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A série imperdível que bateu recordes de audiência e crítica na HBO Max Divulgação / Grok! Studio

A série imperdível que bateu recordes de audiência e crítica na HBO Max

Enquanto George R. R. Martin estiver vivo, e escrevendo, seu universo parece não ter bordas. Ele se expande com a naturalidade de quem conhece profundamente cada dobra das casas que criou: Targaryen, Stark, Baratheon, Lannister e tantas outras que orbitam o mesmo tabuleiro político. As possibilidades são inúmeras, e a mente de Martin, fértil. Em parceria com Ira Parker, mais uma dessas histórias ganhou vida na televisão. Os três romances de Dunk e Egg se transformaram em uma das adaptações mais bem-sucedidas da franquia na HBO Max: “O Cavaleiro dos Sete Reinos“.

A primeira temporada adapta o conto publicado em 1998 e se passa décadas antes dos acontecimentos de “Game of Thrones“, embora cronologicamente venha depois dos eventos retratados em “House of the Dragon“. Ainda estamos no mesmo universo político, denso e imprevisível, mas aqui o ritmo é mais ágil, quase aventureiro, e o humor surge com mais naturalidade. Talvez esteja aí o diferencial que ajudou a série a bater recordes. O episódio piloto alcançou 6,7 milhões de espectadores nos primeiros dias, tornando-se o terceiro mais assistido da história da HBO Max nesse formato. A média de 13 milhões por episódio consolidou o título entre os maiores sucessos recentes da plataforma. E as avaliações críticas foram igualmente expressivas, superando inclusive suas antecessoras em rankings do IMDb e do Rotten Tomatoes.

O enredo gira em torno de Sir Duncan, o Alto, ou Dunk para os íntimos, um cavaleiro errante, órfão e de origem humilde que decide entrar em um grande torneio para conquistar reconhecimento e, acima de tudo, sobreviver. No caminho, cruza com o pequeno Egg, um garoto obstinado que insiste em se tornar seu escudeiro. O que começa como uma parceria improvável logo ganha contornos políticos mais amplos quando Dunk se vê envolvido em um conflito com membros da Casa Targaryen. Um mal-entendido o leva a enfrentar um julgamento por combate, sete cavaleiros de cada lado, e esse episódio redefine completamente seu destino. Dunk passa a entender que ser cavaleiro não tem a ver com glória, mas com responsabilidade. E esse aprendizado cobra seu preço.

Se ainda não te disseram, o que há de mais especial de “O Cavaleiro dos Sete Reinos“ é as pontes que constrói com o restante da mitologia criada por Martin. Como os eventos se passam cerca de 90 anos antes de “Game of Thrones“, somos apresentados a figuras que são lembradas diretamente no futuro da saga. Não vou citar muito aqui para não dar spoilers. Há indícios fortes de que Sir Duncan seja antepassado de Brienne de Tarth, algo que o próprio Martin já teria confirmado ao elenco. Personagens históricos frequentemente mencionados na série original aparecem aqui em carne e osso, dando espessura às lendas que antes conhecíamos apenas por relatos.

Narrada de forma mais íntima e envolvente do que suas predecessoras, a série funciona como peça-chave para compreender comportamentos, decisões e tragédias que moldarão Westeros no futuro. Assistir a “O Cavaleiro dos Sete Reinos“ é perceber como a engrenagem criada por Martin com uma lógica matemática: um universo gigante, político, sistemático e delicado, onde cada escolha individual reverbera por gerações.

Filme: O Cavaleiro dos Sete Reinos
Diretor: George R.R. Martin
Ano: 2026
Gênero: Ação/Aventura/Comédia/Drama/Fantasia/Guerra/Tragédia
Avaliação: 10/10 1 1
★★★★★★★★★★
Fer Kalaoun

Fer Kalaoun é editora na Revista Bula e repórter especializada em jornalismo cultural, audiovisual e político desde 2014. Estudante de História no Instituto Federal de Goiás (IFG), traz uma perspectiva crítica e contextualizada aos seus textos. Já passou por grandes veículos de comunicação de Goiás, incluindo Rádio CBN, Jornal O Popular, Jornal Opção e Rádio Sagres, onde apresentou o quadro Cinemateca Sagres.