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POR EM 14/03/2010 ÀS 01:28 PM

Mérito e reparação: o que lembrar antes que oficializem o racismo no Brasil

publicado em

"As diferenças entre um branco nórdico e um negro africano compreendem apenas uma fração de 0,005 do genoma humano. É a comprovação científica de que raça não existe ou só existe para os racistas"

"Inventaram que responsabilizei os negros pela escravidão. É mentira. Apenas trouxe à luz o que está em qualquer estudo sobre o período: o tráfico de pessoas negras não começou com os europeus, mas entre os africanos; e era negra grande parte dos traficantes de negros"

 Operários, de Tarsila do Amaral

"Os ongueiros querem que aceitemos a falácia de que a miscigenação ocorreu por estupro. Ou seja, todos os brasileiros que não forem de uma raça pura, segundo a tese racista dos militantes, tiveram sua origem em um crime sexual"

A volta à tona da discussão sobre as cotas em vestibular de instituições públicas de ensino superior concede a oportunidade de se observar ainda com mais encantamento a multiplicidade de cores conquistada pelo Brasil com a miscigenação. Do ponto de vista institucional, o debate se acirrou após o questionamento do partido Democratas ao Supremo Tribunal Federal acerca do benefício na Universidade de Brasília (UnB). No Congresso Nacional, estão em fase de apreciação os projetos de lei das deputadas Nice Lobão (PMDB-MA) e Iris Araújo (PMDB-GO) e dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Marconi Perillo (PSDB-GO). Elaborei voto em separado aos quatro textos e vou apresentá-lo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Para ficar no centro do furacão, bastou dizer que minha opção é pelas cotas sociais, em vez das cotas raciais. Nos últimos dias, o barulho se intensificou após audiência pública no STF, em que reafirmei embasado em estudos que as vagas obtidas pela análise da situação social são mais justas que as advindas da cor da pele, pois ampara o pobre, seja ele preto, branco, amarelo ou de qualquer outra tonalidade.

Serys Slhessarenko, senadora petista do Mato Grosso, é a relatora das proposições citadas e se manifestou favorável ao PLC 180 (Projeto de Lei da Câmara, que na origem tinha o número 73), de Nice Lobão. O texto da eminente parlamentar maranhense destina vaga a estudantes autodeclarados negros, pardos e indígenas. Slhessarenko abriu mão do PLS 215, de 2003, apresentado por Dona Iris no tempo em que ocupou com brilhantismo uma vaga no Senado; dispensou igualmente o PLS 344 e o 479, ambos de 2008, de autoria respectivamente de Marconi e Álvaro Dias. Em comum, os projetos rejeitados conferiam o critério social para o ingresso nas universidades federais e estaduais, além de instituições como as antigas escolas técnicas e agrotécnicas, depois rebatizadas de Institutos Federais de Tecnologia. Por isso, voltei às pesquisas sobre as cotas raciais e concluí o que disse na audiência pública do STF e tenho repetido: elas são injustas, têm o propósito de dividir o Brasil e vão institucionalizar o racismo.

Defendo o mérito, pois ele premia o esforço, o talento, a perseverança e outras virtudes necessárias ao desenvolvimento do homem na carreira profissional e na vida, para as quais se prepara, ou deveria se preparar, no ensino superior. Portanto, os melhores têm de ser aprovados no vestibular, essa instituição falida e meramente protocolar em grande parte das faculdades particulares.

Evidentemente, não se pode omitir que as diferenças sociais afastam das universidades oficiais os filhos de famílias de baixa renda, que não puderam frequentar bons colégios, assim entendidos os de ensino privado, já que a omissão ao longo dos anos sucateou a escola pública. No lugar de cotas, o debate deveria ser pela elevação da qualidade do ensino público, cujo retrato hoje, apesar de a publicidade mostrar o contrário, é o de escolas caindo aos pedaços, merenda escolar de 30 centavos, transporte degradante de alunos, professores ganhando salário mínimo. Em vez de cotas no ensino superior, deveríamos estar debatendo a escola em tempo integral, o investimento maciço no ensino fundamental, para que a base sólida capacitasse o estudante de todas as cores à competição no vestibular e no mercado. Mas a discussão é acerca da reserva de vagas e defendo as cotas sociais, com período determinado, para reparar a dissonância econômica, ainda que se esteja erroneamente querendo consertar na academia o que o poder público não conseguiu com as políticas de desenvolvimento humano.

No tiroteio verbal ao qual essas ideias foram submetidas não se localiza a palavra meritocracia. Se o mérito, fácil de aferir, está abolido, opta-se pelo critério racial, e este padece de uma falha insanável: raças não existem. Aliás, só existe uma, a raça humana. Na impossibilidade de driblar a genética, os partidários do politicamente correto partem para a criatividade. Umas instituições imitam os censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e deixam o candidato aos cursos dizer a própria raça, na chamada “autodeclaração”. Em outras, como a UnB, forma-se um conselho para determinar quem é negro ou não. Em ambos os casos, a bizarrice é flagrante. A autodeclaração é tão kafkiana que foram parar na capa da “Veja” os irmãos gêmeos com opiniões bem distintas: um se considerava branco; outro, negro. Como desmenti-los, se a maioria da população brasileira é realmente formada por sangue de índio, brancos e negros em cada pessoa? O conselho, ou algo parecido, dispõe de qual critério para aprovar alguém por etnia? A cor da pele? Os ancestrais? O cabelo? A resposta a essas e outras perguntas simples tem sempre um matiz ideológico. Quando o interlocutor não se convence, pois o argumento é raso, seguem-se xingamentos ou quaisquer das diversas formas de se apelar na debilidade de conteúdo.

A ciência explica o embaraço dos defensores das cotas raciais quando confrontados com a ausência de nível nos critérios. Cientificamente, as diferenças entre indivíduos de um mesmo grupo serão sempre maiores do que entre os dois grupos, considerados em seu conjunto. Estudos comprobatórios do tema têm quase meio século, como os do geneticista Richard Lewontin, da universidade Harvard. Deem-se de exemplos os personagens das cotas que o governo pretende aprovar, negros e brancos. No grupo dos negros, haverá pessoas altas e baixas, inteligentes e nem tanto, canhotas e destras, com propensão a ou proteção genética contra certas doenças. O mesmo ocorrerá no grupo de brancos. Como se nota, no interior de cada grupo a diversidade de indivíduos é grande, mas ela se repete nos dois conjuntos. A única coisa que varia entre os dois grupos é a cor da pele, o formato do nariz e a textura do cabelo e, mesmo assim, somente porque os dois grupos já foram selecionados a partir dessas diferenças. Em tudo o mais, os dois grupos são exatamente iguais. Repetindo, os seres humanos são todos iguais ou, citando o geneticista Sérgio Pena, os homens são igualmente diferentes.

Em “Não Somos Racistas — Uma Reação aos que Querem nos Transformar numa Nação Bicolor” (Editora Agir), o jornalista e pesquisador Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, lembra que o genoma humano é composto por 25 mil genes. As diferenças mais aparentes (as que aparecem no parágrafo acima: cor da pele, textura do cabelo, formato do nariz) são determinadas por um conjunto de genes insignificantemente pequeno se comparado a todos os genes humanos. Para ser exato, as diferenças entre um branco nórdico e um negro africano compreendem apenas uma fração de 0,005 do genoma humano. É a comprovação científica de que raça não existe ou só existe para os racistas ou “raça é um conceito social, não um conceito científico”, no conceito do cientista Craig Venter, primeiro a descrever a sequência do genoma humano.

Mas essa discussão científica não interessa aos arautos das cotas. Tentam se agarrar a explicações sociológicas, mas também elas não resistem a 60 segundos de raciocínio. Quando saem da genética e da sociologia para uma ciência exata, a estatística, os tropeços só ficam ausentes quando se estabelece a fraude. Ali Kamel destroça os argumentos advindos de dados manipulados, como os conseguidos pelo IBGE. Quando lhes convêm, os racialistas somam pardos a pretos (são esses os nomes nas planilhas dos recenseadores) e os agrupam em uma categoria, negros, que seriam 48% da população. Usam o truque e aplicam o índice ao afirmarem, por exemplo, que dos 56,8 milhões de pobres os negros são 65,8% e os brancos, 34,2%. O Brasil seria igual à camisa do Santos: bicolor, só preto e branco. E o mais grave, porque desonesto: para esse e outros argumentos, os pardos servem.

A farsa da estatística não suporta uma conferência aos números, afirma Kamel: “Segundo o IBGE, os negros são 5,9% e não 48%. Os brancos são, de fato, 51,4% da população. A grande omissão diz respeito aos pardos: eles são 42% dos brasileiros. Entre os 56,8 milhões de pobres, os negros são 7,1, e não 65,8%. Os brancos, 34,2%, e os pardos, 58,7%. O que fazem os defensores da tese de que no Brasil brancos oprimem os negros é juntar o número de pardos ao número de negros, para que a realidade lhe seja mais favorável: é apenas somando-se negros e pardos que o número de pobres chega a 65,8%”.

No site da UnB lê-se: “Vítimas de várias perseguições racistas, negros e negras sempre enfrentaram enormes dificuldades para ingressar e permaner (sic) na universidade. Desde a formação das instituições de ensino superior no século 19, jamais houve um projeto que garantisse o acesso em massa da população negra à academia. Hoje, os negros correspondem a apenas 2% do contingente de universitários, apesar de representarem 45% dos brasileiros”. Esse argumento, como os mesmos erros de Português e estatística, foi levado à audiência pública no STF. Portanto, a se crer nesses percentuais, apenas 2% dos estudantes de curso superior são negros. Ou seja, para esse argumento os pardos já não servem.

A manipulação estatística é óbvia. Que instituto contou os negros e eles “representaram 45% dos brasileiros”? Em que ano “houve um projeto que garantisse o acesso em massa” da população branca, amarela e tantas outras que formam esse Brasil miscigenado? Qual censo concluiu que só 2% dos universitários, contados os dos estabelecimentos públicos e dos particulares, são negros? E o mais grave: onde estão os registros das “vítimas de várias perseguições racistas, negros e negras”, que “sempre enfrentaram enormes dificuldades para ingressar e permanecer na universidade”? Cadê um documento comprovando as “perseguições racistas” para negros não entrarem ou, entrando, não permanecerem no curso superior?

Isso não é apenas desonestidade intelectual ou tentativa de proteger uma determinada parcela da população, isso é uma maneira de desacreditar as informações de uma das melhores instituições de ensino superior da América do Sul. A paixão da UnB, ou de sua direção e seus dirigidos nos movimentos, pela cotas ultrapassou a defesa intransigente e partiu para a mentira. Todos os textos do site do UnB apresentam os mesmos equívocos dos discursos de seus representantes, ou seja, a repetição do blá-blá-blá de passeata. Ao se checar, o número derrete e vira opinião militante.

O engodo se generalizou a tal ponto na UnB que o jeito foi recorrer ao Supremo. Transparente e plural, o Tribunal abriu suas portas ao debate de ideias e deu espaço à divergência, juntando os mais diferentes lados de análise das cotas. Apesar das bravatas dos politicamente corretos, os ministros haverão de manter a coerência que lhes é peculiar. Num habeas corpus, o de número 82.424, o STF foi preciso ao reconhecer a inexistência de raças:

“Com a definição e o mapeamento do genoma humano, cientificamente não existem distinções entre os homens, seja pela segmentação da pele, formato dos olhos, altura, pelos ou por quaisquer outras características físicas, visto que todos se qualificam como espécie humana. Não há diferenças biológicas entre os seres humanos. Na essência são todos iguais”.

O Supremo foi primoroso também ao tratar de raça e racismo: “A divisão dos seres humanos em raças resulta de um processo de conteúdo meramente político-social. Desse pressuposto origina-se o racismo que, por sua vez, gera a discriminação e o preconceito segregacionista”.

Portanto, espera-se que o STF acabe, mesmo antes de os projetos serem votados no Congresso, com a tentativa de institucionalizar o racismo. Até porque, como a Corte Maior é guardiã da Lei Maior, haverá de reconhecer a inconstitucionalidade da cota racial. É inconstitucional porque desconsidera a variável econômica na política de integração. É inconstitucional pois, ao se esquecer dos brancos pobres e demais cores de carentes, tenta atingir a missão extravasando os limites razoáveis do programa afirmativo, quebrando o princípio da proporcionalidade. É inconstitucional por descumprir o princípio da ponderação: de um lado, a necessidade de programas afirmativos para integrar o negro; de outro, a violação aos direitos dos demais cidadãos não beneficiados com essas medidas e a possibilidade de inserir o ódio entre negros e brancos como elemento relevante da unidade nacional.

Há diversas outras questões legais, sociológicas, estatísticas, genéticas, mas os defensores das cotas raciais preferem partir para a baixaria. Para os muitos que os enfrentam, o jogo está sendo pesado. Contra mim, por exemplo. Fazem o que querem com o que digo: tiram do contexto, interpretam como querem, colam umas frases a outras para obterem o que almejam. Quando eu não falo, inventam. Já há na internet mais frases atribuídas a mim do que ditas por mim. Do meu discurso na audiência pública no STF, que durou mais de meia hora porque usei os tempos destinados às duas Comissões de Constituição e Justiça do Congresso, os militantes apanharam duas frases. Na primeira, fizeram uma grita porque rebati a tese do estupro original. Os ongueiros querem que aceitemos a falácia de que a miscigenação ocorreu por estupro. Ou seja, todos os brasileiros que não forem de uma raça pura, segundo a tese racista dos militantes, tiveram sua origem em um crime sexual. Isso não é verdade. Houve violência, sim, mas houve também consentimento, entre casados, amancebados, juntados, enfim, as relações entre homem e mulher com ascendência indígena, europeia e africana. Inventaram que responsabilizei os negros pela escravidão. Também é mentira. Apenas trouxe à luz o que está em qualquer estudo sobre o período: o tráfico de pessoas negras não começou com os europeus, mas entre os africanos; e era negra grande parte dos traficantes de negros. Pronto!, caiu o mundo na minha cabeça. Só por dizer a verdade, pois a verdade não interessa ao politicamente correto.

Reafirmo tudo que disse nas audiências públicas, inclusive as do Senado e do STF, e concluo pedindo aos apaixonados pela causa: pesquisem, leiam, estudem. Não incitem o ódio racial. Não queiram dividir o país. E vamos ao debate.

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Comentários (12)

  • O senador Demosténes é um membro de um congresso branco que logicamente apresenta os dados e argumentos que tentam justificar o apartheid brasileiro o mais cruel e eficiente do mundo. A etnia branca apesar de minoritária ocupa 98% do espaço social, político e econômico brasileiro. Se aproveita de nós afrodescendentes não termos nem mesmo representação política. Criamos o PDTE - Partido de Todas Etnias para lutarmos pela construção de uma nação multiétnica conforme está escrito na Constituição Brasileira de 1988 e que o Senado brasileiro insiste em desrespeitar (não só o Senado como a maioria das instituições brasileira dominadas por pessoas como o senador Demóstenes).
    O Senador quer debate. Só não diz como, já que a etnia branca domina todo o espaço brasileiro e principalmente a mídia. Se isto não é apartheid que o senador Demóstenes pelo menos não ofenda a inteligência dos afrodescendentes brasileiros.
    Ao invés de olhar para o seu umbigo o Senador deveria em seus "estudos" e "pesquisa" como que os EUA com uma população afrodescendente de 10% de sua população tem uma participação na sociedade norte-americana que é um sonho para nós afrodescendentes (apesar do racismo naquele país ser claro). O respeito que o negro norte-americano tem fizeram com que, mesmo sendo minoria, tenham representação política e conseguiram um feito inédito no mundo: conseguiram, mesmo sendo minoria (de fato: 10% da população) eleger o primeiro presidente afrodescendente dos EUA.
    Quanto ao fato de juntarmos negros com pardos, a resposta é bem simples: a etnia branca que domina o IBGE e demais órgãos estatísticos, utilizam essa denominação. Para nós negros, para evitarmos até o racismo envergonhado de pessoas como o senador Demóstenes preferimos utilizar o termo afrodescendente representando todos aqueles que tem uma clara e forte descendência africana, como nós afrodescendentes brasileiros, compostos por pardos e negros, hoje, clara maioria do povo brasileiro como atesta o próprio IBGE, controlado pela minoria branca.
    Quem desejar participar de nossa luta pela construção de um Brasil multiétnico podem escrever para pdte_partidodetodasetnias@hotmail.com. Vamos formar quadros de brancos, negros e amarelos no primeiro partido multiétnico do Brasil. Juntos, nós brancos, negros e amarelos podemos ser um grande nação. Separados não temos futuro algum.
    Se o senador Demóstenes desejar estamos abertos a quaisquer discussões. Espero que não nos considere nem ignorante e nem racista.


    2 anos atrás por Angelo Fernandes
  • A maior falha da separação de vagas por "cotas raciais" é que o pobre branco vai ficar completamente desamparado. Ninguém vai olhar por ele, mesmo sendo a "democracia um governo de todos".


    2 anos atrás por jjLeandro
  • Sou contra as cotas raciais, a fovor da meritocracia e temporariamente das cotas sociais. O tempo debatido em cotas raciais pelas políticas de "minorias racias" podem ser mais aproveitados para debates educacionais de aplicação imediata.


    2 anos atrás por Marcos Ordonha
  • Sou contra cotas raciais. Não acredito nessa coisa de dívidas históricas. Acho que isso serve para intelectuais fazerem carreiras ideologicamente orientadas (porque as universidades vivem sob repressão ideológica) e para pessoas politicamente articuladas garantirem seu futuro burocrático. Sim, reinos africanos participavam do mercado de escravos e praticavam escravidão entre eles. Dizer que a escravidão dos africanos no Brasil foi uma mera questão de "europeus contra negros" é mentira. E mais: essa prática de cotas raciais (racismo "do bem") é tão racista quanto qualquer outra. Dizer que reinos africanos e africanos libertos da escravidão no Brasil participaram do comércio de escravos não é "preconceito contra negros". Aqueles que afirmam isso o fazem por má fé. Sou a favor de cotas em universidades públicas para estudantes de escolas públicas que se destacam em sua vida estudantil porque eu acredito em recompensar o mérito. E os direitos gays? Não acho que gays devam ter direitos especiais. Leis que criminalizam gestos e palavras "contra os gays" para mim são mero fascismo. Cirurgia para troca de sexo pago pelo Estado é um abuso para o contribuinte. Acho uma bobagem essa coisa de "homoafetividade". (LUIZ FELIPE PONDÉ, FOLHA DE 15 DE MARÇO DE 2010)


    2 anos atrás por Marcelo
  • Espero que o bom senso possa prevalecer sobre a politicagem.. Ninguém me convence que cota racial é mais eficiente ou mais justo que cota social.



    2 anos atrás por Allison Oliveira

  • Aos leitores que defendem as cotas raciais, duas perguntas: 1 - Como se define objetivamente quem é negro? (se lembram do caso dos gêmeos univitelinos da UNB?) 2 - E os pardos (que são a maioria) pertencem a qual raça?



    2 anos atrás por Jordane
  • A cota deveria ser por condição sócio-econômica e não racial. Se o problema é histórico quem vive hoje é que é culpado?





    2 anos atrás por Mauro
  • Sorry Sheila, o pardo que vos fala discorda totalmente de sua afirmação. A disparidade é entre pobres e ricos e não entre negros e os demais.

    2 anos atrás por Wagner Santos
  • As cotas raciais não reparam nem redimem coisa alguma, apenas oficializam o racismo no Brasil,instituindo-o em lei. Faz com que algun possam ter guarda chuva,(e outros tenham que se molhar) só por se declararem afro-descendentes - e até mesmo branquelos podem fazê-lo, uma vez sabendo que somos frutos de uma variada mistura genética.Depois que o Neguinho da Beija Flor foi considerado descendente de europeus,é mais que falácia, é distorcer a verdade e negar a ciência, falar em em ter mais direitos do que os outros, em nome da igualdade, e de duvidosas e rancorosas reparações históricas. Nunca antes neste país movimentos sociais aumentaram tanto o Festival do Besteirol...

    2 anos atrás por Brasigois Felicio
  • Parabéns pelo brilhantismo do texto e pela coragem de defender seu ponto de vista num assunto tão espinhoso.

    2 anos atrás por Luiz Antônio Ramos
  • Sorry a política de cotas é instrumento político, não se justifica por arrazoado científico e sim em evidências, basta dar uma voltinha por cidades como Rio de Janeiro ou Salvador e testemunhar a disparidade entre negros e os demais.

    2 anos atrás por @sheilagsoares
  • Cumprimentos ao senador Demóstenes Torres pela lucidez, coragem e pertinência deste texto. De fato, em vez de reparação, o que essa política racista propõe é dividir a população do país entre injustos e injustiçados, estabelecendo uma vingança inoportuna e tardia, em represália aos horrores do escravismo.Concordo, só há uma raça e uma família, a humana. O que se propõe no Brasil é estabelecer um novo apartheid, repudiado em vencido nos Eua e na África do Sul, fazendo com que alguns brasileiros sejam mais iguais do que outros, em direitos de cidadania como acesso à universidade pública por méritos, e não pelo simples fato de a pessoa se declarar negra. Chegamos a tal absurdo.

    2 anos atrás por Brasigois Felicio


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