Crônica

“Sem tesão não há solução”

“Sem tesão não há solução”

No final dos anos 80, quando muitos dos futuros leitores da Revista Bula ainda não tinham nascido, um irrequieto psiquiatra, Roberto Freire, nadando por rios primitivos do imaginário — e posicionando-se contra a corrente de hábitos carcomidos, assumiu pensar fora da caixa do social. Atirou ao lixo os restos de discursos terapêuticos mascarados, acolchoados em bolsas de gelo verbal. Quebrou as plácidas e acomodatícias normas do bem viver.

Os cretinos também amam

Os cretinos também amam

Cretinos quase sempre estão apressados, atrasados, pois são preguiçosos, desorganizados, odeiam acordar cedo. Enquanto usa o banheiro, o homem cretino grita que a mulher providencie, o mais rápido possível, o café da manhã, o qual ele devora, afobado, como se transasse. A vingança é um prato que se come frio: homens cretinos costumam ter ejaculação precoce.

Eike Batista: o orgasmo de torrar 34 bilhões de dólares

Foi um fenômeno transcendental. Sobretudo para quem não é muito ligado nas fofocas do mundo corporativo, para quem não é assinante Você S/A (espécie de “Contigo” para executivos), ver surgir de uma hora pra outra uma fortuna tão prodigiosa, como a de Eike Batista. Principalmente num país como o nosso em que os ricos de nosso ciclo de relacionamento normalmente quebram quando batem o carro (se não têm seguro).

Nunca durma com pessoas que não sonham

Nunca durma com pessoas que não sonham

Morrer de rir. Morrer de amor. Morrer de saudades. Morrer de sede em frente ao mar. Plagiar um verso do Djavan. Nada disso me interessa. Não é que eu tenha medo da morte, é que ela simplesmente me irrita. A maldade — esta, sim — me dá arrepios, pois bem sei do inato talento humano para desgraçar com a vida alheia.

Casamentos são para sempre — até que a vida os separe

Casamentos são para sempre — até que a vida os separe

Em nome da felicidade dos casais, as cerimônias matrimoniais religiosas deviam ser radicalmente reconfiguradas. Tá aí uma medida para anteontem. A ladainha do “até que a morte os separe” é uma incorreção flagrante, um equívoco. No mínimo, uma brutal ingenuidade. Porque a morte não separa nada! Ao contrário, com duas ou três exceções, alguém que enviúva fica ligado para sempre à lembrança do cônjuge que partiu. Ser viúvo é uma espécie de tatuagem emocional, um estigma indelével, uma cicatriz que até se pode amenizar, mas nunca se apaga totalmente.