Colunistas

Manifesto pelo direito de não ter opinião

Manifesto pelo direito de não ter opinião

Com o heterônimo de Alberto Caeiro, Fernando Pessoa dizia haver “metafísica bastante em não pensar em nada”. O poeta disseminou incansavelmente a adoração da coisa pela coisa, dedicando especial atenção à contemplação da natureza em sua forma mais pura, desnuda de qualquer juízo de valor: “Creio no mundo como num malmequer, porque o vejo. Mas não penso nele porque pensar é não compreender… O mundo não se fez para pensarmos nele (pensar é estar doente dos olhos), mas para olharmos para ele e estarmos de acordo”.

Já que viver é começar a morrer, prefiro continuar sonhando

Já que viver é começar a morrer, prefiro continuar sonhando

Tem momentos na vida em que precisamos lutar com todas as forças. Somos colocados em espaços vazios, lugares abandonados de almas. Há um grito de desespero. À beira do leito, o pai segura a mão do filho em fase terminal do câncer. Atrás das cortinas, alguém procura sua ilusão perdida; enquanto que, em algum lugar por aí, um romance fracassado morre afogado em melancolia. Lá fora já está amanhecendo, enquanto se faz escuridão aqui dentro.

33 razões para sobreviver ao fim de um amor

33 razões para sobreviver ao fim de um amor

Seu mundo caiu. Você já não sabe mais a ordem da vida, por onde começar ou recomeçar a existir. Fique calmo e respire fundo. Essa é uma lista pensada em te ajudar a entender e sobreviver ao fim de um relacionamento. Você encontrará alguns porquês e outras tantas razões para seguir adiante. No fim das contas, o importante é seguir. A lista e em frente.

O misterioso mundo secreto das mulheres solteiras

O misterioso mundo secreto das mulheres solteiras

É que às vezes a vida fica confusa. As emoções andam em zigue-zague da clareza da alma ao ponto mais negro da sombra do coração. Porque somos seres de sentimentos opostos, ao mesmo tempo em que queremos algo, temos medo. Dizemos ‘não’ querendo dizer ‘sim’. E quando não queremos tal coisa, às vezes, somos obrigados a fazê-la.

Como interpretar sonhos sem cair no ridículo

Como interpretar sonhos sem cair no ridículo

Enquanto eu dormia, minh’alma saiu pra dar um rolezinho e nunca mais voltou. Papai não gostou nada da brincadeira. Sou espirituoso. Ele é espiritualista. Às vezes me chama de espírito-de-porco. Ele cria e crê piamente que as almas dão sim os seus passeios enquanto estamos dormindo. Ninguém enxerga, mas lá estão elas, a rosetar pelo limbo. Por que motivo elas não permanecem ali, nem eu, nem ele saberíamos dizer. Eu, se fosse uma alma com hábitos noturnos, pessoalmente, ainda que pequena, ainda que valesse a pena, não voltaria para o meu corpo nem às custas de um despertador gritando na escrivaninha.