Desenho de  Wendy MacNaughton
revista bula

compartilhe



últimos comentários

  • Euler Belém, como sempre, afinadíssimo. ...

    29 minutos atrás por Carlos Augusto Silva sobre Paulo Francis vive
  • o sentimento não tem explicação e nem utilidade prática, está acima da razão prática do dia-a-dia. Sentir é melhor do que racionalizar ou buscar explicação prática os sentimentos. Eu gosto de jazz, es ...

    1 dia atrás por Linkowski sobre Uma coisa inútil
  • Gosto do cinismo do Vêncio, se der pra ser considerado assim. E como ele, "[...] eu tenho convicção que a humanidade nunca esteve tão boazinha." ...

    1 dia atrás por Chiyoko Gonçalves sobre MMA: bate que eu gosto
  • Respeito o comentário, mas discordo do Rodrigo Molina. Procurar alguém que entenda, é apenas ratificar o "esporte". Penso que o autor entende(embora não seja especialista). E é, justamente aí, que est ...

    1 dia atrás por MAURILHO TEIXEIRA sobre MMA: bate que eu gosto

últimas no twitter

  • @magopaco Haha. Boa.
    26 minutos atrás
  • @bqeg Valeu. Estou treinando para aquele confronto. Rs.
    26 minutos atrás
  • @bqeg Qual id da PSN?
    36 minutos atrás
  • @neiduclos DM...
    57 minutos atrás
  • Os 80 maiores clássicos do blues para ouvir on-line | Revista Bula http://t.co/Jp77X4Bh
    1 hora atrás

parceiros

  • twitter rank


sugestões de livros

sugestões de filmes

  • O Homem de La Mancha, com Sophia Loren

POR EM 02/02/2009 ÀS 06:16 PM

Sobre cegueiras e oportunidades

publicado em

 Como o Brasil, a Índia ostenta elevados indicadores de analfabetismo e grandes contingentes populacionais embrutecidos pela pobreza, miséria e indigência. Mas a mais destacada e perversa característica que ambos historicamente têm mantido em comum, talvez seja a corrupção endêmica, parasitando e devorando os Estados soberanos, vampirizando suas forças sociais 

  

Como a pequenina aluna, apenas seis anos de idade, não conseguiu responder à questão formulada, o professor cerrou os dentes, resmungou alguns impropérios, deu à face amedrontadora um ar ainda mais severo e, resolutamente, disparou em direção à estudante para, com um alfinete pontiagudo, perfurar um dos olhos vívidos da inocente criança, cegando-a irremediavelmente.

A cena típica de um filme de terror ocorreu no Estado de Chhattisgarh, centro da Índia, o país que somado ao Brasil, China e Rússia, integra os BRIC’s, os quatro gigantes que, conforme previsão dos mais renomados estudiosos, emergirão como as grandes potências nas décadas vindouras.

Brasil e Índia apresentam muitas características em comum, muitas delas decorrentes de seus injustos sistemas de distribuição de renda.  

A Índia tem a segunda maior população do planeta, com mais de um bilhão de habitantes, quantidade só inferior à da China.

Como o Brasil, o país asiático nas últimas décadas alcançou grandes progressos econômicos. Domina todo o ciclo da fissão nuclear acreditando-se que possua em seus arsenais militares mais de 50 bombas atômicas. Também nos setores vinculados à tecnologia de informação, o país de Gandhi tornou-se referência mundial, destacando-se na produção e exportação de software.

E também como o Brasil, a Índia ostenta elevados indicadores de analfabetismo e grandes contingentes populacionais embrutecidos pela pobreza, miséria e indigência. Mas a mais destacada e perversa característica que ambos historicamente têm mantido em comum, talvez seja a corrupção endêmica, parasitando e devorando os Estados soberanos, vampirizando suas forças sociais e, qual chaga incurável, avassalando as almas nacionais.  

Uma corrupção descomunal, hedionda, nauseabunda, e que resulta do gigantismo de burocracias criadas e mantidas para alimentar - em seus infinitos escaninhos, arquivos e labirintos, com uma infinidade de fluxos, normas e rotinas – ratazanas, vampiros e a malta da malandragem de colarinho branco.    

A educação de qualidade possibilita avanços que surpreendem. A criação do CTA/ITA, o Centro e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica, de onde surgiu a Embraer possibilitou que o Brasil se consolidasse na posição de um dos maiores exportadores de aviões a jato, despachando-os, inclusive, para os Estados Unidos, a maior potência aeroespacial do planeta. À índia, educação de qualidade legou o domínio da indústria da energia nuclear e o posto de maior exportados de softwares do mundo.

Portanto, acertamos juntos quando priorizamos investimentos em setores estratégicos como educação e tecnologia. E erramos juntos quando damos guarida à corrupção desenfreada e lidamos com a renda nacional de modo estúpido e improdutivo. 

Mas, tanto aqui no continente sul-americano, como lá, no asiático, investimentos em educação de qualidade estão mais para exceção que para regra. Aqui como lá, muitos educadores – confrontados com a inocente ignorância infantil e juvenil – preferem responder criminosamente. Cegando as crianças simplesmente. Ou obstruindo suas melhores possibilidades.

Bookmark and Share

Comentários (0)



*Obs — todos os comentários são moderados.
Não é aceito nenhum tipo de script ou formatação, caso queira adicionar um link apenas cole o endereço normalmente.

É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2012 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — seutexto@uol.com.br


renovatio