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Podem me chamar do que quiserem, mas adoro comédias românticas. Sou capaz de assistir “Conan, o Bárbaro” e “Bonequinha de Luxo” com o mesmo contentamento. Ao contrário do que pensam muitos cinéfilos PIMBA (pseudo-intelectuais metidos a besta), produzir uma boa comédia romântica é um desafio artístico considerável. Para qualquer ator ficar convincente como galã simpático, mas meio paspalho, o tipo ideal de protagonista desse tipo de filme, é um verdadeiro desafio dramático. O mesmo vale para as atrizes, uma vez que as protagonistas das comédias raramente possuem a blindagem da dignidade intocável das heroínas dos dramas românticos, sendo sempre um tanto estridentes. A comédia romântica é como o faroeste, existe uma receita que deve ser seguida. Mas essa receita só funciona se os ingredientes forem muito bem medidos e corretamente misturados. Ao mesmo tempo, o prato final só fica realmente saboroso se o cozinheiro souber colocar algumas pitadas de temperos originais e inesperados. No final das contas, quem está certo é o Homem-Aranha na narração inicial de seu primeiro filme: “toda história que vale a pena ser contada envolve uma garota”.

Menção Honrosa

Ademir Luiz

Doutor em História Medieval. Pós-doutorado em Poéticas Visuais e Processos de Criação. Bolsista pesquisador do Instituto Camões de Portugal. Indicado ao Prêmio Capes de teses. Professor universitário, romancista, contista, critico, ensaísta e poeta bissexto. Criador da Teoria do Chaves, o texto mais lido e compartilhado da internet sul-americana.

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