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1984, o livro que matou George Orwell
12/06/2009 | Por
Amanda Górski
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Em 1946, o editor David Astor emprestou a George Orwell uma fazenda na qual pudesse escrever seu novo livro: “1984”. A obra se tornou um dos mais importantes romances do século XX. Aqui, Robert McCrum, do jornal “The Guardian”, num texto revelador conta história da torturante estadia de Orwell na ilha onde prestes a morrer, engajou-se numa corrida febril para terminar o livro. As circunstâncias que cercam o processo criativo de “1984” constroem uma narrativa fantasmagórica. Ali estava um escritor, desesperadamente doente, lutando sozinho contra os demônios de sua imaginação em uma casa escocesa localizada em meio aos resquícios da Segunda Guerra. Não havia eletricidade. Orwell usava aquecedor a gás para cozinhar e aquecer água e um rádio à bateria era a única conexão com o mundo externo...
A entrevista histórica de Ezra Pound
09/06/2009 | Por
Amanda Górski
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Leia a última grande entrevista de Ezra Pound, feita pelo jornalista Donald Hall, para a “The Paris Review”, em 1962. Pound, fala sobre a construção dos seus livros, a família, as influências, as brigas, e, sobretudo, o fascismo, pelo qual foi preso. Ezra Pound morreu em 1972, tinha 87 anos...
A entrevista histórica de Ezra Pound
07/05/2009 | Por
Amanda Górski
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Leia a última grande entrevista de Ezra Pound, feita pelo jornalista Donald Hall, para a “The Paris Review”, em 1962. Pound, fala sobre a construção dos seus livros, a família, as influências, as brigas, e, sobretudo, o fascismo, pelo qual foi preso. Ezra Pound morreu em 1972, tinha 87 anos...
Casa Tomada — Júlio Cortázar
23/03/2009 | Por
Remy Gorga
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Gostávamos da casa porque, além de espaçosa e antiga (hoje que as casas antigas sucumbem à mais vantajosa liquidação de seus materiais), guardava as recordações de nossos bisavós, o avô paterno, nossos pais e toda a infância. Habituamo-nos, Irene e eu, a permanecer nela sozinhos, o que era uma loucura, pois nessa casa podiam viver oito pessoas sem se molestarem...
Horácio Quiroga
08/12/2008 | Por
JB Neves
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A partir deste momento começaremos uma viagem ao âmbito do conto. Especificamente do conto latino-americano. Iniciaremos pelo conto praticado no fim do continente, na Argentina, onde tudo começa, e terminaremos no conto mexicano, dando uma rápida olhada ao conto norte-americano. Nosso propósito não é formar escritores. Disso já se ocupam as oficinas literárias, embora no Brasil elas sejam bem poucas. Mas tentaremos dar uma visão crítica e abrangente do conto praticado nos vários países que compõem a América Latina, abrindo espaço para alguns contistas norte-americanos, para que o leitor se situe no espaço e no tempo dessa narrativa que é tão difícil, uma curva entre o poema e o romance, de complicada e exigente feitura, pois é o gênero narrativo mais exigente: nada nele sobra...
Horácio Quiroga - A Galinha Degolada
08/12/2008 | Por
JB Neves
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O dia inteiro sentados num banco do pátio, ficavam os quatro filhos idiotas do matrimônio Mazzini-Ferraz. Tinham a língua entre os lábios, os olhos estúpidos vazios e se voltavam com a boca aberta. O pátio era de chão batido, fechado a oeste por um muro de ladrilhos...
Aproximação de conjecturas para um conceito de conto
05/12/2008 | Por
JB Neves
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Para alguns, a pergunta: que é o conto? não encerra nenhum problema: é um assunto artificial, resolvido pelo critério da extensão...
O telefone está tocando, Delia
03/11/2008 | Por
Lauro Marques
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As mãos de Delia doíam. Como vidro moído, a espuma de sabão ardia nas rachaduras de sua pele, punha nos nervos uma dor áspera ferida repentinamente por lancinantes agulhadas. Delia havia chorado sem disfarces, abrindo-se para a dor como para um abraço necessário. Não chorava porque uma secreta energia a repelia para a queda fácil do soluço; a dor do sabão não era razão suficiente, depois de todo o tempo que tinha vivido chorando por Sonny, chorando pela ausência de Sonny. Teria sido degradar-se, sem a única causa que para ela merecia a dádiva de suas lágrimas. E, além disso, ali estava Babe, em seu berço de ferro comprado a prazo. Ali, como sempre, estavam Babe e a ausência de Sonny. Babe em seu berço ou engatinhando sobre o tapete surrado; e a ausência de Sonny...
Abelardo Castillo: A mãe de Ernesto
03/11/2008 | Por
JB Neves
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Foi há muito tempo. Ainda havia o Alabama, aquela estação de serviço que haviam construído na saída da cidade, ao lado da rodovia. O Alabama era uma espécie de restaurante inofensivo...
Você é escritor? Eu também!
03/11/2008 | Por
Flávio Paranhos
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Já está bem estabelecido que os americanos estão lendo menos do que liam. Um relatório recente do National Endowment for the Arts (NEA) reportou que 53% dos americanos não leram nenhum livro no ano passado - um dado que deixou alertas todos aqueles que têm afeição por (ou interesse comercial em) livros. Mas mesmo que mais pessoas escolham a fantasmagoria das telas no lugar dos prazeres contemplativos das páginas, há um fenômeno paralelo espalhado pelo país: a grafomania coletiva. "Como publicar tem se tornado menos caro, o desejo de escrever tem se materializado na oportunidade de publicar", disse Gabriel Zaid, um crítico mexicano e autor de "So many books: Reading and publishing in na age of abundance", uma reflexão sobre a vida literária num mundo cheio de livros...
Horácio Quiroga: A almofada de penas
02/11/2008 | Por
JB Neves
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Durante o dia sua enfermidade não avançava, porém a cada manhã amanhecia mais lívida, quase em síncope. Parecia que somente de noite a vida se lhe fugia em novas asas de sangue. Tinha sempre ao acordar a sensação de estar caída na cama com um milhão de quilos por cima. Desde o terceiro dia essa sensação de desmoronamento ...
Tradução: Pequeno café, de Paul Valéry
29/09/2008 | Por
Lauro Marques
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Um gênio em roupas escuras, grosseiramente pintado de barba quase azulada... Ele se entedia tanto de sua solidão! Pega um banco para mim. Ele me traria qualquer coisa. Compreendo que vive num mundo imaginário...
Educação não é missão
O “discurso missionário” é tão forte que basta observar o resultado de concursos do tipo “Professor do Ano” ou “Professor Nota 10”. Não raras vezes os vencedores são profissionais pouco preparados. Pessoas que mal sabem ler, mas ensinam a ler...
Por Ademir Luiz
A inconsistência de Ser
“Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?”. Assim escreveu Clarice Lispector, que dizia prescindir da realidade, porque tudo se pode ter, através do pensamento...
Por Brasigois Felício
O duelo atrapalhado
Não sei quem são seus sócios, nem onde arrumou grana, mas não é de ver que o tal boteco ficou a fina flor de ajeitado? Paredes de pau a pique, telha de zinco, um balcão oval com tamboretinhos redondos...
Por Edival Lourenço
O morto não presta
A sala estava repleta de gente, pessoas conhecidas, rostos estranhos também, e mais aquele vereador que nunca faltava a um velório sequer...
Por Eberth Vêncio
Uma nova doença
Quem primeiro falou sobre Aids em Goiás, que eu me lembre, foi o escritor e dentista Carmo Bernardes, numa crônica no Diário da Manhã, no final de 1980 ou início de 1981...
Por Helverton Baiano
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