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Cem Anos de Solidão, um livro para se ler eternamente

Cem Anos de Solidão, um livro para se ler eternamente

Não queira tirar uma moral exclusiva ou um sentido único de “Cem Anos de Solidão”. Porque ele é plural e contém todos os sentidos e todas as morais. Seu estágio de conhecimento, seu estado de espírito, suas crenças e ideias dominantes é que vão dar o tom do que se perceber, do que se retirar. No microcosmo chamado Macondo é que a saga dos Buendía-Iguarán se destrinça. Uma sequência de José Arcádio e Aureliano se sucede em profusão, cobrindo um período sintomático de 100 anos.

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Centenas de livros raros e esgotados para download gratuito

Centenas de livros raros e esgotados para download gratuito

A Livraria Virtual do Senado disponibilizou para download gratuito centenas de livros, raros, esgotados ou de referência nas áreas de arquitetura, história, direito, política, biografia e literatura. Um verdadeiro achado na lista é a coleção “História da Literatura Ocidental”, do ensaísta, crítico literário e jornalista austríaco naturalizado brasileiro, Otto Maria Carpeaux. Entre as preciosidades destaca-se também o livro, “Conselhos aos Governantes”, que reúne textos de Platão, Isócrates, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdã, Miguel de Cervantes, Maurício de Nassau, D. Pedro II, Frederico da Prússia e Marquês de Pombal.

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26 livros que mudaram minha vida e podem mudar a sua

26 livros que mudaram minha vida e podem mudar a sua

A presente lista, como as listas de um modo geral, tem algo de arbitrário e aleatório. Mas na medida do possível procurei citar aqueles livros que mais fortemente me marcaram em algum momento e por isso mesmo são minhas influências mais recorrentes. É claro que influências não ocorrem apenas por admiração, mas também e, sobretudo, por antipatia. Os livros de que não gostei me influenciam, na medida em que procuro me afastar dos recursos e técnicas neles utilizados. Ative-me apenas a livros de ficção em prosa.

A face oculta de Lolita

A face oculta de Lolita

Recusado por diversas editoras americanas, quando saiu em 1955 por uma editora francesa especializada em publicar livros em inglês, o escândalo foi de alta voltagem. Lolita, a personagem, transformou-se de imediato num símbolo da revolução de costumes em curso. O autor não conseguia compreender o sucesso, logo ele que escrevia textos sofisticados, burilados ao extremo, peças de teatro, ensaios críticos, traduções para o russo e uma biografia de Nikolai Gógol.

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Biografia “tira” a roupa de Caetano Veloso? Tudo indica que sim. Mas ele não se torna um artista menor

Biografia “tira” a roupa de Caetano Veloso? Tudo indica que sim. Mas ele não se torna um artista menor

Caetano Veloso é um dos artistas populares mais fascinantes e sofisticados do país. Ele canta, compõe e escreve muito bem. E é músico — não tão bom quanto Gilberto Gil e Jorge Benjor, mas ninguém é perfeito. Dos vivos, há poucos pares para o baiano (uma lista mínima inclui Chico Buarque, João Gilberto, Paulinho da Viola, Milton Nascimento e Gilberto Gil). A surpresa não é que esteja chegando uma biografia não-autorizada às livrarias. O que impressiona é que um artista de sua qualidade, com quase 75 anos de idade, não tivesse sido biografado de maneira ampla.

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Primo Levi diz que fórmulas literárias não geram escritores e empobrecem a literatura

Primo Levi diz que fórmulas literárias não geram escritores e empobrecem a literatura

No Brasil, enquanto assistem séries em série e partilham churrascadas ou flanam pelas ruas das cidades, escritores e intelectuais dizem que não têm tempo para escrever. Primo Levi sugere ao leitor que quer ou julga que quer ser escritor: “Se o senhor tiver realmente sangue de escritor, encontrará de qualquer jeito tempo para escrever”. Jane Austen, não citada por Primo Levi, escrevia numa escrivaninha desconfortável, não tinha escritório nem ar condicionado e legou a nós alguns romances excepcionais.

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Sai no Brasil romance de Zamiátin que influenciou 1984, de George Orwell

Sai no Brasil romance de Zamiátin que influenciou 1984, de George Orwell

No semanário “Tribune”, em 1946, Orwell publicou uma resenha de “Nós”. O crítico escreveu que era “uma das curiosidades literárias nesta época de queimar livros”. Ele sugeriu que “Admirável Mundo Novo” derivava “parcialmente” da obra de Zamiátin. O romance seria uma sátira e advertência a respeito dos “objetivos implícitos da civilização industrial”. “Nós” era, no dizer de Orwell, “um estudo da Máquina, o gênio que, num gesto imprudente, o homem soltou da garrafa e não consegue guardá-lo de volta”.

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