Crônica

Criador de conteúdo

Criador de conteúdo

Até pouco tempo, eu me via como humorista e escritor, mas parece que esses rótulos ficaram obsoletos. Hoje, somos todos chamados de “criadores de conteúdo”, um termo que me intriga e confunde. O que exatamente estamos criando? Será que, ao encher a internet com nossos textos, vídeos e imagens, não estamos apenas soprando ar em uma grande bola digital? E, afinal, como competir com as calhambotas fofas que dominam o engajamento nas redes sociais?

Customizam-se tornozeleiras

Customizam-se tornozeleiras

Mastigava uma bisteca numa birosca perto de casa, quando fui surpreendido pela presença de um juiz de direito sentado na mesa ao lado, o qual, até bem pouco tempo, figurava nos noticiários com manchetes sobre o escândalo da venda de sentenças judiciais, que culminaram na sua prisão domiciliar e no afastamento temporário das funções de magistrado.

Será que a internet emburrece?

Será que a internet emburrece?

Eu, como alguém que se considera minimamente inteligente, confesso que, às vezes, me vejo preso em um looping de vídeos virais, teorias absurdas e dancinhas sem fim. Depois de horas na internet, me pergunto: será que meu cérebro está derretendo? E ao tentar descobrir, me deparo com a mesma armadilha que prende a todos nós.

O peso do @rroba

O peso do @rroba

Outro dia, eu estava conversando com um sujeito bem mais jovem do que eu, e ele me perguntou qual era o meu arroba. Confuso, pensei que ele estava se referindo ao meu peso em arrobas, o que me deixou surpreso e um tanto ofendido. Depois de um mal-entendido, percebi que ele estava falando do meu nome nas redes sociais. Isso me fez refletir sobre como a palavra arroba evoluiu: o que antes era uma medida de peso no campo, hoje é parte essencial da nossa identidade digital.

Silvio Santos, o precursor da imortalidade

Silvio Santos, o precursor da imortalidade

Arrisco dizer que, desde o primeiro momento em que se tornou ciente de sua finitude, o ser humano procura fórmulas para vencê-la. A ciência tem conseguido prorrogar o tempo de vida, burlar vez ou outra as mazelas que nos aniquilam, desenvolver medicamentos, pesquisas, equipamentos que estendem nossa jornada. Mas seguimos presos à cláusula pétrea da existência, que determina que a morte não é negociável.