Tio Dino responde ao Questionário Proust
Na Inglaterra vitoriana havia um divertimento de salão chamado “Confissões”, no qual os participantes respondiam a uma série de perguntas pessoais. Em homenagem ao autor de “Em Busca do Tempo Perdido”, que gostava do jogo, a brincadeira é conhecida hoje pelo nome de “Questionário Proust”. A Revista Bula fez algumas adaptações e convidou personalidades da internet para responder o questionário. Nesta edição, quem responde é o publicitário Dino Cantelli, 25 anos, criador do blog (Tio Dino) e uma das lendas do Twitter Brasileiro (@tiodino).
Tio Dino por Tio Dino
Gosto de pescar no valo, arrumar encrenca, tomar porre, falar mal dos outros, empurrar manco de escada, dar tranque em cego e cobiçar a mulher do próximo. Não pago o dízimo. Gosto de ir em casamentos e aniversário de penetra, velório de rico e janta de partido político.
Onde começa sua genealogia?
No trocadilho ginecológico da imaculada minha mãe.
Para que serve o Twitter?
Pra arranjar inimigo.
E o Orkut?
Pra arranjar ex-namorada.
10 anos a mil ou 1000 anos a dez?
Oscar Niemeyer life + Vitor Fasano style seria uma boa equação.
A twittada do século, quem foi o autor?
Se existe, ambos foram enterrados como indigentes.
Ainda sobre o Twitter: um chato e um gênio?
Chato é aquele que segue perfis de humor com a intenção de saber de notícias confirmadas, dicas de saúde pública, responsabilidade socioambiental e discursos voltados à família. O gênio é o que caiu fora no primeiro tweet.
Com qual figura histórica você mais se identifica?
Lincoln. O rapazinho do meu avatar.
Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Os que acham que estão fazendo história.
Qual livro clássico é um crime ecológico?
Todos aqueles pedantes que davam para a molecada no 2º grau, pensando que assim amaríamos o José de Alencar mais que a Playboy do mês.
Afinal, Bentinho gostava de Capitu ou de Escobar?
Amante é um caso a parte.
Funk é música, Fiuk é cantor?
Funk só é música quando está com James Brown. E Fiuk é a onamatopeia de um peido.
O que é pior do que música sertaneja?
Não tenho nada contra música sertaneja, mas se tivesse, provavelmente seria uma espingarda cano duplo.
Pra que serve o cinema nacional?
Salvo exceções, abater no imposto.
Loiras, morenas, ruivas ou uma quarta opção a sua escolha?
Minha paleta de cores aceita qualquer tonalidade. SUAS LINDAS.
Deus existe, assim como papai Noel, o Coelhinho da Páscoa e o Acre?
Se existe ou não, não me incomoda. O que me incomoda são os ateus e os fervorosos, que insistem nessa ladainha de quem acendeu o primeiro fósforo da iluminação. Mal sabem que só o que eu quero é tocar fogo.
Quem mandaria para Lost?
Eu mandaria o Box com todas as temporadas.
Um blogueiro chato?
O que se acha referência. Qualquer gordo, feio e alto também é uma referência, nem que seja de localização.
Paulo Coelho, Lya Luft, Augusto Cury ou Marcelo Mirisola?
Você está me dando opções ou ameaças?
Sarney ou Fernando Collor?
Sabe qual a diferença do Sarney, do Collor e um saco de esterco? O saco.
Dilma é Dom Quixote ou Sancho Pança?
Dilma é um animatronic feito pela galera do PT. Meio dura e funciona com certa dificuldade.
E o Serra?
Provou que não é só um rostinho bonito.
Um bife no prato ou duas vacas voando?
Vou chamar o Homer para me ajudar nessa: “Se Deus não quisesse que comêssemos os animais, por que fez eles de carne?”.
O sol é para todos. A sombra só para alguns. E o subsolo?
Vai ser todo do Eike Batista. Só digo isso.
Como gostaria de morrer?
Nos braços da Scarlet Johansson dizendo: — você disse que seu marido estaria viajando.
Complete o versinho: Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de...?
“Grande compositor que sabe fazer rimas”.
Qual pergunta falta fazer?
Chega, né?
E qual seria a resposta?
Sim.
Qual epígrafe te acompanha?
“Segue reto toda vida”. O Keep Walking sem gelo da classe média.
Para quem vai o abraço?
Abrasss a todos os que me seguem. Também não faço ideia de onde quero chegar.















