um povo zézim.

  • Vitória

    Universitário das universidades particulares de de quinta categoria ! que enche de gente medíocre nas salas de aula de cursos noturnos por esse país!! Sou formada na USP e resolvi fazer um segundo curso aqui em Uberlândia MG em uma particular…não aguentei um ano. Esse tipo de música reflete sim o nível de ignorância dessa turma que citei acima. E deveria se chamar sertanejo do universitário boçal e sem cultura das particulares de um povo medíocre e sem educação em tudo mesmo.

  • Alex

    Inteligente, grosseiro e arrogante. É o que eu acho sobre o texto.

  • Pedro Felipe

    Perfeito!!! Ler esse texto foi como música clássica aos meus ouvidos!

  • André Lago

    Cara, achei o texto muito tendencioso na tentativa de esculhambar com o sertanejo universitário. Já fui preconceituoso assim, mas hoje estou mais flexível. Como em todos os ritmos, inclusive no Rock, existem gente boa e porcaria que querem pegar carona da onda. Por incrível que pareça, existem gente boa no Sertanejo Universitário. 90% das canções não são monossilábicas e a maioria são românticas que apenas evidencia o novo “sertanejo”, o cara rico do interior de São Paulo ou de Goiás. Esse mesmo sertanejo ainda gosta de “modão” que é o estilo daquele sertanejo clichê que vocês tanto rotulam. Abre a cabeça!

    • Joana Freitas

      BOOOOOOA André!

  • Rotten Purity

    parabéns mano. tô contigo e nãp abro…

  • Rotten Purity

    “Stairway to Heaven” foi classificada em 3º lugar na lista das “100 melhores canções, e quanto tempo tem essa canção? Isto é um exemplo de música, desafio a vocês colocarem em suas festas cotidanas, essas como a musica do Camaro amarelo, do Fiat Fiorino que são recentes e vibrarem como vibram os fâns de Led Zepelin quando ouvem “Stairway to Heaven”.

  • José Cláudio

    Texto perfeito! Não se aproveita NADA do sertanejo universitário.

  • Leonardo Lebtag

    Parabéns! Excelente comentário!
    No final das contas seremos eternos ‘ranzinzas’ falando que a década passada era melhor…. que a música era protesto! Um dia o Punk já foi protesto, o Rock Progressivo já foi muito elaborado, o Disco já foi dançante! E ao mesmo tempo o Punk já foi barulheira anárquica de adolescente, Rock Progressivo muito elaborado e ‘arrastado’, Disco ‘vazio’ e sem sentido!

    Vou guardar esse texto. Talvez daqui 20 anos as pessoas estarão reclamando que a música será muito elaborada, elitizada, distante das massas… Enquanto na geração anterior o funk representava a música de subúrbio, de uma época de extremo erotismo, violência presente, consumismo exagerado e etc…

  • Susana Ventura Rodrigues

    Perfeito, perfeito, perfeito!!! Análise da música Brasileira perfeita, análise dos jovens desmiolados perfeita, português perfeito, sarcasmo perfeito, analogias perfeitas… só tenho a dizer parabéns!!!! A D O R E I!!!

  • Bárbara Faleiro

    Em momentos de lazer tais músicas cumprem bem o seu papel. Porém, até para isto, há que se ter educação quanto ao uso. O acesso contínuo/constante/cotidiano a este “linguajar” afeta (e muito!) o vocabulário dos falantes de português e, quem sabe, de estrangeiros interessados neste idioma. Sou contra radicalismos de qualquer ordem, caso fale-se aqui em extinção do que quer que seja. Mas, concordo sim, com tudo o que Rafael Teodoro diz no tocante à análise linguística e comercialização (e multiplicação) destas porcarias lexicais proliferadas à custa de ignorância e/ou comodismo popular. É claro que tenhamos de considerar que toda manifestação artística popular registra marcas do seu povo e época.

  • Cáritas Abn

    Concordo!

  • Lilian Danciger

    Com a devida licença, faço minhas as suas palavras.

  • Jader Begarouk

    NOSSA,eu ja estava perdendo a esperança,achei que todos estavam surdos culturalmente,mas eis que álguém mais se leanta contra essa aberração de música…até que enfimm!!

  • rústico

    Ser sertanejo de nada tem a ver com esta corja do chamado “sertanejo universitário”. Este movimento ganhou peso por causa das festas de faculdades. O verdadeiro sertanejo, tem sua essência nos princípios do campo, desde os versos políticos-sociais e românticos de Tião Carreiro à melancolia e alegria de inúmeras duplas caipiras. O problema é que tudo é generalizado e rotulado com muito preconceito. Infelizmente o que faz sucesso no Brasil é o que a maioria dos cérebros conseguem captar. Este sertanejo universitário está para a música caipira como o pagode para o samba, o pop rock para o verdadeiro rock, e por aí vai. Em todo gênero existe a turma do radicalismo, os preconceituosos e os semi-deuses de plantão. Conheço roqueiros que curtem Almir Sater, Zé Ramalho, Tião Carreiro, Chrystian & Ralf etc, e conheço caipiras que ouvem Raul Seixas. O que não dá é vir esta nova onda de “cantores” onomatopeicos se encaixarem no gênero “sertanejo”.

  • Candy Haesbaert

    risos, me divirto com os coments de quem curte o “gênero” e se incomodou com o texto. rs :D

  • vtr12

    Desculpe-me a intromissão, mas o poder de escolher o que queremos ouvir é justamente o que torna a escolha por esse gênero comercial fajuto muito difícil de entender. Quando vc fala de “entender um pouco mais os mecanismos da indústria cultural” o que devemos fazer? Entender significa aceitar? Entender a indústria cultural como uma unidade alienante? Sem julgar os artistas, poderíamos, ao menos, julgar os produtores fajutos que lançam artistas, bons ou não, para cantarem lixo.

  • Lud

    Excelente! Quem é o autor do texto? Muito bom… faz todo sentido!

  • Mario Marco

    E os imbecis continuam reafirmando sua imbecilidade quando criticam alguém que claramente expõe de maneira lúcida o lixo que é o tal sertanejo universitário, calipso, axé e coisas do gênero. Muito bom esse artigo.

  • Robson

    Se Tião Carrero tivesse vivo acho que morreria de novo se ouvisse alguém falar que isso que tocam hoje em dia é sertanejo, mesmo que usem o adjetivo universitário.

    • Lucas

      Pô existem várias novas duplas que fazem a verdadeira música sertaneja, mas vejo que você é só mais um pautado pela grande mídia. É a mesma coisa dizer que o Restart toca rock.

  • Cleiton

    Junio, ao fato que você disse que vários músicos foram discriminados em outras épocas, deve-se verificar a época, qual o motivo, situação, assim, pode-se citar exemplos de artistas que foram hostilizados pela Ditadura Militar, que durou um bom tempo, e que tapava tudo isso por interesses políticos maiores, e naquela época de revolução o discurso dialético era mais bem aceito, e a população em si o aceitava e entendia, o que era um pesadelo pros chefões na época. Um grande exemplo foi Chico Buarque, mas aí entramos em outro assunto que foge ao tema. não é uma crítica ao seu comentário, apenas uma ressalva

  • Robson

    A resposta pra todas essas questões é sempre a mesma. Educação. Não dá pra falar que esses “cantores” estejam errados, eles estão simplismente abocanhando uma mercado que está a busca disso, formados por jovens sem nenhuma formação cultural sólida. Converse com algum jovem que tenha sido bem educado (isso nem sempre tem haver com dinheiro) e pergunte o que ele prefere ouvir. Com certeza ele nem conhece o nome das duplas de maior sucesso, pois os objetivos são outros. O que falta ao Brasil são bons ouvintes, pessoas que valorizem mais Caetano & Chico do que Zezinho & Zezão, mas o Brasil está ficando cada vez mais burro. Se for a um show de Marisa Monte, não creio que veja mais que 5000 pessoas por lá, agora se for em um show do Michel Teló, pode acrescentar mais alguns pares na conta… talvez seja porque ele seja muito melhor que ela e eu não me dei conta ainda

  • Irineu Magalhães

    Acho que esse século será marcado pela estupidez e burrice. A estupidez é eterna. Ninguém, força nenhuma no mundo pode vencê-la.

  • Julio Verdi

    A produção musical brasileira não visa qualidade, música bem composta, produzida, estudada, com elementos instrumentais harmônicos, que equilibram melodia e teor lírico razoável. O povo quer fast food musical, então a produção dá isso a eles. Daqui a 3 anos, surgirá outro filão, depois outro. O que é bom dura pra sempre, o que não é se descarta. Porque a Globo não transmite o programa do Jô as 21h, no lugar da novela, e não à meia noite? E se no lugar de um Big Brother, tivesse uma série sobre a história política do Brasil dos últimos 50 anos? Já a muito tempo que devemos separar a arte de produtos temporários e descartáveis do entretenimento musical, não só brasileiro……..

    • ramirao

      claro, quem visa qualidade nao precisa escolher isto como modo de sustento de vida, parem de chorar e se adequem ao mercado, quer cantar por paixao monte uma roda e fique em casa

  • Marcelino

    Esse é o retrato fiel do que toca em 99% das rádios brasileiras,escolas,festas e afins.”Música” torpe,cacofonias que a mídia empurra goela abaixo dessa galerta sem noção.Triste geração deslumbrada…

  • ramirão

    Capitalismo, faz melhor vende mais, quem julga se é bom é quem compra, é o publico, ainda mais se tratando de brasileiro, vcs rockeiros e outros demais ai são amargurados porque foram dominados e hoje a musica imbecil que vcs referem dominou, mas faça um bom rock e fale o que o povo quer ouvir que vc fará sucesso.
    Varias letras de Rock são tão idiotas como estas de hoje e ninguém fala nada.

    • Vinícius Flaiban

      É claro que tem muito rock idiota por ai, tem de sobra. Mas essa é
      realmente apenas uma sobra, não representa, chutando alto, nem 20% do
      conteúdo total do gênero. Ao contrário do funk e sertanejo
      universitário, que são quase, ou totalmente, 100% lixo lírico. Nem digo musical pois esses estilos nem sabem o que é musicalidade. Alias, porque
      “ainda mais se tratando de brasileiro” nos outros países a população é
      obrigada a ouvir o que o governo mandar?
      Existem outros estilos
      tão importantes quanto o rock, e brasileiros como o MPB, o Samba (quando
      não tem letras similares ao funk e sertanejo universitario, e nem musicalidade sintonizada com a qualidade lírica desses dois estilos), o Sertanejo original antigo, e deve ter muito mais que a mídia não deixa fazer sucesso.

  • Bosco

    É, enfim não está tudo perdido, ainda existem cabeças pensantes!

    1

  • Celso Paiva

    Perfeito, Teodoro! Vemos que ler, escrever, conversar sobre idéias, ouvir música de qualidade (sem preconceito!), participar de movimentos sociais, culturais e conservacionistas estão ficando paulatinamente mais distantes dos jovens.
    Estes, além do hedonismo e do vazio cerebral, parecem pensar que o futuro é certo e bom, mesmo que eles não lutem por isso.

  • Giacomelli Junior

    Eu gosto muito de ouvir um velho sertanejo, que certa vez em uma entrevista afirmou: “Para mim só existem dois tipos de música: A boa e a ruim. Sendo boa, ouço qualquer estilo”.
    O referido artista era Tião Carreiro, e seu forte era a música BOA.

  • Edmar Borges

    Costumava pensar assim, mas, cara, não acho que uma crítica ao “subdesenvolvido cultural” seja válida, porque quem regula isso, quem diz o que merece e o que não merece louvor? Existe uma entidade que cuida disso? Poque acho que nenhum ser humano, por mais inteligente que se diga, tem autoridade para julgar a qualidade daquilo que o outro gosta. Isso pertence ao outro. Não gosto de sertanejo universitário, não gosto de axé, e tenho certeza de que existem mesmo artistas que cantam qualquer coisa que vem parar nas suas mãos. Mas o que é preciso fazer para estar no nível dos “bem-sucedidos” culturalmente? Ouvir apenas música erudita?
    Acho que cada estilo é composto por um traço de sua origem e tem algo a dizer, algo que, ao meu ver, ninguém pode julgar, chegar e falar: “olha, isso vale, hein, isso é bom, mas isso aqui não, isso é um lixo, etc”. Por mais que deteste ou por mais que ame, isso não soa um pouco pretensioso? Não tenho certeza, mas acho que sim.
    No fim das contas, ganha muito mais quem usa seu tempo ouvindo o que gosta do que quem ainda reclama do que não quer ouvir.

  • Clark Ars

    Adorei esse trecho: “Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De “sertanejo” esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e “cair na balada”.

    Como as pessoas aceitam lixo com facilidade… ovelhas humanas… Esse é o tamanho da bosta que os fãs desses lixo chamado “sertanejo universitário” são submetidos.

  • TALES MENDES

    Isso é o resultado investir apenas em estádios aos invés de termos aulas de música nas escolas públicas.Cada um gosta do que quiser mas tenho toda direito de achar esse tipo de música sem uma droga.

  • Carlos

    Ou tudo pode ser apenas um movimento passageiro de interesse somente pela batida.

  • Anderson

    Ainda melhor que “tchu-tcha”.

  • Celso

    Maravilhoso texto. Uma análise aprofundada com boas informações numa linguagem bem humorada, mas cortante. Gostei muito e vou compartilhar. Recomendo a todos aqui e ao autor, inclusive, um video que trata do tema de forma bastante inusitada: http://www.youtube.com/watch?v=QR5uH6mrYmM

  • Camael Lima

    Devo dizer, o seu texto como uma análise social é ótimo, e para por ai. Gostando ou não dessas músicas e de suas características, no futuro elas estarão no lugar das obras que, atualmente, nos mostram como era no tempo colonial, na Grécia Antiga, e por ai vai. E isso deve ser creditado a essas músicas. Esse tipo de texto vai estar nos livros de História, Sociologia e Antropologia daqui a x anos. E apesar de não gostar desses estilos músicas por vários motivos pessoais, devo dizer e o seu texto também o faz, que essas músicas são um material sociológico e antropológico riquíssimo (mesmo, que ironicamente, na maioria das vezes toquem na mesma tecla). E, acredito que se esse país quiser avançar algum dia, vai ter que se lembrar delas.

    • Ivan Carlos

      Não ha problema em curtir “Lepo lepo” e “Beijinho no ombro”, desde que não esqueçamos que as músicas brasileiras mais tocadas “lá fora” são “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso) e “Garota de Ipanema” (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).

      Paulinho da Viola já nos alertara nesse sentido (talvez numa visão profética… rsrs):

      “Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
      Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”. (Trecho de “Dança da Solidão”, do autor citado.)

  • Selma Basani

    Raras vezes a mediocridade mereceu texto tão completo, lúcido e bem-humorado!

  • Frede S Acioly

    Cada dia é mais raro encontrar um campinho para jogar futebol, brincar e usar a criatividade para se divertir. Aumento assustador do número de prédios, verticalização que destrói espaços escravizando e condenando os jovens a viver em apartamentos por pura ganância das incorporadoras. Caminhamos de forma irrefreável na direção de uma grande colmeia onde nosso espaço será o próprio casulo.

  • Roger

    Poderia se explorar mais sobre o imenso “machismo” dessas letras “universitárias”!

  • antonio

    Acho que o Sertanejo possui Qualidade.

    Qualidade no significado de atender o objetivo a que foi proposto, que é entretenimento fácil e formação de pares.

    O texto e muito bem escrito e engraçado no entanto penso que não e a musica ruim que alimenta pessoas, as pessoas que gostam de musica ruim. Mas não gosto da intolerância com a qual as coisas e posições são tratadas hoje em dia, se tenho preferências tenho que defende-las e criticar duramente a dos outros, se sou cristão tenho que ser contra gays, agnósticos e ateus, se curto rock, preciso odiar sertanejos.

    Estamos em um processo de transição onde mais pessoas estão tendo acesso a entretenimento através de ascensão social causado por uma melhoria de ensino e distribuição de renda, infelizmente a capacidade intelectual não é tão simples melhorar, são pessoas que necessitam de divertimento.

    E existe questões muito mais profundas, como individualismo exacerbado, feminismo exagerado, o consumo desenfreado, desvalorização das organizações familiares, aumento no consumo de drogas em geral e doenças psíquicas, a exagerada busca pela felicidade que esta nos deixando tão infelizes entre outras…

    A mais cores que preto e o branco….

  • Marcio Warner

    Como dizia General Golbery: basta tirar a cultura do povo que fica fácil dominar.. essa estratégia em 1964 deu super certo! O que vemos hj é uma massa idiotizada que paga tv por assinatura pra assistir globo a maior parte do tempo. Povo sem cultura, sem ideologia e sem consciência política

  • Daniel

    Texto realistico, perfeita colocação, que nos retrata o trágico, quanto mais o tempo passa, menor fica o cérebro da massa popular. E ser culto apreciado o que e bom, ficou como sendo o brega. Na conclusão, prefiro ser brega que um zumbi cultural.

  • Ademir Zimmermann

    Obrigado, Rafael! Usei muito bem o meu tempo lendo o seu texto. Reforça o meu conceito sobre as mídias de massa. Peço sua licença para utilizar no Facebook.

    Só uma correção: Aquela obra prima “Boquinha da Garrafa” era do grupo de axé Cia do Pagode e não do É O Tchan

  • Jacqueline Nunes Nunes

    Claro! Para o governo brasileiro está ótimo, enquanto o mercado musical ilude o povo, com letras que incitam ao sexo , desviam os jovens de pensarem e assim criar uma revolução. Brasil “Teatro do Absurdo.” Acorda Brasil!!!

  • Fábio Sakama

    Sou músico ( baixista) por hobby e paixão desde os 16 anos ( tenho 42). Cresci escutando Ira, legião, titãs, Iron, Metallica, Nirvana, etc…Quando escutei “É o than” pela primeira vez achei que havíamos chegado no fundo do poço. Ledo engano não tem limites para tanto lixo!

    • Renato Alvim

      Hehehehe…Nada é tão ruim que não possa piorar AINDA MAIS? Sei não!Realmente, concordo com você.Este parece ser mesmo o FUNDO DO POÇO!!!!Feliz ou nfelizmente???!!!!

  • Carol Castro

    Dei crise de risos na parte que analisa as expressões monossilábicas.

    “Mais uma vez temos o eu lírico usando de monossílabos, economizando em palavras, porque riqueza vocabular tornou-se algo desprezível.”

    Acho que não é por causa disso. É porque se eles cantassem “Sou simples mas eu te garanto eu sei fazer sexo”, além de perder o tom “cool”, a música seria censurada nos principais canais de comunicação.

    Isso tudo é uma grande zueira. Não compensa analisar criteriosamente músicas tão toscas feitas para ocasiões toscas.

  • Carol Castro

    Cara, estou abismada com a quantidade de gente que se aproveita dessa situação para se sentir superior aos outros. Tem muita banda boa hoje em dia fora da cena mainstream. Ao invés de ficar pigarreando contra os caras que ouvem e gostam de sertanejo mela cueca (fazer o quê?) existe a opção de descobrir o som bacana que está sendo feito. Bandas como Volver, Vanguart e Nevilton estão passando em branco em quanto vocês pensam no lado podre da vida.

  • Marisol

    Falar mal dessas músicas pra quem gosta delas, é puro preconceito, mas esse texto tem ótimos argumentos que demonstram que não se trata de preconceito, mas de um fato. Só que qndo as pessoas estão apaixonadas, não enxergam a verdade, pq mtas vezes ela dói mto.

    Podem até dizer que gosto é gosto e realmente é, mas é incrível como sempre pessoas sem noção, sem noção mínima de cidadania e respeito, estão atreladas a esse tipo de som, incluindo tb o funk e coisas do gênero bem popular dos dias atuais. Não vou dizer que todos que curtem são sem noção, ou que não existam os sem noção que gostem de músicas mais consideradas, de forma alguma. Mas é uma porcentagem muito grande de pessoas sem noção mínima de cidadania que gosta desses estilos. Um clássico exemplo: quanto tem alguém em um ônibus ou local público (como praia e ruas) obrigando de forma egoísta e desrespeitosa outros a escutarem seu som, com seus celulares ou carros potentes, geralmente estão escutando o que? E não é só pobre não, tá cheio de gente classe média, com grana e de qualquer nível social tb sem noção nenhuma! Geralmente apreciadores desses estilos, ou de alguns deles, isso inclui tb esses sons de danceterias lotados de popstars estrangeiros.

    Apesar de haver o discurso de que esse tipo de som (prefiro chamar de som do que de música) é apenas para se divertir, o que poderia ser totalmente aceitável se as pessoas não se comportassem mtas vezes com mesma imbecilidade das letras, elas influenciam mais do que se imagina. Ou será que a tal moda de ostentação não está fazendo cabecinhas fracas quererem dinheiro fácil? O pessoal da periferia e das comunidades vão conseguir com o trabalho humilde que geralmente possuem, os camaros amarelos, champanhe e mega cordões de ouro? E esses bailes onde só se fala de sexo, das barrigas e doenças posteriores poucos falam. Pq fazer é mto bom, mas se proteger poucos se preocupam.

    Não querem que suas músicas sofram “preconceito”? Comessem sendo menos alienados e se portando de maneira cidadã, respeitando os outros (principalmente o ouvido) e sendo menos fúteis. Pq a vida é mais do que encher a cara, sair beijando e transando por aí (nada contra quem gosta, o problema é fazer disso um objetivo, como se fosse uma vantagem, usando uns aos outros como material descartável e se esquecendo das possíveis consequências), respeitando o meio ambiente tb (já vi mtos desses largando lixo por ruas, praias e rios na maior cara de pau, mas esse é um mal de mtas pessoas, mas geralmente as mais alienadas).

    Acordem!!!

  • Mariana

    Libertação sexual que gera barrigas precoces e doenças, pessoas que veem no sexo e na exposição do corpo algo pra se autoafirmarem de alguma forma, como se seus valores se findassem nisso. Que não pensam nas consequências, nem mesmo se protegem. Claro, depois é só abortar, “simples”, mas no caso da doença não tem jeito (pro pobre então nem aborto dá, a não ser que pense na possibilidade de morrer nas mãos de um açougueiro). É mto forçação essa sua ideia, na minha visão. Libertação pra mim é fazer algo por vontade, não pra se autoafirmar, não pra ser o bonzão, a gostosona, o melhor (sendo o ego cada vez mais importante que o coletivo). Liberdade sexual era mais ou menos o que ocorreu na década de 70. O que vemos hj é vulgarização de algo sadio, mas que foi transformado em algo fútil em que com certeza há mto interesse do capital. A alienação é mto lucrativa. E sim, a imbecilidade é humana, mas não significa que ela não possa se tornar mais imbecil do que já é naturalmente e é exatamente o que vem ocorrendo. Esse é ponto. Ah e o Tom Zé parece estar meio caduco, ou é mais uma expressão do que vc diz, da imbecilidade, que qualquer um pode ter, até os ditos gênios.

  • Mayara Cristina Sberse

    Pois é, Marisol. Nunca vi ninguém passar com o som a todo volume escutando, tipo, Metallica. E não é por falta de fã. O show deles sempre lota.

    huahuahuahua

  • Joseane Guedes

    Texto sensacional. Uma leitura divertida e
    excitante, pois o autor do artigo parece conversar com o leitor dando a
    sensação de que é possível praticar o que o que Michel Foucault descreve em sua
    obra “A Coragem da Verdade”! O corajoso autor
    analisou e interpretou o cenário musical brasileiro com muita perspicácia!
    Escreveu apenas a verdade e por isso alguns estão, de forma equivocada,
    utilizando o último recurso para vencer um debate que, segundo Arthur
    Schopenhauer é desqualificar o
    adversário atribuindo-lhe “um rótulo”. Para os que se sentiram
    atingidos pela formidável critica do autor, percebe-se aqui a utilização da ultima
    ratio na tentativa de defender o indefensável. Parabéns Rafael Teodoro pela lucidez
    e pela coragem!

  • Joseane Guedes

    Em tempo, quem quiser se aprofundar no tema: http://www.youtube.com/watch?v=Bk23hscU4ak.

    Documento Especial (1992)
    Baseado em uma conhecida afirmação de Nelson Rodrigues, esse programa trata do crescente estado de desorientação e degradação na sociedade brasileira urbana contemporânea.

    Herbert de Souza, o Betinho, fala de um plano global de imbecilização, em que as corporações do mundo todo se unem para disseminar, entre a população, conteúdos imbecilizantes, no intuito de mantê-la apática e desagregada. Enquanto os ufólogos procuram vida inteligente no espaço, Fausto Fawcett sai à procura de vida inteligente nas ruas de Copacabana.

    “Até o século XIX o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os “melhores” pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.”

  • Marcos Ramones Maçon

    Não se esqueça do Funk carioca e suas letras depreciativas á mulher e ao hedonismo, vulgo “ostentação”. Ótimo texto. Abraço.

  • http://blog-do-lucho.blogspot.com.br/ Lucho

    Mas também. Vai esperar o que de “sertanejo universitário” que não tem nada de sertanejo e muito menos de universitário?

  • Marcele Campos

    Amei o texto!
    Meu consolo é que, assim como a era do axé se foi, essa era do sertanejo universitário há de ter um fim…
    Mas para a minha tristeza, ainda vão inventar alguma coisa bem pior!

  • Syd Bueno

    O sertanejo universitário são sertanejos que fizeram universidade do cavalo?

  • Carlos Alberto

    Isso é a Decadência da Musica Brasileira!!!

  • eu

    Libertação sexual foge ao interesse do capital? Acho q vc nunca ouviu falar em preservativos e anti concepcionais. E outros “produtos” ligados ao sexo.

  • eu

    Ele é ídolo porque eles não precisam entender o que ele esta falando, assim como muito brasileiro idolatra artistas estrangeiros sem entender uma palavra do que eles estão falando.

  • TON CARLOS

    Olá! Totalmente de acordo com seu artigo: não tenho nada a acrescentar no que você relata sobre essa tendência “apocalíptica musical” que tornou-se uma praga generalizada no Brasil. Creio que também seja uma tendência mundial visto que as músicas internacionais estão cada vez mais insuportáveis. É um festival de melisma em quase todas as músicas, se destacando nas vozes atuais das cantoras principalmente. Antigamente você ouvia uma Carly Simon, Tina Turner, Madonna ou Dionne Warvick e logo identificava. Hoje as vozes parecem que as cantoras vivem chorando, não sei se tentam imitar Whitney Houston ou querem ser Beyonce o nome mais influente atual na musica mais pop. Entre os cantores também não é muito diferente.
    No Brasil eu tenho uma tese de que a boa música tocou dominante no Brasil até o meio do ano de 1987. Alguns dos sucessos lançados por cantores naquele ano eram na verdade de lps lançados no ano anterior. Mas depois de 87, notou-se uma decadência gradativamete na música brasileira, no início sutil. Vide os programas do Chacrinha e Globo de Ouro reprisados a exaustão sempre entre 87 e 88. E assim veio a virada para os anos 90 e com a nova sonoridade, com o advento dos Dj modernos, a música tornou-se ainda mais insípida, sem alma. Mas o início dos anos 90 (entre 91 e 94) parecia que haveria um feliz retrocesso sonoro, voltando-se a investir e músicas e arranjos melódicos. Ouçam nesta época as músicas de Axé (no início ainda confesso que dava para curtir pois eram interessantes as letras sem sentido apelativo e vulgar) e o Pagode paulista. Mas a partir de 95 começou nova decadência e desta vez mais rápida. Mesmo o sertanejo que não me agradava muito, era mais voltado para o som de raiz, diferente do que se ouve hoje: “o sertanojo!” O Rock Brasil já não tinha mais a identidade oitentista. Novas bandas foram surgindo, algumas até hoje estão servindo de oasis para fugir da pobreza musical da atualidade. Mas a midia não dava mais aquele apoio nas FMs, estas virando igrejas, as rádios adulto contemporâneas sendo convertida para as popularescas da vida. Estávamos cada vez ficando mais órfãos da boa música. Os festivais musicais tão cheios de credibilidade nos primeiros anos tiveram um desfecho triste no último festival da canção na TV na virada do milenio ao anunciar o vencedor naquela ocasião. E as novelas atuais, tão ruins quanto as trilhas sonoras, estas baseam-se em regravações, versões ou essas pobrezas monossilábicas tão “modernas” hoje em dia. Temo que a próxima tendência seja apenas suspiros cadenciados ou frenéticos ao som de música, e gemidos de ai! Ui! E acabou!

  • The Hunter Protoss

    As “coincidências” da vida:

    Na época de maior falência intelectual no Brasil, predominam a Globo, a Record, a igreja evangélica, o Sertanejo Universitário, o pancadão, os petralhas, o Pânico na TV.

    Mas como eu disse, apenas coincidência. Pelo menos é o que os que curtem essas coisas me fazem pensar, porque ai de você se criticá-los. Eles pulam na hora, afinal, quanta ousadia nossa questionar a capacidade cognitiva deles!

  • The Hunter Protoss

    Sim, só que você precisa tomar cuidado com o seu Português Isabelle. Pois está parecendo com o deles.

  • Vini Simas

    Parabéns pelo texto…como diriam os Sertanojos Universitários: “Eselenti”
    Como sugestão, poderia buscar a opinião de um técnico (musico) que faça uma análise de que tipo de música estamos tratando. Porque isso é música pop, com alguns arranjos de sanfona.
    Aí teríamos uma matéria devastadora sobre esses charlatões!!! hehehe

  • João Alexandre

    Cada um ouve a música que merece! Parabéns pelo artigo!

  • Sérgio Takeo Onaga

    Parabéns pelo artigo! Aqueles que admiram esse tipo de música comercial, tem muita dificuldade de enxergar o tamanho do poço de imbecilidade que estão mergulhado. Tenho muito medo do que está por vir, pois quando o axé desapareceu, tive a esperança de que a juventude buscaria outros tipos de música com mais conteúdo, porém veio o sertanejo e puxou todos para a lama novamente.

  • Bru

    E aqueles que vão contra a onda nacional de burrice são esteriotipados de imbecis, idiotas, e, muitas vezes, vagabundos. Cultura não se resume a mpb, eu não posso dizer o que é “música boa”, mas eu posso dizer o que não é. Esse masoquismo musical e intelectual é, infelizmente, o retrato da maioria dos jovens, que, felizmente não faço parte, porque sei o que não é “música ruim”.

  • Ian Luz

    Perfeito….voce tem mais um admirador….simplesmente espetacular.

  • Ivan Carlos

    Sou do tempo em que na música sertaneja era imprescindível a viola; e continha poesias tais como:

    “Ando devagar
    Porque já tive pressa
    E levo esse sorriso
    Porque já chorei demais

    Hoje me sinto mais forte
    Mais feliz, quem sabe
    Só levo a certeza
    De que muito pouco sei
    Ou nada sei

    Conhecer as manhas
    E as manhãs
    O sabor das massas
    E das maçãs

    É preciso amor
    Pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir” (Trecho de “Tocando em frente, de Almir Sater)

  • Vinicius

    Excelente artigo. Apenas para lembrar, a musica dita sertaneja já era um lixo mesmo antes de virar “universitaria”; basta dar uma escutadinha em Zeze de camargo e Luciano ou Leandro e Leonardo….

    • maria

      Vinicius a verdadeira música sertaneja ainda não é essa que você diz ser um lixo. Procure saber o que significa antes de criticar, o sertanejo é um gênero musical antigo que está intimamente ligado aos causos e acontecimentos da vida do sertanejo, o homem do sertão. São músicas do Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Inesita Barroso. Abraço

      • Pedro

        Discordo, a música sertaneja sempre foi ruim e horrorosa, mesmo esses que vc citou, são péssimos cantores, mal produzidos, um horror total…..A “música” sertaneja antiga é de um extremo mal gosto, dois tiozinhos que alguém disse que sabiam cantar e tocar, levaram isso a sério e saiu essa coisa pavorosa e de gosto duvidoso….Duvido que alguém consiga ouvir essa tralha por mais de um minuto sem ter problemas nos nervos de tão ruim que é….

        • Marcus Pedrinha

          Pedro, não tem problema você não gostar de música sertaneja (mesmo da dita “de raiz”): gosto e… umbigo, cada um tem um – e é verdade que muitos “tiozinhos” da música sertaneja não eram graaaandes cantores. Mas o importante é discernir entre uma música feita em 15 minutos, apenas para estimular o sacolejo e o consumo, e uma outra, elaborada, com um conteúdo que dê para apreciar como poesia independentemente da melodia. Feita, enfim, com o cérebro para o proveito de outros cérebros.
          Eu costumo chamar essa última – a de Tião Carreiro e Pardinho, de Pena Branca e Xavantinho, de Inesita Barroso, Sérgio Reis e outros, de Música Caipira, para diferenciá-la da chamada “Sertaneja”, esteja essa cursando ou não o terceiro grau.

  • Maria Carolina

    Ótimo artigo!

  • Pedro

    Agora apareceu um monte de gênio por aqui….

  • Cristian

    Um bando de menininhos narcísicos e mimados aqui, só o que ele acreditam ser bom é que presta.

  • brenner ramos

    Bom que falam so do sertanejo universitário…o fato é que a maioria dos estilos musicais contem péssimas letras em suas músicas…funk,sertanejo universitário,pagode,heavy metal,trash metal,com estes dois últimos como exemplo com letras que expressam desrespeito a cultura de pessoas,também falando de pau buceta,droga,satanás.Outro exemplo o funk, que retrata putaria,e chegam a ter cantores desafinados e sem nenhuma harmonia nas músicas,mas acontece que a música é feita de LETRA+RITMO,se a música tem letra ótimo,mas rockeiros,caipiras,universitários,pagodeiros,funkeiros,etc curtem seu estilo pelo ritmo e harmonia da música eu mesmo ouço muito sertanejo universitário com letras lixo e eu SEI disso, mas eu gosto do ritmo,e sertanejo universitário não tem só letras lixo como ”eu quero tchu,bara bere e tals não,existem grandes cantores nesse universo universitário, com músicas com sentido e letra como Jads e Jadson,João carreiro e capataz,Jorge e Matheus e principalmente as canções de Victor e Léo,o preconceito é demais!O foda é que 50 por cento da população brasileira que fala mau do sertanejo, nas exposições agropecuárias e bailes universitários,todos estão lá curtindo!

    • victor rennan

      Tbém concordo com vc, odeio essas musicas monossilabas de hj, mas não podemos tarjar a musica sertaneja apenas nisso, existe musica boa tbem… Jorge e mateus, victor e leo, entre outros…

  • Fernanda de Paula

    Este artigo vem nos mostrar a decadência da música brasileira! Muito bem lembrado que foi a partir da década de 90. É muito triste ver a que ponto a grande massa chegou!!!! Deveria existir outro nome para isto, menos MÙSICA!!!! Isto não é MUSICA!!!!

    • Raimundo!

      Verdade, concordo plenamente. Lembro-me bem das bandas que surgiam na década de 70 e 80 tentando trazer um pouco da cultura estrangeira em suas músicas tal como Legião Urbana, Kid Abelha, Paralamas, Zé Ramalho, Fagner, Tom Jobim e outros. Hoje em dia temos essa tal de Anita, Luan Santana e outras pessoas destruindo nossa música e estragando a cultura do povo brasileiro!!!! Que saudade dos anos 80.

  • jean mesquita

    Bom texto. Como vamos mudar essa cultura de quanto menos melhor?
    O ser humano esta fadado a imbecilidade ?
    Não sei a resposta pra essas perguntas , algo tem que ser feito com máxima urgência.

  • jacqueline

    Não, não é a decadência da música brasileira. A Jovem Guarda, copiando Dion & Belmonts, o Raul Seixas plagiando Deus e o Diabo, o Renato Russo querendo ser o Bono e o Sting brasileiro, a Bossa Nova (lixo) se inspirando no Jazz americano, e vocês me falam em decadência. Quando é que foi o auge, então? Alguém me ajude. A música popular brasileira (Pop Music tupiniquim?) também é um lixo. A New Wave é um movimento inglês. Prefiro ficar cá com meus carimbós. Se não for um tal de samba, esse país aqui não teria nada, mesmo o samba sendo de origem ou influência (batuk) africana. Rock, regae, pop, mpb? E ainda falam mal do funk carioca (nada com o funk americano). Socorro!!! Bichos, saiam dos lixos. A gente não quer só comida, etc e outros versos (e melodias) tudo plagiado, copiado, misturado, mas nada inventado por esse pessoal da boa música brasileira.

  • julio santos

    “Na sexta-feira ia pra zona da cidade gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador”, depois a culpa é do sertanejo universitário.

  • Renato Alvim

    Assino embaixo.Tentando não ser preconceituoso, me perdoem os paulistas, mas eles são dos grandes responsáveis por tal estado de coisa:pegaram a música baiana, de Caymmi, Gil e outros e tranformaram nessa horrorosa “Axé Music” – reparem o anglicismo, só para piorar.O Samba, nosso maravilhos Samba, virou esse abjeto “Pagode”.Os cariocas – sou um deles – infelizmente, criaram esse abjeto e abstruso “Funk Carioca”, que NUNCA FOI FUNK e sim RAP.Funk, o real, dos nos 70 em diante, tem melodia, harmonia e swing! RAP, como próprio nome diz , “Não é Música e sim “Ritmo e Poesia”. Só que POESIA passa ao largo, longe dessas imbecilidades demenciais e pornográficas.Faz-nos ter incrivelmente, saudades da CENSURA;Lamentável.Triste, pungente, doloroso, principalmente para músicos como eu.

  • Renato Alvim

    Sertanejo hoje : música de para cornos!

  • Igor

    Há excelentes artistas atuais como Jay Vaquer, Maria Gadu, Tulipa Ruiz, Céu, Fábio Góes, Flavio Renegado, Curumin, Silva, Mariana Aydar, Monique Kessous, Ana Cañas, Megh Stock, Zeca baleiro, Thiago pethit, Tiago Iorc, Kiara rocks, forfun, Vera loca, Filipe Catto, entre muitos outros, só que não tem espaço pq o sertanejo universitário, o pagode e o funk tornaram-se um mercado lucrativo, e a industria musical não tá nem aí com letra ou boa voz, quer mais é ganhar dinheiro.