Desenho de  Wendy MacNaughton
revista bula

compartilhe



últimos comentários

  • Escolheu o melhor vestido, o salto mais alto e a cueca mais bonita. Horácio Leal ...

    2 dias atrás por Horácio Leal sobre 30 contos de até 100 caracteres
  • Valeu, Mario. ...

    2 dias atrás por eberth vencio
  • HENRIQUE, JEAN, LUIS THIAGO, EDUARDO E FELIPE, obrigado pelos seus comentários. ...

    2 dias atrás por eberth vencio
  • Ximenes, obrigado pela sua visita. Um abraco. ...

    2 dias atrás por eberth vencio

últimas no twitter

  • @everaldomarques Palpite?
    15 horas atrás
  • 'Descoberta a cura da enxaqueca: guilhotina.' (@cherguevara)
    1 dia atrás
  • 40 anos tentando atravessar a Abbey Road: http://t.co/BTdWg2dD
    1 dia atrás
  • Historinha interativa criada pelo Google narrando a trajetória de um e-mail, do remetente ao destinatário: http://t.co/9NoyAZBS
    1 dia atrás
  • 38 garotas, 38 quartos: http://t.co/HpnQksH4
    1 dia atrás

parceiros

  • twitter rank


sugestões de livros

sugestões de filmes

  • O Homem de La Mancha, com Sophia Loren

POR EM 06/04/2009 ÀS 07:48 PM

Frost/Nixon, de Ron Howard

publicado em

“Frost/Nixon”, com direção correta de Ron Howard, narra um capítulo importante da história política mundial e pode ser tomado como uma ótima seqüência para o sensacional “Todos os Homens do Presidente” (1976), de Alan J. Pakula
 

Texto publicado originalmente no Scream Yell

Em 19 de maio de 1977, quase três anos após renunciar à presidência dos Estados Unidos, Richard Nixon concedeu uma rara entrevista ao apresentador de variedades britânico David Frost. A conversa, dividida em quatro partes, gravada em quatro dias diferentes, se tornaria a entrevista mais vista da história da televisão mundial. Por vários motivos: Nixon renunciou apenas para evitar o impeachment, não respondeu às acusações e não se desculpou publicamente… até encontrar David Frost.

“Frost/Nixon”, com direção correta de Ron Howard, narra um capítulo importante da história política mundial e pode ser tomado como uma ótima seqüência para o sensacional “Todos os Homens do Presidente” (1976), de Alan J. Pakula, em que dois jornalistas (no filme, Robert Redford e Dustin Hoffman) descobrem que o então presidente estava envolvido na espionagem do Partido Democrata no hotel Watergate, em Washington, o que entre outras coisas termina na renuncia de Nixon.

Vencedor de quatro Oscar, “Todos os Homens do Presidente” é uma aula sobre a força do jornalismo, e “Frost/Nixon” segue o mesmo caminho. No primeiro, porém, a figura tradicional do jornalista é vista em toda sua plenitude (tanto que a direção do filme reconstruiu a redação do Washington Post em estúdio – com auxilio do jornal –para que o filme soasse o mais verossímil possível) enquanto o segundo causa mais interesse quando o assunto é manipulação da mídia e, principalmente, televisão.

David Frost era apresentador de auditório de um programa na Austrália quando teve a sacada que conseguir uma entrevista com Nixon poderia render uma grande audiência. Não entendia de política e não estava acostumado com o meio, então corria o risco de ser manipulado pelo adversário e ver o especial que planejara ser transformado em uma homenagem ao ex-presidente. É mais ou menos isso que acontece nas três primeiras sessões de entrevista. Nixon massacra Frost em assuntos complexos, polêmicos e capitais do mandato do ex-presidente, mas o apresentador não desiste.

Na última das quatro sessões de entrevista, a pauta deveria tratar exclusivamente sobre o escândalo de Watergate, e Ron Howard apóia-se nos closes que valorizam as ótimas interpretações de Michael Sheen (o Tony Blair de “A Rainha”) e Frank Langella em atuação digna de (sua indicação ao) Oscar. É interessante observar como o entrevistado domina o entrevistador e, com isso, o conteúdo da entrevista. Vistos juntos e em seqüência, as quatro sessões ensinam mais sobre jornalismo – e televisão – do que meses trancado em uma sala de aula.

Não à toa, o local em que a entrevista é feita lembra muito mais um ringue do que uma sala de estar. Cada pergunta é estudada antecipadamente, e as respostas – como quase sempre quando o assunto é política – dizem mais sobre outras coisas do que sobre o que foi perguntado. Como aula de jornalismo, “Frost/Nixon” mostra que uma entrevista pode ser uma grande batalha (ou uma grande manipulação). Como cinema soa um filme correto, o que no caso de Ron Howard já é um avanço (vide “O Código Da Vinci”, “A Luta Pela Esperança” e “Uma Mente Brilhante”). Para assistir e lembrar nos debates das próximas eleições.
 

Bookmark and Share

Comentários (0)



*Obs — todos os comentários são moderados.
Não é aceito nenhum tipo de script ou formatação, caso queira adicionar um link apenas cole o endereço normalmente.

É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2012 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — seutexto@uol.com.br


renovatio