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A tragédia provocada pelo furacão Otis em Acapulco inspirou “Contra o Furacão”, que chegou à Netflix. Com Benny Emmanuel e Kristyan Ferrer, o drama mexicano acompanha dois meios-irmãos num iate e combina a luta pela sobrevivência com uma relação familiar difícil.

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Contra o Furacão (2026)

Em 24 de outubro de 2026, “Contra o Furacão” ocupa o primeiro lugar entre os filmes da Netflix no Brasil no ranking diário acompanhado pelo FlixPatrol. Nos bastidores, segundo reportagem do EL PAÍS, 800 pessoas trabalharam na produção ao longo de três anos, 500 delas nos efeitos especiais. Um tanque de 200 metros quadrados e três barcos de oito toneladas ajudaram a recriar a força do mar em estúdio.

Na história, Wirpul é um jovem recém-promovido a capitão de um iate. Com a tempestade se aproximando, sua mãe sugere que ele conte com a ajuda de Candi, seu meio-irmão. Os dois precisam cuidar da embarcação apesar das diferenças que carregam. À medida que o tempo piora, a tarefa ganha outra escala: o que parecia uma obrigação de trabalho se transforma numa tentativa de permanecer vivo.

Jorge Michel Grau, que já dirigiu “7:19 — A Hora do Tremor”, volta a uma situação de desastre para observar quem fica exposto ao perigo. A escolha de trabalhadores como protagonistas desloca a atenção para aqueles que precisam proteger bens de outras pessoas. O iate representa emprego e responsabilidade antes de se tornar abrigo precário. Essa relação entre risco e necessidade dá à premissa uma dimensão social que acompanha a ameaça da tempestade.

A combinação de efeitos práticos e digitais sustenta a proposta de acompanhar uma experiência fisicamente extrema. Ao mesmo tempo, a presença de dois irmãos oferece um conflito reconhecível dentro do espetáculo: cooperar exige lidar com ressentimentos quando já não há espaço para afastamento. Para quem procura histórias de sobrevivência, a indicação reúne um acontecimento recente, uma produção mexicana de grande mobilização técnica e protagonistas que precisam agir com os recursos disponíveis, sem controlar o que vem do mar.

Do acontecimento à ficçãoA inspiração veio dos relatos de Marlon Valdez e Jonathan Chino, sobreviventes de Otis, que atingiu Acapulco em 2023. Eles participaram como consultores e aparecem no filme. Os meios-irmãos da narrativa são personagens de uma dramatização.Leia a crítica completa

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