Colunistas

O amor não é prisão. Liberte-se!

O amor não é prisão. Liberte-se!

“O que você faria se tivesse poucos meses de vida?” Um livro me surpreendeu com esta pergunta e me deixou inquieta. Na rotina diária de acordar, trabalhar e cumprir nosso papel social, mal paramos para pensar nessa questão. A não ser que descubramos uma doença fatal, não pensamos no dia em que morreremos. Afinal, estamos vivos. Mas aí vem alguém e lhe joga esta pergunta, assim, do nada… O que você faria se soubesse que em breve morreria?

Cantadas e xavecos dos bastidores da república

Cantadas e xavecos dos bastidores da república

Você vem sempre aqui na CPI? Nossa! Eu não sabia que boneca também prevaricava. Essa mulher ainda vai me fazer perder a cobiça. Você é a nora que mamãe pediu ao Ministro do Supremo. Qual é o número da conta secreta do seu cachorrinho nas Ilhas Cayman? Uau! Se tráfico de influência desse cadeia, você pegaria prisão perpétua. Isso é que é mulher, e não aquela quebradeira de empresas petrolíferas que eu tenho lá em casa.

O único lugar onde se concorda com tudo é o lugar-comum. Discorde!

O único lugar onde se concorda com tudo é o lugar-comum. Discorde!

Não, você não precisa concordar com tudo o tempo todo só para não se indispor com seja lá quem for. Também não precisa gostar do que todo mundo gosta só para não estar só. Nada disso. Entre outras coisas, liberdade serve para isso mesmo. Para discordarmos de quem quisermos, quando desejarmos. Discordemos, pois! Tem gente por aí tentando provar o contrário, mas você e eu ainda somos livres para ter opinião.

A tristeza dói. Ser feliz dói mais ainda

A tristeza dói. Ser feliz dói mais ainda

Viver dói. E não estamos pensando somente nas dores de dente e nem nas cólicas renais que nos desafiam a sorrir. Muito menos na artrose que nos retardam a caminhada. É que sabemos o que está escondido atrás das fotos sorridentes nas redes sociais, das dificuldades de lidar com sonhos frustrados e do silêncio pesado de uma noite mal dormida. Sim, é isso que dói.

Carta aberta aos canalhas

Carta aberta aos canalhas

Aquela história de se julgarem a cereja do bolo, a última Coca-Cola do deserto, a bala de prata do tambor, e coisa e tal, tudo isso é balela. Não subestimem tanto assim o restante do planeta. Podem acreditar: quando revirarem as suas tripas durante uma autópsia — enquanto comentam os peitos novos da papiloscopista ou os resultados da última rodada da Champions League de futebol — não vai dar pra saber que seres humanos incríveis vocês eram, se amavam demais, se odiavam de menos, se tratavam a solidão da maneira mais delicada possível.

O amor é para os atrevidos. Deixe de coisa e vá buscar o seu

O amor é para os atrevidos. Deixe de coisa e vá buscar o seu

Então fica assim. Para o bem de todos os amantes, para a saúde de todo ser amado, quem quiser um amor verdadeiro vai ter de ir buscar. Esse negócio de esperar no sofá, a TV ligada, o olhar perdido, a vida em estado de suspensão por longos fios de baba enquanto a pessoa perfeita não vem, tudo isso fica revogado até segunda ordem. Desista que do céu não vai